segunda-feira, 23 de junho de 2008

Brasil x Argentina


Eu não sei se você conhece a expressão coyote ugly, mas foi mais ou menos por isso que eu passei, afinal quando eu me dei conta do que tinha feito, o que eu mais queria era sair correndo dali. Foram 10 horas na fila para comprar ingressos para um jogo de futebol,o que significa também uma folga a menos e horas a mais de trabalho. Quatro dias depois lá estava eu na fila de novo. Agora por pouco mais de uma hora. Vi que quem fica nessas filas são sempre as mesmas pessoas. Vários se conheciam de grandes jogos do passado. E isso é muito interessante. O stress de uma fila é quase tão emocionante quanto estar dentro do jogo com a diferença que na fila ainda existe a expectativa de se vai conseguir o ingresso que tanto almeja ou se conseguirá inserir pessoas na fila para comprar mais do que os dois por pessoa, limite imposto para reduzir os cambistas.

Fila para um grande evento é na verdade uma catarse emocional. É muito legal ver como você passa a viver quando todos estão no mesmo rupo atrás do mesmo alvo.
A intimidade, a parceria, a amizade momentânea. Tudo isso se torna... Eu não sei qual palavra usar, mas quem viveu algo assim sabe do que estou falando.

Depois da fila vem o jogo e ali o que menos importa é quem está ganhando. A harmonia, a integração da torcida, a energia. Tudo é tão... sei lá... diferente que só dá pra dizer algumas coisas:
- A ola rola quando ninguém quer saber do jogo e isso é muito divertido

- Ver pessoas nervosas ao seu lado por causa de um jogo é fantástico.

- Acompanhar o crescimento da ansiedade de alguém em tão pouco tempo não tem preço;

- Comer tropeiro, sentar em cadeira suja e receber pedaços de arroz na cabeça quando todos dizem que você tem TOC é libertador.
Eu recomendo. Se você não entende nada de futebol você é o torcedor ideal para ir ao campo. Independente do resultado você sai de lá feliz e com uma experiência a mais para ser contada no futuro. Afinal, são esses os pequenos detalhes que lembraremos no futuro.
video
PS: a iluminação do Mineirão deve ter custado uma pequena grande furtuna bem menor do que a quantia que preciso para o carro dos meus sonhos. kkkkkkk






Esses dias começei a ler o about me que escrevi alguns anos atrás. Legal essas coisas, né. Pouco mudou. Na verdade quase nada. Um dia, conversando com uma amiga que estava próxima de completar quarenta anos, ela disse que entrar na quarta década de vida não a assustou tanto quanto se tornar uma trintona, pois aos 30 ela olhava pra trás e ainda via aquela menina de 15 anos que ainda estava no colégio. O mesmo aconteceu comigo quando saí da faculdade. pensei: caramba, eu continuo a mesma e a idade só tem aumentado. As coisas devem ser mesmo assim... Eu ainda não acredito que já passei dos 20, que estou próxima dos 30. Inclusive, costumo brincar que mentalmente não passo dos 12. hehehehe. Deve ser uma forma de compensar.
Semanas atrás eu vi Sex in the City e amei rever as quatro. Rever é só um modo de dizer já que o seriado é exibido diariamente na TV a cabo. E hoje, conversando com umas amigas percebi como cada uma de nós é uma personagem. E isso é uma das coisas que me fascina em TV. Você conseguir fazer com que as pessoas que estão assistindo criem de alguma forma uma ligação com a pessoa que está falando. Isso não requer pacto com o diabo ou coisa parecida. Só é preciso uma coisa: conhecimento técnico. Se você não é médico não saberá interpretar um exame como tal. Se você começou agora, espere; dê tempo ao tempo, seja humilde e em pouco tempo terá condições de escrever, gravar, roteirizar, entrevistar de uma forma que quem veja se coloque naquele lugar e não simplesmente passe por aquilo.

É até engraçado eu ler as duas últimas palavras da frase acima. Hoje isso aconteceu comigo. Falaram comigo sobre coisas como se elas fossem a descoberta da roda ou da penicilina e eu fiquei ali abanando a cabeça e pensando: pra que estudei tanto. Aí entro dentro de um ônibus e olho para as pessoas ao meu redor. Nenhuma parecia feliz. Apenas seguindo a vida, cumprindo as obrigações diárias necessárias para sobreviver, afinal, são necessários 151 dias de trabalho só para quitar os impostos. E muitos em empregos sem aspirações profisionais, pessoas que fizeram escolhas erradas, ou são consequências das escolhas dos outros. Você pode não pensar assim, mas o efeito borboleta é a maior verdade quando se trata de seres humanos. Um ato que parece isolado pode se tornar um verdadeiro tufão e atingir pessoas que você nem conhece. E são essas as mais atingidas. Até porque por mais que família seja igual sanguessuga, nós temos a obrigação de sermos gostar deles. Se você não conhece, nem se preocupa. Aprendemos a fazer isso com muita facilidade. Vemos tragédias enquanto comemos e não fazemos nada a respeito. Na verdade fazemos sim. Comentamos como o mundo está se acabando... como estes sãos os sinais do fim dos tempos e todas essa besteiras que limpam nossa mente e nos fazem voltar à maravilhosa zona de conforto que gostamos de viver.

Alguns dizem que sou revoltada por natureza. Por contestar, por não ser papagaio de pirata, por manter meus ideais a qualquer custo e por ser birrenta em sustentar situações que um falso sorriso ou desculpe resolveria, mas essa não sou eu e continuo pensando que se no mundo existissem menos pessoas conformadas com a vida, com maior vontande de fazer a diferença e defender seus ideias não tivéssemos um continente inteiro passando fome. Amo os sonhos, eles nos fazem ir longe e manter uma meta, mas continua achando que precisamos parar de voar e descer para a realidade. Ação. Essa é a palavra que tanto falta em nossos atos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

tema recorrente


Este final de semana eu ouvi essa música d'Os Mutantes intitulada O Hino dos Malucos que eu achei fantástica e resolvi postar aqui.

Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurônios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho
Quando a solução se encontra, um maluco é do contra
Mas se vai por lado errado, um maluco vai do lado

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar
Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos
Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal
Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa
Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo

Malucos, a nossa vida é dar bandeira,
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata,
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata