sexta-feira, 25 de julho de 2008

MUITO IMPORTANTE

Discussões profissionais não vão pro nível pessoal. A não ser que a pessoa seja uma perfeita idiota que não consegue se justificar profissionalmente e aí precisa apelar para o que sabe do passado.
Outra coisa tão importante qto é saber que informações necessitam ser comunicadas. Se você mantém algo só para você, ao invés de ganhar poder, você o perde porque sua equipe se perde no meio do caminho e os custos disso são alto. Pelo menos quase sempre.
cansei...
existem blogs e blogs. O meu é só pr'eu passar o tempo. os erros gramaticais permanecem sempre como também os de digitação. eu o crieiu com a intenção desabafar. falar daquilo que eu estava afim sem ter que alugar o ouvido de alguém. hehehe
Mas tem outros que são ótimos e feitos com o propósito de serem lidos e auxiliar/entreter as pessoas de alguma forma. O Urso é um desses. Qq dia, qdo vc tiver uma folguinha e nada afim de falar no msn eu indico que vc dê uma passada por ele. o endereço épergunteaourso.wordpress.com. Eu me divirto quase todo dia vendo os conselhos. E por ele vc vai conhecer outros tão bons qto este.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Brasil x Argentina


Eu não sei se você conhece a expressão coyote ugly, mas foi mais ou menos por isso que eu passei, afinal quando eu me dei conta do que tinha feito, o que eu mais queria era sair correndo dali. Foram 10 horas na fila para comprar ingressos para um jogo de futebol,o que significa também uma folga a menos e horas a mais de trabalho. Quatro dias depois lá estava eu na fila de novo. Agora por pouco mais de uma hora. Vi que quem fica nessas filas são sempre as mesmas pessoas. Vários se conheciam de grandes jogos do passado. E isso é muito interessante. O stress de uma fila é quase tão emocionante quanto estar dentro do jogo com a diferença que na fila ainda existe a expectativa de se vai conseguir o ingresso que tanto almeja ou se conseguirá inserir pessoas na fila para comprar mais do que os dois por pessoa, limite imposto para reduzir os cambistas.

Fila para um grande evento é na verdade uma catarse emocional. É muito legal ver como você passa a viver quando todos estão no mesmo rupo atrás do mesmo alvo.
A intimidade, a parceria, a amizade momentânea. Tudo isso se torna... Eu não sei qual palavra usar, mas quem viveu algo assim sabe do que estou falando.

Depois da fila vem o jogo e ali o que menos importa é quem está ganhando. A harmonia, a integração da torcida, a energia. Tudo é tão... sei lá... diferente que só dá pra dizer algumas coisas:
- A ola rola quando ninguém quer saber do jogo e isso é muito divertido

- Ver pessoas nervosas ao seu lado por causa de um jogo é fantástico.

- Acompanhar o crescimento da ansiedade de alguém em tão pouco tempo não tem preço;

- Comer tropeiro, sentar em cadeira suja e receber pedaços de arroz na cabeça quando todos dizem que você tem TOC é libertador.
Eu recomendo. Se você não entende nada de futebol você é o torcedor ideal para ir ao campo. Independente do resultado você sai de lá feliz e com uma experiência a mais para ser contada no futuro. Afinal, são esses os pequenos detalhes que lembraremos no futuro.
PS: a iluminação do Mineirão deve ter custado uma pequena grande furtuna bem menor do que a quantia que preciso para o carro dos meus sonhos. kkkkkkk






Esses dias começei a ler o about me que escrevi alguns anos atrás. Legal essas coisas, né. Pouco mudou. Na verdade quase nada. Um dia, conversando com uma amiga que estava próxima de completar quarenta anos, ela disse que entrar na quarta década de vida não a assustou tanto quanto se tornar uma trintona, pois aos 30 ela olhava pra trás e ainda via aquela menina de 15 anos que ainda estava no colégio. O mesmo aconteceu comigo quando saí da faculdade. pensei: caramba, eu continuo a mesma e a idade só tem aumentado. As coisas devem ser mesmo assim... Eu ainda não acredito que já passei dos 20, que estou próxima dos 30. Inclusive, costumo brincar que mentalmente não passo dos 12. hehehehe. Deve ser uma forma de compensar.
Semanas atrás eu vi Sex in the City e amei rever as quatro. Rever é só um modo de dizer já que o seriado é exibido diariamente na TV a cabo. E hoje, conversando com umas amigas percebi como cada uma de nós é uma personagem. E isso é uma das coisas que me fascina em TV. Você conseguir fazer com que as pessoas que estão assistindo criem de alguma forma uma ligação com a pessoa que está falando. Isso não requer pacto com o diabo ou coisa parecida. Só é preciso uma coisa: conhecimento técnico. Se você não é médico não saberá interpretar um exame como tal. Se você começou agora, espere; dê tempo ao tempo, seja humilde e em pouco tempo terá condições de escrever, gravar, roteirizar, entrevistar de uma forma que quem veja se coloque naquele lugar e não simplesmente passe por aquilo.

É até engraçado eu ler as duas últimas palavras da frase acima. Hoje isso aconteceu comigo. Falaram comigo sobre coisas como se elas fossem a descoberta da roda ou da penicilina e eu fiquei ali abanando a cabeça e pensando: pra que estudei tanto. Aí entro dentro de um ônibus e olho para as pessoas ao meu redor. Nenhuma parecia feliz. Apenas seguindo a vida, cumprindo as obrigações diárias necessárias para sobreviver, afinal, são necessários 151 dias de trabalho só para quitar os impostos. E muitos em empregos sem aspirações profisionais, pessoas que fizeram escolhas erradas, ou são consequências das escolhas dos outros. Você pode não pensar assim, mas o efeito borboleta é a maior verdade quando se trata de seres humanos. Um ato que parece isolado pode se tornar um verdadeiro tufão e atingir pessoas que você nem conhece. E são essas as mais atingidas. Até porque por mais que família seja igual sanguessuga, nós temos a obrigação de sermos gostar deles. Se você não conhece, nem se preocupa. Aprendemos a fazer isso com muita facilidade. Vemos tragédias enquanto comemos e não fazemos nada a respeito. Na verdade fazemos sim. Comentamos como o mundo está se acabando... como estes sãos os sinais do fim dos tempos e todas essa besteiras que limpam nossa mente e nos fazem voltar à maravilhosa zona de conforto que gostamos de viver.

Alguns dizem que sou revoltada por natureza. Por contestar, por não ser papagaio de pirata, por manter meus ideais a qualquer custo e por ser birrenta em sustentar situações que um falso sorriso ou desculpe resolveria, mas essa não sou eu e continuo pensando que se no mundo existissem menos pessoas conformadas com a vida, com maior vontande de fazer a diferença e defender seus ideias não tivéssemos um continente inteiro passando fome. Amo os sonhos, eles nos fazem ir longe e manter uma meta, mas continua achando que precisamos parar de voar e descer para a realidade. Ação. Essa é a palavra que tanto falta em nossos atos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

tema recorrente


Este final de semana eu ouvi essa música d'Os Mutantes intitulada O Hino dos Malucos que eu achei fantástica e resolvi postar aqui.

Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurônios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho
Quando a solução se encontra, um maluco é do contra
Mas se vai por lado errado, um maluco vai do lado

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar
Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos
Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal
Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa
Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo

Malucos, a nossa vida é dar bandeira,
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata,
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008


A chuva não pára em BH. Agora mesmo mais um pé d'água. Bom é pras lojas de roupa. Meu guarda-roupa tem respirado cada dia mais. em compensação, na área de serviço não cabe nem mais uma agulha.
teoria da conspiração
será que anda chuvando tanto para aumentar o IDH e o PIB brasileiro?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Strike!!! Strike!!!


Também vou entrar em greve. A partir de agora, em solidariedade aos roteiristas norte-americanos, eu não vou mais fazer download de séries. Nada de GG, Smallville, Heroes, GA ou PP. É greve!!!!
Se isso tem algo a ver com o fato de que não tem epsódios para baixar? Quê isso? Cê acha que eu apoiaria uma greve só por estar sem opção? Eu? justo eu que vivo reclamando do líder do meu sindicato? hehehehe

Mas é sério, nessa onda, parece que os comglomerados midiáticos resolveram adiantar algumas séries que estavam em gaveta. Uma delas é Cashmere Mafia. Um seriado com Lucy Liu que tem tido uma boa aprovação de crítica e público, só que público não conta muito, afinal, eles não tem tido nada de novo pra ver mesmo. Hoje ouvi que criança aprende por repetição. Se for assim, as crianças nos Estados Unidos aprenderão muito sobre sexo, violência e drogas.

23 dias de ano novo teve mais upload do que alguns anos anteriores


E normal o início de um ano começar lento. O meu caso foi bem diferente. Tudo começou normal. As últimas duas semanas do ano foram os mesmos deja vi de sempre. Parecia que ia acontecer tudo igual quando, logo depois da meia-noite do dia 31 eu quebrei o maior pau com a minha cunhada. A mulher mais sem noção. Foi bom pra aprender que tudo é relativo sim, mas tem pau que nasce torto mesmo e nunca vai se endireitar.
Quando passou a quebradeira, pensei que as primeiras horas poderiam ser diferentes, mas o resto seria igual. Um mês de janeiro mofando na cama e aprontando nos finais de semana. Mas tudo mudou no dia 02 quando um amigo foi brutalmente assassinado por um cara que, mesmo sem ser réu primário, responderá ao processo em liberdade e já está lá, na lanchonete dele trabalhando. É triste ver como a justiça brasileira protege. Pior é saber que não há nada que possamos fazer. A lei do "olho por olho, dente por dente" não daria certo, eu sei, mas que dá vontade de fazê-la ser cumprida dá. E principalmente nas cidades do interior dos estados. Uma pesquisa publicada na semana passada mostrou que enquanto a violência caiu nas grandes cidades, ela cresceu assustadoramente no interior do país.
O que nós podemos fazer para mudar isso?
O que fazer para mudar o que está errado?
Como se portar em uma situação em que pessoas ao seu lado ferem a moral e as normas sociais pré-estipuladas?
Meu início do ano não veio cheio de grandes festas, ou viagens dos sonhos ou amores de verão. Veio cheio de temor, raiva e medo de para onde estamos caminhando. No fim do ano li um texto muito bom sobre como seria bom se o novo ano fizesse uma visitinha ao asilos dos anos velhos e conversasse com eles para não cometer os mesmos erros. Acho que seria um crescimento para todos.
Abaixo está o texto retirado da Folha de S. Paulo
No Asilo dos Anos Velhos
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É um casarão enorme e decrépito. Agora abriga 2006 hóspedes que lá vivem em condições desconfortáveis
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Entra ano, sai ano, a verdade é que os heróis são eternos.
Para onde vão os Anos Velhos? Este é um segredo que vem sendo cuidadosamente guardado há muito tempo, talvez porque envolva uma verdade dolorosa.
Ao contrário do que se poderia pensar, nenhum destino glorioso é reservado aos anos que findam. Eles terminam sendo recolhidos ao Asilo dos Anos Velhos, situado em lugar incerto e não sabido. É um casarão enorme e decrépito, tão decrépito quanto seus hóspedes. Atualmente abriga 2006 hóspedes que lá vivem em condições desconfortáveis: quartos minúsculos, vários dormindo na mesma cama. E este não é o maior asilo: o dos Anos Velhos Judaicos, por exemplo, abriga mais de 5000 hóspedes.
O que fazem os Anos Velhos em seu asilo? Não muita coisa. Partindo do princípio segundo o qual recordar é viver, ficando ruminando as lembranças do passado, às vezes em monólogos, às vezes em diálogos, estes freqüentemente ásperos.
Ao contrário do que poderia se supor, existe pouca solidariedade entre os Anos Velhos. Pouca solidariedade e muita hostilidade. "De que você está se gabando?", pergunta um Ano Velho a outro. "Durante sua gestão o crescimento econômico foi insignificante." Ao que o interpelado responde, ofendido: "É, mas durante sua gestão a inflação disparou e tornou-se incontrolável".
Note-se o uso da palavra "gestão". Os Anos Velhos consideram-se os administradores, quando não os donos, de um certo período de tempo. Não se conformam com o fato de que este período de tempo possa estar esquecido: "Na minha época é que era bom", afirmam, com freqüência.
Visitemos o Asilo dos Anos Velhos. Ali encontraremos todos os anciãos, alguns sentados em bancos no jardim, outros caminhando a passos trôpegos, alguns adormecidos em cadeiras preguiçosas. Constataremos que eles se conhecem uns aos outros por números: "Como vai você, 1942?", "Bem, e você, 1931?" Alguns dos Anos Velhos se consideram privilegiados. Por exemplo, 1789 fala com nostalgia da Revolução Francesa: "Aquilo era bonito, as cabeças cortadas caindo da guilhotina". Ao que 1917 responderá: "Que nada, meu velho, seu sonho não durou muito, o capitalismo engoliu a revolução de vocês. Agora: a minha revolução, a Revolução de 1917, esta sim mudou a face do mundo". Não, dirá 1776, o que mudou a face do mundo foi a Revolução Americana. E ali ficarão discutindo durante muito tempo: os anos, como os heróis, são eternos.
O 1º de janeiro é, para os Anos Velhos, um dia de muita expectativa. Exatamente no primeiro minuto depois da meia-noite eles recebem o mais recente Ano Velho. Que é sempre calorosamente acolhido (depois é que começa o bate-boca).
Quem nunca visita o Asilo é o Ano Novo. Não por falta de convite: os Anos Velhos gostariam de conhecer o robusto menino que vai viver o seu dia de glória. Mas o Ano Novo diz que não quer nada com a velharia, que sabe perfeitamente o que fazer e que não vai perder tempo deixando de ir ao Réveillon para entrar num asilo. Coisa que deixa os Anos Velhos ressentidos. O tempo lhe ensinará, resmungam. E a verdade é que não deixam de ter certa razão.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

the World is against me



No longa Freak Friday Lindsay Lohan canta uma música que diz exatamente que o mundo está brigado comigo. Hoje é um daqueles dias que eu posso dizer que ela está certa. It's me against the world and the world is winning. hehehehe

Seria tão melhor se tudo acontecesse como combinado. Eu tenho uma máxima de que o combinado não sai caro e por isso tento cumprir meus acordos sempre.

Quando eles não são cumpridos eu saio do prumo. E quando os outros, que não cumpriram o combinado, atrapalharam meu cronograma por acharem que o que estão fazendo é mais importante eu fico puta.

Nos dias de hoje quem tem uma hora pra ficar mofando no médico sem comprometer toda a agenda? Quem pode deixar para a tarde o que iria fazer pela manhã sem ter que mudar toda a programação do dia por conta disso?

Dizem que o natal é bom por isso. As pessoas, mesmo as que não estão de férias, conseguem um tempinho livre. Podem conversar, ligar para os outros, mas mesmo assim, essa pessoa tem um cronograma social. E não são apenas neuróticos como eu que organizam o dia por horário. Qualquer pessoa faz isso, mesmo a que acorda com o dia planejado para não fazer nada e espera que isso mude, já planejou o seu dia e criou estratégias.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

djamdjamdjamdjamdjamdjam

Voltei.
Depois de mais de um mês sumida, só que pra mim parecia ter sido semana passada a última vez em que escrevi aqui. E nesse meio tempo aconteceram tantas coisas que eu nem sei por onde começar.
Mas vamos lá. Sem ordem cronológica mesmo porque resolvi assumir que não memorizo as datas da vida.
A Angel teve filhotes. É tão legal ver aquele monte de bebês ali, indefesos. Tudo parece tão perigoso perto deles. Tem que tomar cuidado onde ficarão deitados, se o espaço está limpo o suficiente. Se a Angel tem se alimentado bem, se ela tem sido bem cuidada durante o dia... Sabe, né? Essas preocupações que me matariam de raiva um tempo atrás hoje é o meu passatempo favorito para evitar pensar no que preciso. Em como estão as coisas por agora e como ficarão no próximo ano, por exemplo. Não que fique pesarosa se algo acontecer. Até gostaria que fosse assim, afinal, não consigo agir nunca por conta própria. Mas, por outro lado, se o que acho que acontecerá, acontecer eu não sei como será e as incertezas me matam de ansiedade.
Também não sei se tantos pensamentos fazem parte da depressão que é o fim de ano, ou se são essas mudanças. Só sei que isso me fez perceber que o renovo de esperança não deve acontecer esse ano. Parece que eu parei no tempo e com o tempo parado não tem entrada de um novo ano. Outra vez, pode ser um reflexo do meu cansaço; Das olheiras que não param de crescer e do sono que - mesmo não estando tão atrasado - tende a me fazer arrastar cada vez mais e mais.
Até o cinema eu abandonei. TV? essa eu quase não vejo mais. O que é uma pena. Na verdade, eu troquei. Tenho baixado algumas coisas e isso toma o meu tempo de folga todo. Quatro horas por semana... U-huuuu! É mesmo muito tempo para descansar. Tem os livros, só que para esses ando sem paciência. Estou naquela fase para "era uma vez..." e de repente...."O que eu estou fazendo mesmo?"
É essa minha inquietação que tem feito eu não render como rendia antes. E nem ter vontade de fazer nada. Hoje, por exemplo, eu estou aqui, cansada, com sono, esperando dar 9 para eu começar a ligar para alguém. Sempre tento agir com as pessoas da mesma forma que gostaria que elas agissem comigo. Por isso, não vou te ligar cedaço -numa sexta 8 é cedo sim, ainda mais se você foi dormir no mesmo horário que eu. Mas não espere que eu faça mais. É provável que se decepcione.
Esse texto não tem nexo, mas nem era pra ter. Se você não entendeu, leitor, sinto muito, mas isso é um desabafo e mulher é assim, complicada, curte mudar de um assunto sem encerrar o outro. E quando os hormônios estão a flor da pele... Aí é que fica assim.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

socorro!!!

Este final de semana eu passei por um ritual de libertação. É que fui a um show, fiquei na pipoca e choveu. Não choveu gotinhas. Foi um verdadeiro dilúvio. Daqueles que os raios se multiplicavam no céu. Eu não sei como você enfrenta isso, mas eu quase tive um treco. Dizem que tenho TOC, mas prefiro acreditar que é uma preservação de espaço pessoal. Não dá pra ficar aceitando que as pessoas fiquem pegando uma nas outras -não tô dizendo no bom sentido-sem motivo nenhum. Nem higiênico é!
Não foram as melhores duas horas da minha vida. Mas também não foram as piores. Por isso que eu digo que passei por um processo de libertação, pelo menos naqueles 150 minutos. Depois do ataque inicial, consegui não sentir mais as pessoas encostando os braços suados em mim e pude curtir o show. Eu e minha irmã zuamos muito e no final posso dizer que foi legal a chuva porque se não chovesse. Até meu tênis ter ficado encharcado com água, bebidas e urina valeu a pena.
O lado negativo é que agora posso dizer que estou realmente obssessiva. A fase de libertação instantânea foi ótima. Durou os minutos que precisavam durar pr'eu não estragar a festa de todos. Agora é reconhecer que eu talvez tenha mesmo um TOC e andar sempre com um gelsinha anti-séptico.
Estranho como essas coisas ficam. Há um ano eu fiquei como estou hoje, aneurada. E aí até comer se torna um problema afinal, você já viu as estatísticas sobre as cozinhas?
Foi durante uma viagem a trabalho que mexeu muito comigo, que tive que beber uma água que nem sabia se filtrada era senão ficaria mal pra mim e para a equipe que eu acompanhava. Fiquei bem estranha nos dias que se seguiram. Esse incomum não é aparente, como o TOC também não é. Eu fico apenas prestando atenção em tudo em mim a procura de alguma coisa. Só quem convive muito de perto percebe como um chup chup, um copo lagoinha ou uma piada grotesca podem me afetar. E afetam de uma forma tão extraordinária que me faz ficar cada dia mais interessada no psíquico das pessoas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007


Villa Vittini. A princípio a loja vende bons produtos, mas a verdade é que eles não se importam com o que estão vendendo e não se importam se a mercadoria é ruim. O dono da empresa, Gustavo Nogueira - que prefere não atender as clientes, afirma que quem se sentir lesado, isso segundo o Daniel, gerente, deve procurar a justiça.
Ainda bem que o tribunal de pequenas causas ainda ajuda à minoria.
RECOMENDO: se você quer bom atendimento, produtos de qualidade e segurança na compra do produto, fuja dessa loja. Afinal, eles revendem boas e más marcas e podemos comprar os mesmos sapatos em outras empresas da cidade.
Ex: Alguns sapatos que são vendidos na Villa Vittini também são vendidos na Le Soulier. A diferença: A Le Soulier assume os problemas dos sapatos, como também a Colcci. Trata bem dos cliente e sabe que mais importante do que uma compra é manter a fidedignidade dos compradores. Pena ainda existir uma empresa assim.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

what a week

Até que enfim a minha semana acabou e em plena segunda feira quando ela está apenas começando para a maioria das pessoas. É que terminei minha temporada de gravações e volto, a partir de amanhã, a ter uma semana normal. YES!!! :)

Mas eu não apenas trabalhei. Também consegui assistir a algumas series que começaram ou voltaram para mais uma temporada nos Estados Unidos. Fiquei surpresa com Gossip Girl. A série, escrita por Felicia Henderson é ótima além de ter uma excelente trilha sonora. Muito atual, com músicas que estão tocando. Eles conseguem passar muito bem o que o best-seller [pela vendagem e não pela qualidade poética] literário relata. E os atores são realmente promissores. A narração de Kirsten Bell [ex-Verônica Mars] está muito legal.

Já para Private Practice não houve surpresa. É um Grey's Anatomy um pouquinho mais chato. Grey's está naquele chove não molha das temporadas passadas. Estranho é estarmos entrando no quinto epsódio da temporada e ainda não ter tido nenhum daqueles programas que mexe com tudo. Existe um borburinho que a nova Grey vai atrapalhar a relação do MCcople, mas sei lá né. Eles tem usado tanto a fofoca para manter a audiência nos Estados Unidos que não dá para confiar em mais nada que sai na mídia.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

chove chuva

ontem à noite, enquanto eu voltava para casa, juntando forças para ainda fazer dois roteiros, o meu telefone tocou. Era a minha mãe. Fiquei muito feliz com a ligação e atendi com o normal "Oi Mããe! :)" A voz dela não estava nada boa. Ligou me perguntando se eu ainda tinha aquele seguro residencial. Aquele que deixei de pagar as últimas duas prestações por achar que estava jogando dinheiro fora. Hoje, vejo que aqueles R$70,00 por mês era uma pechincha. A minha casa, ou melhor, a casa da minha mãe pegou fogo. Queimou toda a cozinha, a sala de jantar e parte da sala principal. Algumas paredes estão rachadas. A mobília virou pó. As pedras do chão se partiram em mil pedacinhos como também todos os vidros e espelhos da casa. Aparelhos de jantar, compotas, panelas, tudo o que era guardado para usar em um dia especial agora vai para o lixo. Isso sem contar que ali existiam lembranças. As marcas das minhas brigas com meu irmão também foram levadas pelo fogo. A panela que usei em toda a infância para fazer meladinhos derreteu como o açucar de antigamente. Uma vazilha [não sei os nomes de tudo], herança da minha avó desapareceu no meio daquele fuzuê.
O pior é não saber como está o restante da casa. Por exemplo: todos os eletrônicos queimaram? O que começou o incêndio foi mesmo a parte elétrica? Quando será possível começar a contruir tudo de novo? A estrutura foi abalada?
Afinal o susto já passou. Agora é o momento de organizar a vida, recontruir tudo e reduzir os presentes de natal que pelo jeito serão todos para a casa. hehehehe
Se minha mãe morasse em uma cidade de grande porte ela já teria boa parte das perguntas respondidas, mas a cidade tem 40 mil habitantes, não tem corpo de bombeiros ou voluntários. Foi o meu irmão que com alguns baldes de água e uma mangueira conseguiu apagar o fogo. A polícia, essa foi avisada sim, mas 12 horas depois ainda não apareceu no local.
Agora, se o motivo foi mesmo a parte elétrica e não um incêndio criminoso, eu só tenho um pedido. Chove chuva, chove sem parar. Porque se o clima não estivesse tão seco, o fogo não teria queimada tanto em pouco mais de uma hora.

Assista aqui o vídeo Chove Chuva cantado por Miriam Makeba

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Quando pensei em fazer um blog novamente, a primeira coisa que pegou foi o nome. Ele deveria expressar o que ele é e por isso escolhi o viva-lorem-ipsum. Viva do verbo viver mesmo. Já o lorem ipsum vem de uma expressão em latim muito usada em pela turma de editoração e design gráfico. O significado da frase? não existe significado. Por isso, viva-lorem-ipsum é o mesmo que escrever "viva o nada". Uma forma de pedir que as pessoas façam e vivam por elas mesmas e não pelos outros ou por algo. Quando se vive por alguém ou por alguma coisa e essa coisa ou esse alguém deixa de fazer parte de sua vida a razão de viver desaparece. triste né!
Caso você queira entender mais sobre a espressão que dá nome ao blog, acesse http://lipsum.com/


como primeira postagem, vou deixar esse pedido: ajude o planeta. Parece bobo e é. uma frase idiota e cheia de ideologia com uma série de interesses políticos e econômicos, mas é que tenho vivido muito por ela. Em fazer a minha parte não gastando com o desnecessário tipo pegar sacolinhas de plástico em supermercados ou jogar garrafas pets no lixo. Ou pior, mascar chicletes. Pensou que tava falando de dinheiro??? esse gaste a vontade e se quiser ajudar ongs fica a vontade.
Essa foto é da WWF