quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Consegui mudar meu fim de ano!!!!

Fim de ano é sempre irritantemente igual e isso me incomoda. Em 2010, não sei por que incomodou ainda mais. Precisava fazer algo para mudar isso, mas sem ferir as tradiçōes familiares seria difícil. Foi aí que a natureza deu o primeiro passo e as coisas começaram a mudar.
uma tempestade varreu Lagoa. Sério! Quando cheguei na cidade, as ruas pareciam as de uma cidade abandonada. Apenas folhas e galhos nas ruas. Carro, moto, bicicletas? Nenhuma. Nem gente na janela tinha. E olha que da entrada da cidade até a casa da minha mãe é preciso rodar meia cidade.
Quando cheguei para a ceia, a energia elétrica não havia voltado. Então a ceia foi a luz de velas. O clima ficou aconchegante e intimista ao mesmo tempo. E com isso, ela também foi breve. A entrega dos presentes aconteceu nos dias seguintes da forma que acho correta. Sem um ver quem está entregando o quê pra quem. Sem essa obrigação de dar presente para quem você não quer dar.
No dia seguinte, dia de natal, acordei cedo, fui pra cozinha, limpei, temperei o peru e enquanto ele marinava fui pro superemercado. Comprei algumas coisinhas que ainda faltavam para a sobremesa e voltei a tempo do almoço. Quem me conhece sabe que num dia sem trabalho, meu acordar cedo é lá pelas 9. Lavada a louça comecei a fazer meu creme. Quatro horas depois o creme ficou pronto. Nesse meio tempo o peru já estava no forno. Sobremesa pronta, peru no caminho certo e minha mãe na cozinha fazendo a banana ao molho de queijo que eu pedi. As 10 chegamos na casa da Laine.
Lembra quando eu disse que queria um natal sem mesas para servir, um violeiro e gente de bom papo? Foi isso que rolou. Nada de servir a ceia. Foi uma noite de descontração. Bate-papos animados na cozinha e jardim. Ana Raio e Zé Trovão na sala de TV. Música e quando a noite acabou... Ela na verdade estava apenas começando.
Bora pro Bora Bora com amigos e familiares ouvir uma banda desconhecida e 2 DJs fracos. Mas eu não estava ali por eles. Nunca estive. E olha que nos últimos 10 anos só faltei 2 vezes. Vou pelas pessoas que conheço, que fico conhecendo, pelas que amo e pouco vejo.
Já chego de havaianas, jeans e camiseta. Rodo o salão cumprimentando os que conheço e retorno para a pista. Como meu esquema é diversão e não pegação, me acabo na pista. Com direito a dancinhas geek e tudo o mais. Mato amigas de vergonha e quando canso, vou pra àrea externa ficar com os meninos. Eles zoam mais. São mais verdadeiros e não tem medo de passar vergonha. Bem... pelo menos esses não tem.
A noite só termina quando o dia aparece. Infelizmente, como dia 25 é feriado, a padaria estava fechada e não foi possível chegar com o pão quentinho. Mas conheci um primo, revi grandes amigos e vi o raiar do sol nascer na companhia de quem vale a pena. Isso é natal.
Presente: eu ganhei sorrisos. E fiz outros sorrirem também.
Também quebrei tradiçōes, fiz uma pessoa que nao gostava de Natal, se divertir.
Faltou alguma coisa: pra mim nada. Até consegui fazer meu irmão passar vergonha!

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