algumas coisas simplesmente estão aí e são assim por ser. não há resposta, teorema ou tese que expliquem. Faz parte da vida as coisas simplesmente existirem e, às vezes, não fazer sentido.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
demora mas não tarda
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Quando perder tempo pode ser bom
Dia 03, em Minas, você precisa escolher 6 candidatos: presidente, senador (2), governador, deputado federal e deputado estadual. Para não perder tempo lendo propostas e pesquisando o passado dos candidatos, mais prático é aceitar a opinião de um amigo. O velho ditado já diz que se conselho fosse boa, não seria de graça.
Perder tempo analisando propostas pode salvar mais do que 4 anos de má administração. Pode melhorar a saúde, economia, educação. Não só a sua, como a de milhões de brasileiros que ainda, por falta de conhecimento, votam por cabresto.
Sendo assim, não vote no menos pior. No indicado por um familiar ou amigo. Vote naquele que você sabe que pode ajudar. Que vê a política como uma forma de ajudar o país a crescer e não a si mesmo. As opções de votos branco e nulo existem para serem usadas. Não há vergonha em escolhê-las se você acredita que quem está entre os candidatos não merecem o cargo ao que concorrem, por que escolher um deles?
Se você ainda não se convenceu, uma analogia simples: você tem uma empresa e precisa contratar um funcionário. Recebeu várias indicações e currículos. Selecionou, realizou testes e entrevistas. No fim, se não houve um candidato à altura do cargo. Você recomeça o processo com novas indicações e currículos. É trabalhoso, chato e ninguém quer fazer. Mas você, que é o responsável e precisa de alguém que te ajude a crescer, sabe a importância de passar por essa etapa. Seu voto é o “você está contratado” ou o “você está demitido” para um politico. Lembre-se disso quando for votar.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
A cada dia percebo como as pessoas esqueceram disso. Esqueceram que o outro tem sentimentos. Entre os protestantes eles - os que você não conhece - são chamados de irmãos. Uma nomenclatura que demonstra a importância do respeito com o outro. Um respeito que foi perdido.
Há alguns anos li uma pesquisa realizada em BH que mostrava como as pessoas ignoram os que realizam trabalhos de menor prestígio social como uma empregada doméstica, um gari ou pedreiro. Como se eles fossem diferente da classe média nariz empinado que acha que predomina o país.
Para sua informação, pelo menos 100 milhões de brasileiros vivem com 1 salário mínimo ou menos. Mais da metade da população. É entre esse grupo que existe amor ao próximo e solidariedade. Eles não ajudam por que isso deduz no imposto de renda. Eles não maltratam os outros e passam por cima de tudo e todos para terem suas vontades realizadas. Isso é o capitalismo em seu modo mais cruel. E isso doi.
Em minha casa, onde cresci com minha mãe e meus dois irmão, prostituta e madame sentam e são recebidas com o mesmo respeito. Empregada doméstica nunca foi maltratada. Se minha mãe comprava um aparelho eletrônico novo, o velho não era vendido ou encostado. Era doado.
Onde está esse tipo de ação?
Quando desligar o telefone na cara dos outros, mentir, dissimular passou a ser algo normal e até certo ponto correto?
Estou em crise. Pode até ser TPM, acredito que a desculpa de um descontrole emocional provocado por hormônios não possa ser usado aqui, mas juro que não sei se esse é o mundo em que quero viver. Ainda não é dezembro, mas está na hora de repensar o que vale a pena. O que precisa ser mudado em nós. No comportamento e no tratamento com o outro.
Não sei se já falei isso, mas uma fase em que retornei a terapia, um dia, numa das últimas sessões a psicóloga disse algo que me perturba desde então. Disse que minha insatisfação me levaria a viver isolada no meio da floresta um dia. Quando ela disse isso, achava que aconteceria em 30, 40 anos. Passaram-se 5 anos e eu quero fugir. Deixar tudo de lado. Levar comigo alguns lápis, moleskines, uma polaroide e só. Sumir por esse mundo para reencontrar o que perdi: a fé nas pessoas
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
gym
- ok.
- Quer colocar por cima da calça? protege mais.
- Não. A calça vai soltar.
- Beleza.
- Agora coloca os braços aki, pernas paralelas, dobre um pouco o joelho. Já prendeu a tornozeleira no aparelho?
- Já. 10 quilos está leve?
- Não.
- Então braços paralelos segurando nas barras. Dobre o corpo para a frente, mantenha o quadril parado. Agora jogue a perna para trás e volte. Não precisa voltar tanto. Jogue a perna mais pro alto. Não pro lado. cuidado para não deixar o outro joelho rodar para dentro. você está mexendo o quadril. Espera. Pare. chegue um pouco mais pra frente. Agora inclina o corpo. Só a parte superior. Dobre o joelho. Agora dê um coice. Pronto. Só lembre-se de não mexer o quadril.
Ótimo.
Agora faltam só quatorze repetições para terminar a primeira série. São duas.
Montar ficha é assim. Se entendi alguma coisa? claro! Que o peso são 10kg. Pesado ou leve? Não deu pra sentir. É muita coisa para coordenar ao mesmo tempo: um joelho dobrado que não pode rodar para dentro, um quadril que não pode mexer, as costas que precisam se manter inclinada e ereta, o coice pro alto, não muito pra cima e que não retorne muito.
Qual foi a grande lição: NUNCA MAIS PARE A ACADEMIA. O retorno é um grande sofrimento
domingo, 20 de junho de 2010
devaneios
O jogo de hoje foi assim. Acompanhei tudo do jardim enquanto conversava sobre a vida com uma amiga. Vi os gols? não. Mas quem se importa? Eu não! Você já percebeu como a visão é tudo pra muita gente. Existem outros 4 sentidos que precisamos usar e a audição é um deles. Também não tinha rádio e moro em uma região calma, mas pude ouvir os chutes a gol, gol do timão e do Brasil. De certa forma comemorei, mas pra mim, o mais importante, entre as picadas de pernilongos, foi o tempo ao lado de uma amiga. São esses nossos momentos preciosos.
Logo, não entendo essa mania interiorana de ir pra cozinha. Ali você bate-papo enquanto faz outra coisa, o principal. Ficam todos desconfortáveis. Por que não usar o velho e confortável sofá que te espera com os braços abertos e iluminação apropriada?
Arrumar a cozinha é coisa que fica pra depois. Pessoas são mais importantes, principalmente quando o tempo que se passa com elas é tão pequeno.
Não posso dizer que tenho uma puta experiência de vida, pois além de nova (quase 30), sou um pouco protegida, mas uma coisa eu aprendi: ao tentar fazer muito, acabamos não fazendo nada e podemos perder tudo.
Tudo na vida é experiência. Assim, de nada adianta fazer algo se você não presta atenção naquilo. É parte da sua vida que não volta e foi desperdiçada. Sei que é difícil viver cada momento como se fosse o último, mas lembre-se: ele é único!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
desabafo
Contudo, tenho a impressão que a cada ano esse tempo fica maior e os dramas tem se repetido. E aí relembro a frase de uma amiga após uma série de testes para uma análise que fiz: se você não resolver sua insatisfação, acabará se mudando para uma floresta!
Não penso em me isolar da sociedade, mas sei que preciso fazer algo. Normalmente as mudanças profissionais sanam a crise. Mas não vem ao caso este ano. A saúde é sempre uma boa opção, mas não sei se desta vez funcionará. Por isso, optei pela psicologia. Agendei um psiquiatra e preciso voltar a análise. Quem sabe não será assim que encontrarei a chave para a insatisfação? Ou entenderei que a floresta é mesmo o meu caminho e ficarei feliz entre os animais?
Hoje, enquanto estava no trânsito pensava no jogo do Brasil de ontem. Ou melhor, no barulho das vuvuzelas e cheguei à conclusão que as vuvuzelas em minha mente são mais chatas do que as africanas e não cessam com rapidez.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
2014?
Durante os dias em que eu e o fotógrafo Daniel de Cerqueira ficamos na cidade, só se falava em Arruda e mensalão. A faixa verde e amarela, recém-colocada em alguns taxis, era motivo de revolta em parte da categoria. “Verde é a cor do Arruda!” disse um deles, indignado por ter sido obrigado a colocá-la. E eu achando legal os táxis patrióticos.
Em outra situação, a assessoria de imprensa de uma secretaria do Distrito Federal, pareceu ficar ofendida quando pedi que ela confirmasse o nome do secretário. A ligação estava ruim, então fui direta: “o secretário ainda é fulano?” Recebi um ríspido “ciclano assumiu o cargo há muito tempo!” - menos de 60 dias – mas quase um recorde nessa crise da política candanga. Na noite anterior à viagem o governador era um. Quando pousei em Brasília, já era outro. E no seguinte… melhor nem tentar.
Acompanhar a situação política só era possível se você dormisse e acordasse com o radio ligado em uma estação especializada - e olhe lá. Nem o site oficial do DF ficou no ar. Sem governador, com uma possível intervenção federal, a festa em comemoração dos 50 anos da cidade por um fio e eu querendo falar sobre as obras para um evento que acontecerá daqui 4 anos. É, eu fui o peixe fora d’água. Tudo bem, planejar e construir uma estrutura como a projetada demanda tempo, mas quem consegue pensar no bolo se nem o fubá está certo?Durante a apuração, algumas obras foram paralisadas e reiniciadas de um dia para o outro. Até pessoas envolvidas no processo estavam perdidas. Salvo Sérgio Graça, gerente da Comissão da Copa na cidade. Independente de qual secretaria, a resposta parecia automática: tecle 1 para “sobre isso quem está por dentro das informações é o Sérgio”; 2 para “entre em contato com o Sérgio e ele indicará a pessoa para falar sobre o assunto”.Até a entrevista com o secretário de esportes, Hebert Felix, teve um dedinho do Sérgio para eu conseguir a confirmação. E foi um pouco antes da entrevista que Hebert recebeu a notícia de que estava de mudança para desocupar o Mané Garrincha. Data: 30 de março. Se você vir algumas mesas com computadores na Asa Sul, próximo ao estádio, pode ser que sejam eles.Por fim, consegui conversar com as pessoas-chave para a reportagem existir. Mas dá-lhe telefonemas e remarcações. Sem contar que eu e o Daniel estávamos pela primeira vez em Brasília. Com cada entrevistado era em um ponto, foi preciso contar o tempo perdido nos trajetos. Nem Rafaela, nossa guia por um dia e brasiliense de nascimento, conseguiu nos guiar sem se perder. A população é muito amigável e se propõe a ensinar o caminho com muita educação. Mas há um grande problema: falta sinalização. O gadget de GPS do celular ajudou, mas também não é configurado para o formato de endereço de Brasília. Fui à Brasília ver os preparativos para competir com outras capitais e ser o QG do evento. Voltei com uma excelente impressão da cidade. Rindo do que eles chamam de congestionamento e hora do rush, com saudade da gastronomia diversificada e dos amigos que fiz e revi. A cidade vai sediar a Copa? Eu não sei, mas tem alguma cidade preparada para isso ou com problemas menores?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Ressaca sem carnaval ninguém merece
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Preciso atualizar
domingo, 6 de dezembro de 2009
Julie & Julia
Fiquei sabendo desse filme algum tempo atrás, na verdade, li que a história da blogueira Julie Powell viraria um filme. Isso me interessou mas nada demais. Há pouco mais de um mês, quando precisei escolher um filme para indicar como opção de lazer, escolhi ele e fui ler o pressbook, aquele calhamaço de informações sobre o filme que a imprensa recebe com entrevistas, sinopse reduzida, completa, fatos curiosos, e mais umas coisinhas... Ele me deixou curiosa. Indiquei e pra mim não há nada pior de indicar algo e ao assistir constatar ser uma porcaria. Acontece e peço desculpas, mas o erro faz parte da minha vida e, por mais que eu tente, ele continua presente. (risos)
Dessa vez foi diferente Julie & Julia é um bom filme. Se você se interessa por culinária pode ir que vai gostar, se tem um blog também vai se identificar. Se nada disso te interessa, mas você gosta de romance (acho que é o gênero que melhor o enquadraria) também vale a pena conferir.
As interpretações estão ótimas. Existem dois tempos na narrativa. E isso difere ainda mais o estilo de vida das personagens. Julia vive em plena década de 1950 na França. É cheia de vida e tempo para aprender. Já Julie vive em uma grande metrópole como a maioria de noses, sem grandes aventuras, esperando um dia terminar para começar outro. E é o desafio de fazer pouco mais de 500 receitas em 1 ano que devolve a ela a alegria de viver que muitas vezes perdemos. Tudo isso narrado em um blog que devolve a ela a empolgação da escrita que havia perdido.
Mas não é só para indicar o filme que estou escrevendo. Considerado bobinho para alguns, ele trabalha assuntos profundos. Direito autoral é um deles. Afinal, Julie está utilizando a obra de uma pessoa, sem autorização, para desenvolver um projeto.
Segundo, diferente da Julia que demora 8 anos para conseguir ter o livro publicado e aí sim lido, Julie consegue os leitores em pouco tempo por meio da internet e aí, o material já lido pelos internautas se torna um livro. Adoro essa inversão de etapas.
É a sociedade do espetáculo em seu ápice. Publico porque há público para aquilo que no momento vende. Qualidade?, bem... isso varia de acordo com o nicho de mercado. Como argumenta minha prima que está fazendo uma matéria de sociologia: "vivemos em um sociedade complexa" e isso explica tudo.
O terceiro ítem, e pra mim o mais interessante, é uma fala do filme, que como não anotei, irei parafrasear: "os seus leitores irão sobreviver". Essa frase acontece no meio de uma discussão e reflete muito bem o que muitos de nós vivemos mantendo a tecnologia num patamar de relevância altíssimo.
Eu converso com meus amigos mais por e-mail, twitter, orkut e facebook, não necessariamente nessa ordem, do que os vejo pessoalmente. No meu caso, em específico, não tenho amigos que não conheço pessoalmente. Tenho alguns conhecidos online, mas sou muito mineira para chegar a tanto.
Acontece que conheço gente que tem. Gente que deixa de sair para ficar na frente do computador. Gente que se preocupa tanto com seus leitores virtuais que esquece que ao seu lado existem milhares de experiências para serem vividas. E o grupo que mais vive isso é essa galerinha que tá chegando agora. Que não precisou procurar em volumes de enciclopédia informações para fazer um trabalho de escola. Que já nasceu com a internet DSL, celular e redes de relacionamento.
Essas pessoas que já não tem a vivência de cair de uma árvore, ou jogar queimada na rua de terra em frente de casa. Que não sabe o que é se aventurar no mato. Morre de nojo de tudo e conhece de cabo a rabo a programação dos 200 canais de TV a cabo/satélite, os lançamentos do cinema e os sites com as últimas novidades. Porque o que importa agora não é viver experiências, é ter o que de mais novo chegou ao mercado.
Me pergunto sobre a velhice dessas pessoas. Eu poderei dizer que passei as férias da infância e adolêscencia no lombo de um cavalo. Subi em búfalos, corri deles também, tirei leite de vaca, subi em árvore para pegar aquela jabuticaba que chamávamos de "zoi de boi" por ser gigante. Brinquei de queimada, bolinha de gude, andei de bicicleta em meio a um temporal, aprendi a costurar, cozinhei no fogão que eu tinha no quintal pras minhas experiências que salvariam o mundo (só não me lembro do que)... que voltei descalsa pra casa após uma noitada na balada. Onde também já entrei e saí encharcada por causa da chuva e isso não deixou a noite ruim. Que fiquei sentada no meio-fio esperando o dia nascer só pra depois ir pra casa dormir. Que saí da minha cidade pra ir ver uma exposição logo ali (500km). Sem contar as surtadas por conta do trabalho e as situações estranhas em que entrei por causa do TOC.
E elas? falarão que tiveram o computador x, depois o x-beta, seguido do último modelo do celular tal que também já estará desatualizado e ninguém mais se lembrará nem do nome deles. Terão a memória de um museu especializado. Sobre elas, o que fizeram? Foram escravas da tecnologia. Ainda temos tempo de mudar isso, de sair da frente da tela e ir pra rua. O ter algo pra fazer depende mais de você do que dos outros. É você, sua imaginação que te leva a uma vida cheia de coisas para contar no futuro. Não é o outro. E isso independe da idade, religião ou sexo.
sábado, 14 de novembro de 2009
uma amiga enviou...
I know ive put this up somewhere before, but its work reading again! :D
You Know You're Brazilian When...
-You didn't know anything about bills until you went to the US.
-You the only one wearing speedos to the beach or pool!
-You like Guarana better than Coke.
-If someone tells you to be at a certain place at 1:00 pm, you don't show up until 2:30 or 3:00 p.m.
-You know who Xuxa and Pele are.
-Your entire family goes to grandma's house on Sundays for a big family get together....even when you guys see each other everyday.
-You can name at least 30 novelas and 10000 actors/actresses.
-BBQ means steak, sausage, chicken wings, pork, rice, farofa, molho and beer.
-You are the loudest person in the room.
-You got a Brazilian flag hanging from your car's rearview mirror.
-If you´re travelling to Brazil, instead of taking a suitcase with all your stuff, you take presents for the entire family, the dog, the neighbour, not to mention the old/used clothes that you take just in case someone needs it.
-If you´re in the US, you either live in Florida, New York, New Jersey, or Massachusetts.
-You leave your house spotless when you have people coming over.
-An ideal woman is a woman with small breasts and a big butt.
-You understand & speak Spanish, but when you say a word in Portuguese no one understands you.
-You can dance.
-Your jokes are always about Portuguese people.
-You take soccer too seriously.
-You go to a birthday party,and you can't leave until you take that piece of cake home.
-You know what Capoeira is.
-You know a lot about Samba and Pagode.
-You`ve studied the history of almost every country.
-You eat rice and beans at least 6 days a week.
-Your breakfast consists of milk and coffee, bread with butter, and a piece of cake.
-Everyone thinks you're everything but Brazilian.
-You know who Os Trapalhoes, Turma da Monica, Zico, Caetano Veloso, Tom Jobim, Elis Regina, Ronaldinho, Jo Soares, Cazuza, Gilberto Gil, Silvio Santos, Roberto Carlos, Ayrton Senna, amd Carmem Miranda are.
-You go to a bar and ask for salgadinhos with guarana.
-You are so used to corruption that nothing surprises you anymore.
-You know how to play dominoes and cards.
-You don't care about race or color. And once you go to the US, you realize what racism means.
-You have a sense of fashion.
-You wear havaianas..a lot!
-You know how to play volleyball and handball.
-You´re always taking pictures everywhere you go.
-You know what it's like to buy liquor without an ID.
-You know how to party, and if the party isn't over after 5am...its not a party!
-Any holiday...being it official or not, is an excuse to stay home from work and take a week vacation.
-You know what feijoada and pave are.
-Your favorite drink is Caipirinha.
-You dress up to go to the supermarket.
-You spend a entire day at the beach.
-You are too friendly.
-You're proud to be Brazilian - and you pass these jokes on to all your Brazilian friends!
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
... pra vc não ficar igual a quem fala tanto
Hoje acordei com essa frase. Não falavam comigo. Eu é que como sou bico, pesquei ela no ar. Como discussão não rende preferi não me manifestar, mas....
não tenho sangue de barata. Então aí vai a resposta!
Não dá pra ficar como eu porque tal pessoa já está atrasada. O que eu faço hoje, faço com conhecimento de causa, faço porque escolhi fazer e não por falta de opção ou preguicite aguda, como é o caso. Faço até pra evitar o universo. Acho que também pode ser o caso, mas você não pensaria assim.
É preciso ver que tal pessoa e eu estamos em diferente estado da vida e experimentamos situações bem distintas.
A frase acima virou um insulto quando todo o passado foi deixado de lado. A situação de duas pessoas foram analisadas isoladamente do tempo/espaço em que elas existem e já sabemos que análises como essa são sempre furadas... tendênciosas... uma verdadeira merda.
É por isso que não sei se concordo com o ditado que é melhor ouvir a ser surdo!!!!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
por dinheiro
Não sou do tipo que quer transformar o planeta, acabar com o capitalismo ou fazer todos pensarem como eu ( por mais que lute até o fim para defender o que pense). Não tenho problemas com as diferenças, na verdade prefiro elas à mesmisse. Já pensou viver em um local em que todos pensam iguais? Possivelmente não existiriam botecos e as filosofias que surgem nos bate-papos após alguns copos lagoinhas esvaziados e tanto nos divertem. Algo definitivamente muito triste...
Mas nos últimos tempos começei a me incomodar com o modo como as pessoas lidam com o dinheiro. Ele parece ter se tornado a finalidade e não o meio. Dinheiro guardado significa história que deixou de ser criada. Ele é o instrumento que cria possibilidades, experiências. Mas as pessoas parecem ter esquecido disso. Estão colocando-o no topo do patamar na frente de qualquer coisa.
Amizade, família, realização... essas coisas valem mais do que dinheiro. Sorrir vale mais. Ser feliz vale mais. Ajudar o outro...
Só deixo uma pergunta: como consciliar uma vida plena? Como não se perder no caminho e ficar igual a esses money-maniacs que existem por aí e só vêem sifrões e índices da bolsa em sua frente?
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
The Ugly Truth
Sucesso de bilheteria no verão norteamericano, o longa A Verdade Nua e Crua traz uma série de dicas para as mulheres conquistarem os homens. Veja só as dicas do conquistador
- ninguém se apaixona pela sua personalidade a primeira vista. Nós nos apaixonamos pela sua bunda e peito; e pelo que você consegue fazer com eles.
- obsessão, compulsão desespero = sem homem
- não critique. O homem não quer crescer ou aprender.
- Luxúria, sedução e mentiras = muitos homens
- conforto e eficiência = nada de sexo
- ria de tudo p que eles dizem. Uma risada é igual à um orgasmo falso.
- homem é um ser visual.
- encare a santa e a pecadora
- o vestido deve ser curto para se ver a coxa, mas não a virilha. Soa desesperador
- Nunca fale dos seus problemas. O homem não quer saber dele. Nunca.
- Tenha cabelos longos. Eles querem algo para agarrar além da bunda.
- empine o peito
- atrase o sexo ao máximo. Quanto mais fisurado, mais agarrado ele estará.
Se for assim, o homem e um consolo que fale é a mesma coisa.
preciso muito mentalizar o azul...
domingo, 4 de outubro de 2009
minoria
nas micaretas há o loló. Nas festas de música eletrônica, balas e doce; e nas festas de pop rock... maconha.
Hoje eu estive nesse. um festival de música que iniu pop rock, ska e o que chamo de samba universitário. Acredito que no número de não fumantes juntos não encheria uma mão. Se somarmos apenas os não fumantes de maconha... uma van ainda ficaria vazia.
É... eu virei a minoria... Droga apenas as farmaceuticas com receita médica (rs) e as bebidas alcoolicas. Deixando a piadinha ridícula de lado... é interessante ver como as pessoas precisam desses artifícios para se divertir?
Um bom papo, uma boa música, comida e bebida, além de um mar de gente amiga e bonita já não basta. É preciso deixar o pudor de lado. Se jogar. E parece que pra isso o corpo nao pode estar limpo.
Diversão virou pecado e por isso preciso enlouquecer para fungir ou me desculpar por estar pecando? Virou uma válvula de escape para a sociedade workaholic?
O que mais me assusta é a idade e a normalidade das drogas citadas acima em nossas vidas. Não há um perfil de quem usa. A sociedade a consome abertamente em eventos e a julga do portão pra fora. De 12 a 70, 89 anos. Não há idade para começar e com certeza não há para parar. O que precisamos fazer é nos conscientizar que não há nada de errado em se divertir. Que se voce precisa de alucinogenos para te manter ali, na verdade, antes de mais nada voce precisa de um psicólogo e um psiquiatra para te acompanharem em um tratamento intenso. Tem algo muito errado em sua vida que precisa ser resolvido.
A alegria não pode vir em formato de comprimido azul ou erva misturada com estrume. Você precisa encontrá-la sem esses artifícios. Eu nunca usei nada. Tenho medo do efeito que pode ter sobre o meu corpo. Tenho medo do vício e hoje, por mais feliz que seja e saiba que fiz a coisa certa ao nunca ter usado, as vezes acho que deveria. Seria mais simples já que aí isso nao me incomodaria tanto. Definitivamente ficaria mais fácil ficar junto a multidões e não me importar se a qualidade do que paguei pra ver está boa.
Mas isso não seria eu... Não seria essa pessoa que ama ser do contra e da minoria. Mesmo que isso não deixe os momentos sempre mais agradáveis.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Cirurgia plástica x prática esportiva
Recebe o release abaixo hoje e como sou do grupo a favor de entrar na faca, resolvi publicar
“Quanto tempo preciso esperar para voltar a fazer exercícios físicos ou outra atividade esportiva, após a cirurgia plástica?”. Esta é uma dúvida muito freqüente para quem planeja se submeter a uma cirurgia estética, já está acostumado a freqüentar academia ou sabe que será preciso se exercitar para manter os resultados da plástica.
Como cada procedimento exige cuidados diferenciados, o retorno às práticas esportivas também requer planejamento. “Existe um período de pós-operatório, no qual o corpo está se adaptando às novas condições e se recuperando da cirurgia. O prazo de recuperação e de maior controle na realização de vários movimentos e atividades varia de acordo com a cirurgia realizada. Mas, trata-se um intervalo de extrema importância, no qual o paciente deve seguir as recomendações médicas, para que a fase seja menos dolorida, confortável e rápida”, avalia Dr. Alan Landecker (CRM-SP 87.043), Membro Titular e Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), membro da prestigiada International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) e autor do livro Cirurgia Plástica – Manual do Paciente.
“A prática de atividade física é essencial na vida das pessoas saudáveis. Mas, para que os esportes ou o fitness não interfiram nos resultados da cirurgia, é preciso avaliar caso a caso, dependendo do tipo da cirurgia, para orientar o paciente, liberando-o para os exercícios e atividades gradativamente”, argumenta o especialista.
Para falar mais sobre esse assunto, conversamos com o cirurgião plástico Dr. Alan Landecker, que responde às principais questões. Acompanhe.
1- Qual a importância de malhar depois de fazer uma cirurgia plástica?
É fundamental, principalmente em cirurgias ligadas ao contorno corporal, como a lipoescultura ou lipoaspiração. Como os músculos estão abaixo da gordura e da pele, se eles estiverem tonificados, o resultado será melhor. Quando os músculos estão flácidos, a tendência é das vísceras irem para frente e isso deixa a pessoa com barriga. Estar em boa forma física antes da cirurgia ajuda nos resultados e os exercícios físicos, depois, ajudam a tonificar a musculatura, o que otimiza os efeitos sobre a região submetida à cirurgia plástica. Músculos tonificados por meio de exercícios físicos melhoram o contorno corporal e a barriga fica mais reta.
2) Quanto tempo depois da cirurgia a pessoa pode começar a se exercitar?
Enquanto tem pontos na região operada, o paciente não pode fazer exercícios físicos. Os pontos são retirados de 7 a 14 dias após a cirurgia plástica. Dessa forma, em média, a volta às atividades físicas pode acontecer depois de duas semanas.
A pessoa já pode começar com atividades leves, andar de bicicleta sem peso, caminhadas – nada de atividade de alto impacto. É importante que ela começe a exercitar o corpo. No ritmo adequado, a atividade física ajuda até a diminuir o inchaço mais rapidamente.
Após um mês da cirurgia, a pessoa já pode se exercitar normalmente, com o mesmo ritmo de antes. Vale destacar que o aumento da intensidade da atividade física deve ser gradual e sempre com o acompanhamento de um profissional.
Existem, entretanto, algumas situações específicas que devem ser consideradas:
1) Quem passou por uma cirurgia para implante de prótese de mama, tem que aguardar pelo menos dois meses para realizar exercícios de braço, como aqueles realizados nos aparelhos de musculação. A mulher também deverá utilizar, desde o início, tops que ofereçam melhor suporte, para evitar que os seios balancem.
2) Já quem fez rinoplastia deve evitar exercícios físicos que podem causar traumas durante os dois primeiros meses após a operação.
Se a pessoa não respeitar o tempo de retorno às atividades físicas, pode ocorrer sangramento, dor e inchaço, comprometendo o resultado da operação.
3) Faça uma comparação entre uma pessoa que malha depois de uma plástica e outra que não malha.
É fundamental a prática dos exercícios, porque eles ajudam na manutenção dos resultados da cirurgia, além de melhorar o contorno muscular. A cirurgia plástica não faz milagres, ela integra um plano de bem-estar, que inclui atividade física e dieta alimentar equilibrada. Quando a pessoa não realiza esse plano, a tendência é que a pessoa volte engordar.
A atividade física, após a cirurgia plástica, é benéfica em três aspectos, pois 1) melhora o tônus muscular; 2) mantém o gasto calórico e 3) ajuda na redução do inchaço.
4) Quais os cuidados gerais que a paciente deve ter para malhar depois de uma cirurgia? Por exemplo: não fazer exercícios com peso nas duas primeiras semanas para não correr o risco de "estourar" os pontos; não malhar mais do que 1 hora por dia e cinco vezes por semanas sob o risco de...
A prática do exercício físico deve ser progressiva, a intensidade tem que ir de leve à mais intensa gradualmente. Toda esta prática tem que ser orientada por um profissional de Educação Física.
No caso da pessoa que recebeu prótese mamária, como comentamos, o ideal é usar um suporte resistente ou dois tops para dar sustentação à mama. Isso impede que os seios fiquem balançando, o que pode ocasionar flacidez de pele e deixar a região caída. No caso de lipoaspiração, o uso da cinta não é necessário durante os exercícios. Mas, deve ser colocada depois.
Mesmo as pessoas que gostam de ir à academia diariamente, podem manter esse hábito, mas respeitando o aumento gradual do ritmo. Após quatro semanas da cirurgia, ela pode malhar normalmente.
Confira abaixo os tipos de cirurgias e o tempo para a prática esportiva:
| Tipo de Cirurgia Plástica | Atividade Física |
| Face | Exercícios intensos, como ginástica aeróbica, corrida e ciclismo, podem ser realizadas após 1 mês. Esportes de contato, tênis e outros devem ser evitados por 2 meses. |
| Pálpebras | Os esportes que não envolvem contato físico podem ser iniciados após 3 semanas. Esportes de contato ou com bolas devem ser evitados por 4 a 6 semanas. |
| Nariz | Atividades físicas devem ser evitadas por 3 a 4 semanas, já que o aumento de fluxo sanguíneo para a região da cabeça pode gerar sangramentos e retardar a reabsorção do inchaço. Após este período, pode-se retornar à rotina de atividades esportivas lentamente. Esportes de contato e modalidades com bola dever ser evitado por, pelo menos, 2 meses. |
| Otoplastia (orelha em abano) | Exercícios intensos como ginástica aeróbica, corrida e ciclismo, podem ser realizados após 1 mês. |
| Mamas | Bicicleta ergométrica pode ser realizada após 3 semanas, contanto que o tórax e os braços fiquem imóveis. Qualquer exercício que utilize os braços de forma intensa, como natação, levantamento de peso,corrida, tênis e outros esportes com bola, é permitido após 2 meses. |
| Lipoaspiração | Os esportes podem ser reiniciados após 3 a 4 semanas. |
| Cirurgia das Coxas | Qualquer atividade que utilize as pernas de forma vigorosa deve ser evitada por 2 meses. Esportes que utilizam somente braços, podem ser retomados após 3 a 4 semanas. |
Fonte: Livro Cirurgia Plástica – Manual do Paciente
Prestige Assessoria de Comunicação e Marketing
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Um escândalo ainda é escândalo mesmo se você não falar sobre ele na hora?
A febre do twitter na mídia me fez cansar um pouco de ouvir fala dele. De repente, um canal de informação, bate-papo, virou o lugar da imprensa marrom fazer a festa. Parece que posso ser invadida a cada postagem nova. Um simples erro, acredito eu, nunca foi tão sabatinado como o da Sasha. Claro que cresceu devido ao erro da mãe ao tentar defender a filha. Foi como se tivesse tentado apagar uma chama com um litro de alcool. De qualquer forma, ele também pode ser visto como mídia viral. Ninguém prestava atenção ao filme da Xuxa até a celebre postagem. Um super marketing espontâneo. A chevrolet deve tá se mordendo...
Mas não é isso que vem ao caso. O que acontece que pintou o medo de que qq coisa que vc escrever pode se virar contra você no mesmo segundo. Acaba perdendo a espontaneidade. E não venha me dizer que é possível bloquear o conteúdo. Qualquer pessoa com o mínimo de informação sobre a rede consegue, sem custo e em pouco tempo, um programa para ver perfis bloqueados.
Aí é que entra a minha pergunta. Continuar a usar o sistema não é uma forma de dar uma força para que a invasão de privacidade se mantenha em ascensão na mídia? Será exaltar o estilo de vida voyerista que o mundo ocidental resolveu por abraçar com tanto empenho? Afinal, estamos em na fase (ou período) da velhinha fofoqueira do interior elevada à um exponêncial sem precedentes. Aquela que passava a noite na janela para ver o que acontecia na vizinhança para no dia seguinte sair contando para todos.
Me sinto como dentro do seriado Gossip Girl. Somos todos as vizinhas fofoqueiras e todos os possíveis caluniados e difamados.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
alguns motivos para jogar
| O que comprar com R$ 21 milhões? | Quantidade | Valor médio |
| Iphones (8GB) | 14 mil | R$ 1500 |
| Notebooks | 10 mil | R$ 2,1 mil |
| Carros populares | 1000 | R$ 21 mil |
| Apartamentos | 140 | R$ 150 mil |
| Casas de praia | 60 | R$ 350 mil |
Acredito que não compraria nenhum dos ítens abaixo do segundo. Em compensação... criaria memórias incríveis em algumas poucas semanas...
terça-feira, 18 de agosto de 2009
o tempo tá pouco parte 2
Podemos dizer que o corpo é sintoma da cultura uma vez que, no mundo ocidental, ele é o primeiro produto/ bem de consumo que possuímos e o tratamos como tal desde criança uma vez que vivemos em uma sociedade capitalista em que você é o que você tem. Assim, o corpo se torna o mecanismo de transformação social mais próximo que temos.
Além disso, o corpo:
- foi o combustível da Revolução Industrial como matéria-prima: usado até exaurido e então substituído por outro mais novo para a fabricação de bens de consumo;
- É, como foi Michael Jackson, “display, mostruário, suporte de uma ostentação de filiação presente que relega as memórias ao soterramento”;
- É objeto de encantamento e adoração por sua perfeição, obediência total e absoluta à norma-padrão (exemplo: supermodels que usam o corpo o produto, por elas representado, de perfeição e desejo);
- É biológico e químico, uma vez que, a juventude precisa ser preservada ao máximo já que velhice é considerada, na cultura ocidental, sinônimo de obsoleto e de finitude;
- E é imaterial uma vez que a velocidade de existência do corpo pode variar no universo fixo e fluxo(internet) no universo biológico e semântico.
O corpo deixou de ser biológico para se tornar semântico. Vai além de meio de comunicação, ele é um catalizador de ambientes, inclusive comunicacional. Por meio das imagens o homem conseguiu a oportunidade de criar imagens sobressalentes de si mesmo, ganhando assim uma existência múltipla. Acaba-se o exíto conquistado uma única vez, a morte se distância uma vez que você se torna produto e não mais pessoa. Como produto, a possibilidade de atingir a imortalidade é maior. Por isso, segundo Norval, um ambiente comunicacional é uma atmosfera gerada pela disponibilidade dos seres, intencionalidade de estabelecer vínculos. Ou seja, uma cultura que constrói ambientes adequados a hegemonia da visão com todas as consequências que dela decorrem (JUNIOR, Norval; 2007 - p.5-6). Assim, estamos predispostos a favorecer ambientes nos quais os vínculos com outros corpos nos possibilitam sobreviver apesar de nossa finitude, uma vez que desejamos essa infinitude. E por meio delas criar histórias que se projetem além do ambiente e da fronteira.
A frase: toda comunicação começa no corpo e nele termina amplia o conceito de corpo, incluindo ele como um canal de comunicação, e ampliando este uma vez que ele incorpora fatores como vida, vínculo, historicidade e cultura[1]. A corpo se transforma em imagem, perde assim sua profundidade, volume, densidade, para acabar, como diz Norval, “destruir sua existência autônoma” (JUNIOR p.104) e transformá-la em um ícone que ocupa lugares no espaço urbano devido à sua simplicidade informativa capturada logo no primeiro olhar.
A transparência da imagem a destitui de seus valores políticos ou estéticos e a transformam apenas em informação associando-as em estratégias de marketing, governamentais, de entreteminento e do controle[2].
Hoje, vivemos a potência descontrolada da produção de imagens mediáticas e seus canais de escoamento que cresceram muito e chegaram a um ponto em que a produção artística parece se espelhar ou refletir a imagem mediática (FILHO, Norval; 2007). A cidade tornou-se uma grande tela com milhares de possibilidades de imagens que serão criadas encima de outras imagens. Um círculo infinito da imagem como instrumento. O corpo passa a refletir/ torna-se / transmitir e emitir sinais dessa imagem cultural que ao unir uma à outra pode ser vista como um ícone de um ambiente globalizado.
Nos dias atuais vivemos de forma que precisamos dialogar com o corpo em três instâncias para termos uma noção de experiência. A primeira seria o corpo em si, biológico. A segunda seriam os atributos inseridos nele e a terceira que necessita de aparatos técnicos comuns nos grandes centros urbanos sem os quais os seres humanos não experimentariam a vida presente, passada e futura já que esta está em um espaço de passagem de imagens. Essa mudança da sensibilidade do homem começou no início do século XIX como citado no princípio deste texto.
O corpo é transmissor de informações desde os primórdios da humanidade. E desenhos, ícones também fazem parte das bases de nossa sociedade uma vez que é possível ver desenhos que contam histórias de períodos mezosóicos. Ao longo da história e de acordo com a cultura em que o corpo está inserido ele se tansforma, pois tem significados diferentes. Seja o salto alto inventado na França por Luiz XV que achava que a monarquia não poderia andar no mesmo patamar dos plebeus, às roupas os colonizadores portugueses usavam e tanto os diferenciava dos ameríndios à carta de Pero Vaz de Caminha narrando o povo recém descoberto às gordinhas pré-século XV retratadas por tantos artistas às anoréxicas adoradas por tantas adolescentes nas capas de revistas.
A imagem e o corpo contemporâneo se correlacionam uma vez que já não é mais possível, a não ser em uma análise profunda, interpretar quem foi gerado a partir de quem. Nesse meio tempo surgem ícones que marcam fases, gerações, sociedades. Ícones: imagens sem nenhuma complexidade e facilmente interpretada ao ser visualizada.
[1] JUNIOR, Norval. Os Valores e as Atividades Corporais. P.103
[2] O termo controle, como aqui utilizamos foi definido por Deleuse por caracterizar a produção e multiplicação infinita de imagens que é capturada em um ambiente aberto, onde a subjetividade está capturada antes mesmo do corpo.
