domingo, 28 de agosto de 2011

Mais uma vez amor. Quando vi anúncio desse espetáculo, me interessei por um único motivo: Deborah Secco. Não vou dizer que era para ver as adaptações que fizeram para levar o texto para o teatro, ou babozeiras do estilo. Eu, como 97% das pessoas que lotaram o teatro Sesiminas em BH por 3 dias fomos para ver Bruna Surfistinha/ deputada Natalie L'amour de perto. Já que entrei na onda da honestidade, não era bem a Secco que me fez ir ao Sesiminas. E sim os comentários de um amigo que a conheceu dias antes, durante o Criança Esperança. "Me casaria e teria meus filhos com ela. Mesmo ela com o cabelo gritando por uma hidratação". Tal frase é impactante se você conhece seu autor. Numa tradução, seria dizer que Deborah é um anel de diamantes da Tiffany's no dedo ha 1 mês.
Também não serei hipócrita em dizer que achei justo o que iria pagar. 80 reais. "Mas tudo bem, deve ser divertido", pensei antes de comprar a entrada. Pra piorar, da mesma forma que nada li sobre o espetáculo, também não me antecipei. Consegui chegar 1h antes ao teatro e comprar 2 lugares em uma das últimas fileiras. Só isso já é motivo de comemoração. Sempre estou atrasada. Podia não conseguir entrar.
Lá dentro, o atraso de 28 minutos me cansou um pouco. Havia levantado cedo para trabalhar. Estava fora de casa desde às 7 da matina e já eram 9h28 da noite quando o espetáculo começou. Aquele sinal não parava de apitar na minha cabeça. O que até me faria desistir, se não fosse por um motivo: o cartaz da bilheteria dizia que Mais uma vez amor era uma produção de Deborah Secco.
Isso foi uma grande surpresa pra mim e motivo de interesse. Que projeto era esse? Quais outros a empresa dela estava trabalhando? Era uma produtora, ou ela havia virado PJ para conseguir recursos e colocar a história na estrada? Cabeça a mil antes do espetáculo. E todas as perguntas não respondidas até agora. Mas isso me mostrou um lado que desconhecia da atriz. Como se conhecesse suas outras fachadas. Pra se ter uma idéia do meu nível de conhecimento sobre Secco, antes de escrever esse texto, digitei no google o nome dela para não o escrever errado, por que aí era burrice. No mais, continuo sem saber inclusive qual método ela utilizou para colocar o silicone, algo que um dia ainda ei de saber. Mas voltando ao espetáculo...
Deborah e Erom trabalham muito bem o tempo todo. O timming é perfeito. Não há improviso. Houve ensaio e isso é muito legal - levando em consideração que se tivesse que enquadrar tal espetáculo em alguma categoria, mesmo a contra-gosto, deveria ser no de comédia romântica, e esses amam o improviso.
Uma outra surpresa quando as cortinas se abrem. Além dos atores, o palco é, na verdade, formado por 3 grandes telas com imagens que ajudam a contar a história. E como a enriquecem. Eu perdi a primeira informação logo de cara. Estava distraída passando o olho por todo o cenário e pensando se ali seria mais um meio de Deborah mostrar quão boa era a forma dela. (ainda não rolou Playboy) E se iria jogar tempo e dinheiro fora. Sorte minha que a pessoa ao meu lado não pensava tanto quanto eu. A info que perdi era o ano: "1970". E isso foi o start que precisava para entender que o espetáculo iria oferecer muito mais do que a encenação dos dois atores.
Fugindo completamente do tema... puta que pariu pro Erom Cordeiro. O cara está com o corpo lindo. Um dia antes fui assistir Amor a toda prova e em uma cena, quando o cara tira a camisa, a menina se recusa a tirar o vestido. Ela fica chocada com o abs dele e pede para tocar. Deu vontade de levantar a mão e perguntar: "posso tocar?" Não é exagero. Fiquei impressionadíssima. Sempre que ele arrancava a camisa eu me surpreendia. Os homens podem não entender, mas músculo é algo que a maioria tem em excesso ou falta. Ele tem na quantidade certa e em todo o corpo. Inclusive costas.
Mas deixa eu voltar pra realidade e continuar falando do motivo que me fez escrever tal texto. As perguntas: "você gostou?" e "vale a pena?" são sempre uma pegadinha pra mim. E como rolou pegadinha nas últimas 24h... Eu, faço uma cara meso meso e deixo pra lá. Pra mim, mais do que valeu a pena. Me surpreendeu. Eu não tinha nenhuma expectativa quando ao que veria. Não havia um pré-conceito formado. Nem o nome, que me soava familiar, saberia dizer se o era. E por que surpreendeu:

  • Deborah Secco, produtora?
  • Cenário como ambiente transformador e integrante da história
  • Uso de vídeo com cenas históricas do país utilizados para ajudar a marcar o tempo, como também para compor a lacuna de tempo que os atores precisavam para trocar de figurino. E como enriqueceu a experiência
  • Deborah fez ballet! E não foi pouco tempo. As noções se tornam cada vez mais visíveis durante o espetáculo
  • Modo como interpretam o sexo com o passar do tempo para os personagens é muito legal. O desespero juvenil que dá lugar ao conhecimento, à maturidade.
  • Trilha sonora
  • O corpo de Erom Cordeiro - percebeu o artigo?
  • escolha das imagens, hora históricas, hora subjetiva
  • figurino
  • iluminação
  • texto
  • Os 5 minutos finais
  • cena do basta
Aí pergunto: gostou? Como responder. Se você não curte viajar na maionese como eu, em ver a subjetividade dos pequenos gestos, se não gosta de história, se fica desconfortável na frente de um casal semi nu, se não curte comédia romântica, posso te dizer que compensa? Como saber se você gosta dessas coisas? Não dá para andar com uma lista e dizer: se você respondeu sim para 5 das 10 alternativas, você faz parte do público alvo. 
Acredito que tem gente que percebeu um mundo bem diferente que eu e gostou. Ou gente que percebeu o mesmo e não curtiu.
O que posso dizer é: veria de novo. Mas eu gosto de ver algo mais de uma vez. De retornar com o pré-conceito e depois analisar se ele foi desfeito nessa segunda impressão.
Logo, não me pergunte se é bom ou ruim. Isso é muito pessoal, muito complicado, tem a ver com o mundo que construí e que me construiu. Com as informações que entendo como verdade, com os conceitos que assimilei pela vida. E como esses conceitos mudam de ser humano para ser humano, só tenho uma resposta. Ou você vê e cria sua resposta, ou você viverá o "se".

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Se a vida me ensinou alguma coisa é que nada se repete. Nossas experiências nos fazem ser quem você é naquele momento, mas não ajudam a enfrentar as situações mais ordinárias. Elas aparecem e você pensa. Ok. Faço como da outra vez e tudo vai dar certo. Seria tão simples se fosse assim. Mas não. Tem sempre o filho da puta do destino pra atrapalhar as coisas. Pra tirar a gente do modo automático - que nós ajustamos para conviver nesse mundo contemporâneo - e nos desprogramar.
O pior é que ele não faz isso de modo sorrateiro. Do jeito que pai e mãe fazem com a gente. Nos manipulam e quando vemos estamos em uma situação que não queríamos.
O destino curte é o reboot. Quando tudo parece ir bem, vem ele e te ranca o chão, a parede, a cadeira, o escoro. Te obriga a se posicionar sem tempo para processar.
Num primeiro momento, o modo segurança é ativado. É preciso reiniciar e enquanto isso acontece, você toca o barco. Faz o que precisa ser feito. Foda mesmo é hoje. Quando vê-se que memória e HD continuam ali, funcionando. Aí... é encontrar o chão. Esteja ele onde estiver. Como é a porra do destino. Não dá pra saber quando e onde está nosso encosto. Qual caminho que deve ser seguido. É hora de levantar e ir. Pra onde, como, por que? Isso a gente descobre é no meio, tropeçando, caminhando ainda que com ar pernas trêmulas, sem forças para ficar em pé. É preciso colocar a melhor roupa, usar o discurso que está tudo bem e deixar a vida te levar. Não há escolha. Não há opções paralelas. O jeito é se reprogramar de novo e tentar mostrar que você está ali. Como sempre, da mesma forma que antes. Funcionando de acordo com as expectativas de quando você ingressou aquela sociedade. Senão... não há essa opção.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Mulher de fases

Até 2 meses atrás essa música lembrava minha adolescência. Impossível ouvir e não sorrir. Tempos felizes, simplistas, com problemas que hoje não mais existem ou não são mais considerados problemas. Raimundos era a banda que cantava - mais berrava - essa canção e eu amava. Com a internet nascendo no país, e eu sem o CD do grupo, me programava para ser o videoclipe 2x ao dia no top 10 da MTV.
Mas por que dizer até 2 meses atrás? A HBO lançou a série Mulher de Fases, produzida no sul do Brasil e que tem como trilha sonora principal - se não me enganho, única - a música com mesmo nome. Me apaixonei pela série e todas as versões que eles fizeram da melodia.
Também descobri uma nova região do país que produz vídeo com um ponto de vista bem diferente dos cariocas, mineiros e paulistas. Não sei explicar direito, mas as passagens de cena são diferentes, os diálogos, o comportamento.
Não que seja por que no sul as pessoas são diferentes, nada disso, pessoa é pessoa em qualquer lugar. Mas o olhar sobre a sociedade muda. E os gaúchos me surpreenderam.
Abaixo segue o clipe da música. Salve, salve, Youtube
E aqui um trecho da série. Espero que curtem os personagem como eu.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Black Swan


Em 2010, baixei o filme, mas quando comecei a ver deu uma preguiça… durante as férias de janeiro e a última semana do ano, mesmo quando não tinha nada pra fazer, preferi rever algo à assistir Cisne Negro. Ainda bem.
Não estava preparada para vê-lo. Precisava ser uma escolha do momento e não minha para que pudesse entendê-lo. Se isso é possível.
Em janeiro, fiquei impressionada com "Amor e outras drogas". Era até então o melhor filme que via há meses.
Black Swan recolocou muita coisa em perspectiva. Dá até para crer que Hollywood tem solução. De qualquer forma, o que impressionou foi mesmo o roteiro, direção, edição, estilo de filmagem…. O Lago dos cisnes ganhou uma versão completamente viva, contemporânea, e muito, mas muito perturbadora pisco e sociologicamente.
A performance de Natalie Portman é algo a parte. As cenas são densas, conturbadas e as reviravoltas da trama, surpreendem até mesmo aqueles que conhecem bem o livro, muito conhecido pelos amantes do ballet.
Uma fala em específico é falada mais de uma vês: "a única pessoa no seu caminho é você". Pode parecer algo simples, mas nós mulheres temos, estatisticamente falando, maior chance de autosabotagem. E esse é a parte que querendo eu ou não mais mexeu comigo.
Adoro um desafio. Eles animam minha vida e fazem com que eu viva, de alguma forma, no limite. Entretanto, como há sempre uma área em que nós vivemos focadas, é nessa área que os desafios nos ferram. Ou melhor, me ferram. Falar no plural é coisa de quem encaixa pessoas em perfis e pacotes - o que não é o meu caso.
E aí, mesmo não sendo essa a temática do filme, retornou em mim algo que ouvi durante terapia vários anos atrás: apenas se os setores de sua vida estiver balanceado você alcançará o equiibrio e reduzir o nível de insatisfação. Logo, deixo a vocês a pergunta que me assombra há anos. Como?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Terror

Só assim consigo definir a situação das famílias que estão em áreas ameaçadas de ruir em função das enchentes e deslizamentos de terra. E em uma situação, como a que vemos na região serrana do Rio de Janeiro, fico abalada em função de muito do que vi. E olha que não estou com a TV ligada acompanhando 24h por dia tudo o que acontece. Prefiro ler os jornais e sites. Mas vamos lá:
- solidariedade: pessoas saíram de suas casas no meio da madrugada para socorrer desconhecidos. Atravessaram bairros e arriscaram as próprias vidas em prol do outro. São nesses momentos que conseguimos ver como o homem consegue ser humano.
- desprezo: o governo culpa São Pedro, a população que ainda joga lixo nas ruas, mas após a temporada de chuvas, nada faz para prevenir que a situação se repita. As prefeituras se ocupam com o dia-a-dia administrativo de uma cidade e esquecem de planejar. Deixa que o próximo resolve. E aí centenas, milhares morrem e a culpa é da enconsta. Eu já estive na região devastada. Em momento algum, havia indícios de que quem ocupava a área a fazia ilegalmente. Por outro lado, parte da área devastada estava entre as mais valorizadas.
- culpados: quando as chuvas atingem a população de baixa renda, fica fácil dizer que a ocupação era irregular. Agora, quando atinge também os abasatados, o que os prefeitos fazem é colocar o rabinho entre as pernas e se esconderem dentro do armário até que o carnaval chegue e todos esqueçam o ocorrido. Sorte nossa, esse ano o carnaval é em março e ficar tanto tempo escondido é impossível. Será que na região serrana não aconteceu como no final de 2010 em BH, quando as autoridades preferiram não repassar o aviso à população? Em BH houve muito estrago, mas apenas 4 mortes. Nada que tirasse ninguém do cargo. A desculpa na época: "não queríamos trazer pânico à populaçao". E agora?
Se eu fosse um dos familiares dos vitimados no Rio de Janeiro, preferiria um pânico desnecessário caso a chuva resolvesse não cair a ter que enterrar irmãos, filhos, sobrinhos, amigos e pais.
- estudos: Existem centenas de mestrandos e doutorandos em campo recolhendo materiais para pesquisa nas mais diveersas áreas, das mais prestigiadas universidades. O resultado do trabalho deles não pode servir como auxílio ao trabalho das secretarias de meio ambiente ou qualquer outro orgão que defina quais regiōes tendem a ruim ou serem inundadas?
- Dor: essa não passa com a chegada do carnaval, da seca ou do ano seguinte. Essa nos acompanha eternamente. Ao lado dela está a lembrança daqueles que se foram. Que gostaríamos que estivessem perto, mas não mais estão. Culpa é outra companheira pela vida. Culpa por ter escolhido o lugar errado para passar as férias, por ter decidido ficar um dia a mais ou ter preferido ficar na cama enquanto chovia. Por não ter se mudado.Essa culpa não passa nunca por em alguns casos havia escolha e foi a decisão errada que causou a morte de toda uma família.
Gostaria de saber como dormem as autoridades que poderiam ter evitado tamanho desastre. É popssível chegar em casa e repousar a cabeça no travesseiro sabendo que no bairro ao lado há desenas de desabrigados e corpos não encontrados?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

bday

Alguns conhecem uma musicista da minha família. Mas na verdade, aqui o gene é bom. Esse é o Gustavo, 16 anos. Violeiro de mão cheia e canta como poucos. Requisitado por bandas de todo o centro-oeste mineiro.
Música é algo que vem há gerações. Antes achava que era do lado do meu avô. Eu o ouvi tocar violão desde criança. Um tio também toca, mas esse acredito que tenha aprendido para pegar a mulherada. Na juventude, ele conhecia tudo quando é moda de viola. Hoje... deixa pra lá.
E minha avó passa o dia cantarolando. Não me lembro de um dia sequer que tenha ido na casa dela nesses eternos 25 anos que ela não cantarole as mesmas músicas. Se dona Cota não cantar pode saber que algo muito errado aconteceu.
Quando os netos nasceram, veio outra leva de musicistas. Três feras em estilos em diferentes. Recentemente descobri a origem. Meu bisavô materno por parte de vó animava rastapés em Lagoa da Prata - MG. Havia alguém antes dele? Não sei. Mas quem sabe, um dia, não chega alguém, contando um caso de um homem que morava na Manga e que o pai, a mãe, alguém antes dele, da família também cantava! Nada se sabe ao certo mesmo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Consegui mudar meu fim de ano!!!!

Fim de ano é sempre irritantemente igual e isso me incomoda. Em 2010, não sei por que incomodou ainda mais. Precisava fazer algo para mudar isso, mas sem ferir as tradiçōes familiares seria difícil. Foi aí que a natureza deu o primeiro passo e as coisas começaram a mudar.
uma tempestade varreu Lagoa. Sério! Quando cheguei na cidade, as ruas pareciam as de uma cidade abandonada. Apenas folhas e galhos nas ruas. Carro, moto, bicicletas? Nenhuma. Nem gente na janela tinha. E olha que da entrada da cidade até a casa da minha mãe é preciso rodar meia cidade.
Quando cheguei para a ceia, a energia elétrica não havia voltado. Então a ceia foi a luz de velas. O clima ficou aconchegante e intimista ao mesmo tempo. E com isso, ela também foi breve. A entrega dos presentes aconteceu nos dias seguintes da forma que acho correta. Sem um ver quem está entregando o quê pra quem. Sem essa obrigação de dar presente para quem você não quer dar.
No dia seguinte, dia de natal, acordei cedo, fui pra cozinha, limpei, temperei o peru e enquanto ele marinava fui pro superemercado. Comprei algumas coisinhas que ainda faltavam para a sobremesa e voltei a tempo do almoço. Quem me conhece sabe que num dia sem trabalho, meu acordar cedo é lá pelas 9. Lavada a louça comecei a fazer meu creme. Quatro horas depois o creme ficou pronto. Nesse meio tempo o peru já estava no forno. Sobremesa pronta, peru no caminho certo e minha mãe na cozinha fazendo a banana ao molho de queijo que eu pedi. As 10 chegamos na casa da Laine.
Lembra quando eu disse que queria um natal sem mesas para servir, um violeiro e gente de bom papo? Foi isso que rolou. Nada de servir a ceia. Foi uma noite de descontração. Bate-papos animados na cozinha e jardim. Ana Raio e Zé Trovão na sala de TV. Música e quando a noite acabou... Ela na verdade estava apenas começando.
Bora pro Bora Bora com amigos e familiares ouvir uma banda desconhecida e 2 DJs fracos. Mas eu não estava ali por eles. Nunca estive. E olha que nos últimos 10 anos só faltei 2 vezes. Vou pelas pessoas que conheço, que fico conhecendo, pelas que amo e pouco vejo.
Já chego de havaianas, jeans e camiseta. Rodo o salão cumprimentando os que conheço e retorno para a pista. Como meu esquema é diversão e não pegação, me acabo na pista. Com direito a dancinhas geek e tudo o mais. Mato amigas de vergonha e quando canso, vou pra àrea externa ficar com os meninos. Eles zoam mais. São mais verdadeiros e não tem medo de passar vergonha. Bem... pelo menos esses não tem.
A noite só termina quando o dia aparece. Infelizmente, como dia 25 é feriado, a padaria estava fechada e não foi possível chegar com o pão quentinho. Mas conheci um primo, revi grandes amigos e vi o raiar do sol nascer na companhia de quem vale a pena. Isso é natal.
Presente: eu ganhei sorrisos. E fiz outros sorrirem também.
Também quebrei tradiçōes, fiz uma pessoa que nao gostava de Natal, se divertir.
Faltou alguma coisa: pra mim nada. Até consegui fazer meu irmão passar vergonha!

Vittini - episódio de hoje

Como o aromatizador de carro que a Villa Vittini enviou aqui pra casa chegou 2 dias antes do dia em que minha família comemora o Natal, só hoje pude devolver o "presente". Entreguei na loja do @BHshopping que é mais próximo de onde estava com o recado: "Ana, obrigada pelo presente, mas como nos últimos 3 anos ainda não vi melhora na quaildade do serviço ou dos produtos por vocês vendidos, não posso ficar com o aromatizador. Obrigada, A."
acredito que por uma questão de ética eu não posso aceitar nada deles. Volto a ressaltar que há 3 anos eu reclamei, briguei, fiz dezenas de ligaçōes e até seria ótimo terem trocado minha sapatilha e minha sandália. Mas isso não aconteceu. A sandália um sapateiro arrumou. Ficou ótimo. A sapatilha continua no meu guarda-roupa para eu não me esquecer que se comprar lá novamente, posso ficar novamente no prejuizo.
Logo, diretoria da Villa Vittini, o que quero não é pra mim. São para aqueles que continuam sendo lesados ao adquirirem um produto de vocês. Achava que até poderia ter mudado, mas após ver a sandália da minha tia, só fico triste por não terem melhorado no que é o mais importante hoje: o serviço. Lojas com menos prestígio fazem isso a mais tempo e melhor do que vocês. Será que não é hora de mudar?

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Villa Vittini - episódio da semana

Esse aromatizador para carro foi deixado aqui em casa hoje com um pedido de desculpas. Só tenho que agradecer, mas não posso ficar com ele. O por que? Um aromatizador não é um pedido de desculpas. O que solicitei no e-mail enviado ao Gustavo quando ele perguntou: "Mocinha...me coloco a sua disposição para resolver qualquer inconveniente que os serviços de nossa empresa possam ter lhe causado. Atenciosamente Gustavo Nogueira"; Respondi: "Espero que o que aconteceu comigo não se repita."
Ontem, dia 20 de dezembro às 17h54 meu celular tocou. Era a Ana gerente da loja me informando que havia recebido meu e-mail e gostaria que eu levasse a sapatilha que comprei para ela. Primeiro eu não havia enviado um e-mail para ela e segundo: Isso devia ter sido feito em 2007. Não agora. Neguei o pedido, claro. Tem 3 anos que comprei a maldita sapatilha. Em momento algum, após a recusa deles em trocar o produto, solicitei meu dinheiro de volta. Optei por não entrar no juizado de pequenas causas e usar os meios que tenho a meu favor: minha fala e as redes sociais como uma forma de ajudar os outros a não caírem na mesma furada que eu. São nossas escolhas que nos ferram. Logo, eu escolhi comprar na loja e em função dessa escolha amarguei o prejuizo e a decepção. Além de horas no celular.
A história completa você pode ler no post de 24 de outubro de 2007.
Uma empresa como a Villa Vittini, que é destinada à um público classe A, deve vender serviço. Produtos podem ser comprados em qualquer lugar. Serviço não. E o erro deles está aí. Se alguém paga por um produto ali, está comprando também o valor agregado que a marca construiu que é a de qualidade. Mas vejam só como são as coisas.
Agora a pouco cheguei em casa e mostrei o que a empresa havia enviado. Aí minha tia falou. "Aproveita  e leva esse chinelo que ganhei no meu aniversário lá". A rasteirinha que você vê na foto ao lado foi comprada em meados de novembro. Pouco mais de um mês atrás e está descosturando como você pode ver na foto ao lado.
Sendo assim, o que mudou nos últimos 3 anos??? Os produtos continuam sem qualidade? Ou é considerado qualidade durar 1 mês.
Amo sapatos, mas o que uso mesmo são sandálias, rasteiras, sapatilhas e tênis. São mais confortáveis pra eu que passo o dia todo pra cima e pra baixo. Existem milhares de lojas em BH que vendem sapatos. Há pouco mais de 100km está localizada a cidade de Nova Serrana, na BR-262, onde existem centenas de fábricas de sapatos que muitas empresas compram e colocam suas etiquetas.
Mas se você, como eu, gosta de comprar qualidade agregado à design, existem outras empresas na cidade que vendem esses produtos e tem um excelente relacionamento pós venda com seus clientes. Indico na Claudia Mourão (Capodarte e Equipage fazem parte do grupo) e Luiza Barcellos. Você ficará mais bem servida.
Enquanto à Novela Villa Vittini, se houver outro capítulo eu postarei aqui.

PS: a rasteirinha será levada onde foi comprada para uma análise assim que possível.

Vamos ajudar a Maria

Estava com alguns amigos na Savassi, em BH, quando apareceu uma moça ao meu lado trazendo com ela Maria. E foi assim que eu conheci uma das moradoras do Conjunto Esperança.
Maria faz parte das más estatísticas desse país. Criou sozinha os filhos e hoje cria 2 netas. Uma de 7 e outra de 4 anos de idade. Não tem emprego, poucos e antigos móveis em casa, está subnutrida e tem asma. Quando consegue, a família tem 1 refeição por dia.
Eu não perguntei a idade de Maria e é impossível saber pela fisionomia, mas deve ser alguém jovem que, maltratada pela vida, parece ser bem idosa.
Mas vamos ao que quero: eu tenho aqui em casa algumas peças de roupa e cesta natalina que irei levar amanhã. Só que essa família precisa de mais e é aí que conto com a ajuda de vocês. Material escolar, roupas para criança e também roupas número P, 34 ou 36. Não precisa ser novo porém, nada de enviar tosqueiras. Espero poder contar com todos para que essa família possa, pelo menos nos últimos dias do ano, ter mais do que uma refeição por dia.
Meu e-mail para contato é: angelica.castro@gmail.com

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Adeus ano velho

Em 11 dias o ano termina e adoraria dizer que meus problemas também. Mas não. Esses continuarão a me adormentar por boa parte da minha vida ( se tiver sorte e o analista for bom).

2010 foi o ano da espera e do ócio principalmente. Optei por deixá-lo passar. Ver onde as ondas iam me levar e quer saber: esse negócio de ir com a maré é a maior furada. Se você não morrer na praia, morrerá afogada. Qual o meu caso? ainda não descobri e espero encontrar um barquinho pra pular antes.
Saindo dessa análise mais do que chata e obrigatória do que foi o ano que passou, gostaria de deixar registrado o quão chato é entrar de férias no fim do ano. Se já é uma época de trabalho dobrado, imagine ao ficar 30 dias fora. Dizer que estou fudida é pouco. Os ho ho hos natalinos ainda não badalaram em mim. Estou mais para o Grinch.

Não quero saber de Natal. estou cansada. Quero uma rede e um galão de caipirinha para beber. Não quero chegar de viagem ( sim, minha família mora no interior) e ir para o supermercado lotado de pessoas brigar pelo último peru, pela garrafa de vinho barata e comprar aquela maldita lembrancinha para o amigo oculto que demora 3 horas para acabar. Em seguida é chegar em casa e ir para a cozinha. Enquanto o peru marina e a sobremesa gela, ou assa, eu vou pra pia. Afinal, quando os convidados chegarem é preciso que a casa esteja um 'brio'. Se tiver sorte, lavarei as louças antes do peru ficar pronto. Aí é dar uma ajeitada na casa, brigar com todos que deixaram suas malas espalhadas pela casa e montar o restante da decoração de natalina.

Sem demoras que a cozinha te aguardo. Prepare o tutu, arroz, farofa e a salada que ninguém como mas é obrigatória. Sirva castanhas, frutas secas e outros belisquetes com os quais a família será obrigada a conviver até meia noite e corra para o banho, pois os convidados estão chegando.

Chega todo mundo com um sorriso no rosto e presentes nas mãos. Eu estou com as mãos fedendo alho, pois não há perfume francês que desfarce o cheiro.

Rola os cumprimentos, o "quanto tempo, hein?" só pra alfinetar que você sumiu. Vocês conversam sobre o tempo, a vizinha safada, o desconhecido que teve uma morte trágica recentemente. Na verdade, eles, pois você está pegando parte das conversas enquanto se desdobra entre a cozinha e a sala. Alguém relembra que antigamente, quando as crianças ainda eram crianças que alguém vestia de papai noel e todos riem. Isso sem uma gota de álcool por que para o vovô a família dele é modelo e ninguém bebe, fuma ou fode. Sorte que o vinho barato está na cozinha e todos na sala.

Quando o relógio marca 10 da noite as pessoas já avisam que tem outra ceia e que o ideal é servir agora. Mas o que todos estão realmente pensando é que mais de 3 horas com a família toda reunida só pode dar merda. É feita a ceia, meu avô agradece pela família maravilhosa e unida que ele tem. As bricadeiras de amigo oculto começam e junto algumas alfinetadas que renderão anos a fio. Sorte que já é quase meia noite e aí todos se vão. Bem... quase todos. Ainda tenho a louça pós ceia para você (eu) lavar.

A festa pós ceia que tanto planejei ir? Onde já estava programado beber pra ficar igual um gambá? Pra essa já não tenho pique. Nem para chegar até a cama. Me desfaleço no sofá e acordo quando alguém abre a porta trazendo o nascer do sol pra perto de mim e dizendo que foi a festa mais louca que já foi na última semana.


Pra piorar, por que poço não tem fundo, é que dia 25 de dezembro e tudo está fechado. Nada mais justo já que somos todos filhos de deus. Até os ateus. Aí você boda na frente da TV que também dispensou suas equipes e colocou só porcaria pra ser exibida e torce para dia 26 chegar rápido.

O alívio é saber que você terá 365 dias de descanso até o próximo.

Agora pergunto: por que não posso fazer uma roda de viola. Muita cerveja, refrigerante, suco, vinho, linguicinhas, mandioca, batata, tudo frito. Vários amigos e o direito de usar pratos e copos descartáveis??? Isso tira o glamour da noite?
Não entendo o conceito de glamour que os outros tem. Pra mim glamour é tempo livre e bem gasto com as pessoas que amo e não ficar na cozinha enquanto todos conversam na sala.
Por isso, eu sou o Grinch.

PS: eu me dou bem com minha família (quase todos). Só não tô com saco pra ter todos reunidos em um remake de American Dream.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

demora mas não tarda

Hoje recebi um e-mail mais do que interessante da Villa Vittini. Após 3 anos eles viram meu post. Mesmo me chamando de "mocinha", o contato foi bem interessante. Isso mostra como o universo virtual funciona. Não fiz o relato para que eles entrassem em contato, mas amei o fato de isso tê-los incomodado. Espero que nossa conversa por e-mail possa ajudar a loja a melhorar o atendimento aos clientes. Também espero que essa história te ajude a relatar os problemas que você tenha com alguma empresa.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Quando perder tempo pode ser bom

Votar é algo pessoal e ninguém deve te dizer o que fazer. A escolha de um candidato não deve ser baseada em opções pessoais e sim no que melhor se ajusta ao coletivo. Sei que é difícil pensar nos outros em uma sociedade que nos leva a ser cada vez mais fechado em nosso mundinho.
Dia 03, em Minas, você precisa escolher 6 candidatos: presidente, senador (2), governador, deputado federal e deputado estadual. Para não perder tempo lendo propostas e pesquisando o passado dos candidatos, mais prático é aceitar a opinião de um amigo. O velho ditado já diz que se conselho fosse boa, não seria de graça.
Perder tempo analisando propostas pode salvar mais do que 4 anos de má administração. Pode melhorar a saúde, economia, educação. Não só a sua, como a de milhões de brasileiros que ainda, por falta de conhecimento, votam por cabresto.
Sendo assim, não vote no menos pior. No indicado por um familiar ou amigo. Vote naquele que você sabe que pode ajudar. Que vê a política como uma forma de ajudar o país a crescer e não a si mesmo. As opções de votos branco e nulo existem para serem usadas. Não há vergonha em escolhê-las se você acredita que quem está entre os candidatos não merecem o cargo ao que concorrem, por que escolher um deles?
Se você ainda não se convenceu, uma analogia simples: você tem uma empresa e precisa contratar um funcionário. Recebeu várias indicações e currículos. Selecionou, realizou testes e entrevistas. No fim, se não houve um candidato à altura do cargo. Você recomeça o processo com novas indicações e currículos. É trabalhoso, chato e ninguém quer fazer. Mas você, que é o responsável e precisa de alguém que te ajude a crescer, sabe a importância de passar por essa etapa. Seu voto é o “você está contratado” ou o “você está demitido” para um politico. Lembre-se disso quando for votar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Não vou dizer que sou contra dinheiro. Mas ele não é prioridade em minha vida. O dinheiro é um instrumento que tenho para realizar minhas vontades e das pessoas com quem me importo. Essas sim estão em primeiro lugar. Amigos, família, colaboradores, parceiros. Por que no fim do dia o que conta não é se sua conta corrente está com x ou xx ou quantos carros você tem na garagem. E sim se você tem alguém para conversar, rir sobre algo bobo.
A cada dia percebo como as pessoas esqueceram disso. Esqueceram que o outro tem sentimentos. Entre os protestantes eles - os que você não conhece - são chamados de irmãos. Uma nomenclatura que demonstra a importância do respeito com o outro. Um respeito que foi perdido.
Há alguns anos li uma pesquisa realizada em BH que mostrava como as pessoas ignoram os que realizam trabalhos de menor prestígio social como uma empregada doméstica, um gari ou pedreiro. Como se eles fossem diferente da classe média nariz empinado que acha que predomina o país.
Para sua informação, pelo menos 100 milhões de brasileiros vivem com 1 salário mínimo ou menos. Mais da metade da população. É entre esse grupo que existe amor ao próximo e solidariedade. Eles não ajudam por que isso deduz no imposto de renda. Eles não maltratam os outros e passam por cima de tudo e todos para terem suas vontades realizadas. Isso é o capitalismo em seu modo mais cruel. E isso doi.
Em minha casa, onde cresci com minha mãe e meus dois irmão, prostituta e madame sentam e são recebidas com o mesmo respeito. Empregada doméstica nunca foi maltratada. Se minha mãe comprava um aparelho eletrônico novo, o velho não era vendido ou encostado. Era doado.
Onde está esse tipo de ação?
Quando desligar o telefone na cara dos outros, mentir, dissimular passou a ser algo normal e até certo ponto correto?
Estou em crise. Pode até ser TPM, acredito que a desculpa de um descontrole emocional provocado por hormônios não possa ser usado aqui, mas juro que não sei se esse é o mundo em que quero viver. Ainda não é dezembro, mas está na hora de repensar o que vale a pena. O que precisa ser mudado em nós. No comportamento e no tratamento com o outro.
Não sei se já falei isso, mas uma fase em que retornei a terapia, um dia, numa das últimas sessões a psicóloga disse algo que me perturba desde então. Disse que minha insatisfação me levaria a viver isolada no meio da floresta um dia. Quando ela disse isso, achava que aconteceria em 30, 40 anos. Passaram-se 5 anos e eu quero fugir. Deixar tudo de lado. Levar comigo alguns lápis, moleskines, uma polaroide e só. Sumir por esse mundo para reencontrar o que perdi: a fé nas pessoas

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

gym

- Coloque a tornozeleira. Essa não! A outra. Elas não melhores porque tem duas.
- ok.
- Quer colocar por cima da calça? protege mais.
- Não. A calça vai soltar.
- Beleza.
- Agora coloca os braços aki, pernas paralelas, dobre um pouco o joelho. Já prendeu a tornozeleira no aparelho?
- Já. 10 quilos está leve?
- Não.
- Então braços paralelos segurando nas barras. Dobre o corpo para a frente, mantenha o quadril parado. Agora jogue a perna para trás e volte. Não precisa voltar tanto. Jogue a perna mais pro alto. Não pro lado. cuidado para não deixar o outro joelho rodar para dentro. você está mexendo o quadril. Espera. Pare. chegue um pouco mais pra frente. Agora inclina o corpo. Só a parte superior. Dobre o joelho. Agora dê um coice. Pronto. Só lembre-se de não mexer o quadril.
Ótimo.
Agora faltam só quatorze repetições para terminar a primeira série. São duas.

Montar ficha é assim. Se entendi alguma coisa? claro! Que o peso são 10kg. Pesado ou leve? Não deu pra sentir. É muita coisa para coordenar ao mesmo tempo: um joelho dobrado que não pode rodar para dentro, um quadril que não pode mexer, as costas que precisam se manter inclinada e ereta, o coice pro alto, não muito pra cima e que não retorne muito.
Qual foi a grande lição: NUNCA MAIS PARE A ACADEMIA. O retorno é um grande sofrimento

Don't throw your love away

Essa é mais uma música do Ian. Ela me lembra um pouco o livro Dear John.




domingo, 20 de junho de 2010

devaneios

Dia de jogo do Brasil é uma festa. Pra eu, que não curto futebol, também. Mas não pelo fato de poder exercer meu patriotismo ou por torcer pelo Brasil. Gosto é da concentração do jogo. Um momento para encontrar amigos, colocar o papo em dia. Acredito que isso pode ser feito diariamente, mas os compromissos impedem. Então, é em dia de jogo que as pessoas abrem espaço para não fazerem nada e aí arrumam a desculpa de que precisam torcer.
O jogo de hoje foi assim. Acompanhei tudo do jardim enquanto conversava sobre a vida com uma amiga. Vi os gols? não. Mas quem se importa? Eu não! Você já percebeu como a visão é tudo pra muita gente. Existem outros 4 sentidos que precisamos usar e a audição é um deles. Também não tinha rádio e moro em uma região calma, mas pude ouvir os chutes a gol, gol do timão e do Brasil. De certa forma comemorei, mas pra mim, o mais importante, entre as picadas de pernilongos, foi o tempo ao lado de uma amiga. São esses nossos momentos preciosos.
Logo, não entendo essa mania interiorana de ir pra cozinha. Ali você bate-papo enquanto faz outra coisa, o principal. Ficam todos desconfortáveis. Por que não usar o velho e confortável sofá que te espera com os braços abertos e iluminação apropriada?
Arrumar a cozinha é coisa que fica pra depois. Pessoas são mais importantes, principalmente quando o tempo que se passa com elas é tão pequeno.
Não posso dizer que tenho uma puta experiência de vida, pois além de nova (quase 30), sou um pouco protegida, mas uma coisa eu aprendi: ao tentar fazer muito, acabamos não fazendo nada e podemos perder tudo.
Tudo na vida é experiência. Assim, de nada adianta fazer algo se você não presta atenção naquilo. É parte da sua vida que não volta e foi desperdiçada. Sei que é difícil viver cada momento como se fosse o último, mas lembre-se: ele é único!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

desabafo

Tenho fases emocionais durante o ano. Nessa época sou deprimida e insatisfeita. É sempre a mesma coisa. E quando estou assim tenho a ânsia de me isolar das pessoas. É hora de ficar só com minhas emoções para conseguir sobreviver até dezembro quando a quantidade de despedidas e o excesso de trabalho fazem com que eu desvie o foco. E aí, quando o inverno chega, todos aqueles sentimentos retornam. Um ciclo infalível.
Contudo, tenho a impressão que a cada ano esse tempo fica maior e os dramas tem se repetido. E aí relembro a frase de uma amiga após uma série de testes para uma análise que fiz: se você não resolver sua insatisfação, acabará se mudando para uma floresta!
Não penso em me isolar da sociedade, mas sei que preciso fazer algo. Normalmente as mudanças profissionais sanam a crise. Mas não vem ao caso este ano. A saúde é sempre uma boa opção, mas não sei se desta vez funcionará. Por isso, optei pela psicologia. Agendei um psiquiatra e preciso voltar a análise. Quem sabe não será assim que encontrarei a chave para a insatisfação? Ou entenderei que a floresta é mesmo o meu caminho e ficarei feliz entre os animais?
Hoje, enquanto estava no trânsito pensava no jogo do Brasil de ontem. Ou melhor, no barulho das vuvuzelas e cheguei à conclusão que as vuvuzelas em minha mente são mais chatas do que as africanas e não cessam com rapidez.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

2014?

Você já foi à um evento e se sentiu totalmente deslocado? Com aquela sensação de que todos te olham como se fosse de outro planeta? Foi assim que me senti sempre que iniciava uma conversa com alguém sobre os preparativos para a Copa do Mundo de Futebol de 2014, em Brasília.

Durante os dias em que eu e o fotógrafo Daniel de Cerqueira ficamos na cidade, só se falava em Arruda e mensalão. A faixa verde e amarela, recém-colocada em alguns taxis, era motivo de revolta em parte da categoria. “Verde é a cor do Arruda!” disse um deles, indignado por ter sido obrigado a colocá-la. E eu achando legal os táxis patrióticos.

Em outra situação, a assessoria de imprensa de uma secretaria do Distrito Federal, pareceu ficar ofendida quando pedi que ela confirmasse o nome do secretário. A ligação estava ruim, então fui direta: “o secretário ainda é fulano?” Recebi um ríspido “ciclano assumiu o cargo há muito tempo!” - menos de 60 dias – mas quase um recorde nessa crise da política candanga. Na noite anterior à viagem o governador era um. Quando pousei em Brasília, já era outro. E no seguinte… melhor nem tentar.

Acompanhar a situação política só era possível se você dormisse e acordasse com o radio ligado em uma estação especializada - e olhe lá. Nem o site oficial do DF ficou no ar. Sem governador, com uma possível intervenção federal, a festa em comemoração dos 50 anos da cidade por um fio e eu querendo falar sobre as obras para um evento que acontecerá daqui 4 anos. É, eu fui o peixe fora d’água. Tudo bem, planejar e construir uma estrutura como a projetada demanda tempo, mas quem consegue pensar no bolo se nem o fubá está certo?
Durante a apuração, algumas obras foram paralisadas e reiniciadas de um dia para o outro. Até pessoas envolvidas no processo estavam perdidas. Salvo Sérgio Graça, gerente da Comissão da Copa na cidade. Independente de qual secretaria, a resposta parecia automática: tecle 1 para “sobre isso quem está por dentro das informações é o Sérgio”; 2 para “entre em contato com o Sérgio e ele indicará a pessoa para falar sobre o assunto”.
Até a entrevista com o secretário de esportes, Hebert Felix, teve um dedinho do Sérgio para eu conseguir a confirmação. E foi um pouco antes da entrevista que Hebert recebeu a notícia de que estava de mudança para desocupar o Mané Garrincha. Data: 30 de março. Se você vir algumas mesas com computadores na Asa Sul, próximo ao estádio, pode ser que sejam eles.
Por fim, consegui conversar com as pessoas-chave para a reportagem existir. Mas dá-lhe telefonemas e remarcações. Sem contar que eu e o Daniel estávamos pela primeira vez em Brasília. Com cada entrevistado era em um ponto, foi preciso contar o tempo perdido nos trajetos. Nem Rafaela, nossa guia por um dia e brasiliense de nascimento, conseguiu nos guiar sem se perder. A população é muito amigável e se propõe a ensinar o caminho com muita educação. Mas há um grande problema: falta sinalização. O gadget de GPS do celular ajudou, mas também não é configurado para o formato de endereço de Brasília.
Fui à Brasília ver os preparativos para competir com outras capitais e ser o QG do evento. Voltei com uma excelente impressão da cidade. Rindo do que eles chamam de congestionamento e hora do rush, com saudade da gastronomia diversificada e dos amigos que fiz e revi. A cidade vai sediar a Copa? Eu não sei, mas tem alguma cidade preparada para isso ou com problemas menores?

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Ressaca sem carnaval ninguém merece

Alguns assuntos a gente nunca sabe se deve ou não escrever sobre. Contudo, porém, entretanto, é escrevendo que eu consigo tirar da mente todos os zilhões de pensamentos about it. Então… aí vai.
Há alguns dias eu recebi uma notícia. Achei que fosse piada de carnaval. Aquilo ficou ali na minha mente, mas o tempo todo eu só pensava: "estão zuando de eu". Foi quando o carnaval acabou e veio a certeza de que tudo era verdade e tinha mais um pouco também. As minhas alucinações carnavalescas, as brincadeiras são reais. Com um diferencial: não houve álcool, pegarão, nem noites viradas… aff…

Vamos começar pelo princípio: o que fazer quando chegam aos seus ouvidos informações privilegiadas e adiantadas sobre coisas que afetarão a vida de pessoas com quem você se importa? Contar ou ficar na sua? Esperar que te liguem avisando que o gato subiu no telhado, ou você sai e dá a notícia. Esse é o meu drama. Espero até a última semana do mês. Ou resolvo tudo agora???
Agora vem a melhor parte: isso não tem nada a ver com o meu presente. É o meu passado!!!! Por que as vezes o botão do "foda-se" emperra e custa a ligar? Por que coisas que já não farão diferença em seu futuro te incomodam tanto? Por que não conseguimos nos desligar de algumas coisas? não sei e dou uma garrafa do meu grande amigo José para quem conseguir me dar a resposta com fatos que não tenha contra argumentos. E digo mais: isso não é uma promoção. Não saio distribuindo Joses para qualquer um. O sr. Cuervo es nu amigo mui especial. É apenas uma forma de retribuir o gesto de conseguir acabar com algo que me tormenta.