O borbulho passou. O sono voltou. O nada veio. Há cinzas por todo lado. O brilho do sol, a cabeça a mil, as noites em claro, os pensamentos latentes, ... jaz. Fenix ainda não ressurgiu. Está perdida no mundo de possibilidades dos sonhos e não encontra o túnel da realidade.
algumas coisas simplesmente estão aí e são assim por ser. não há resposta, teorema ou tese que expliquem. Faz parte da vida as coisas simplesmente existirem e, às vezes, não fazer sentido.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Finjo não doer
Estão me manipulando e finjo não ver afinal o que os olhos não vêm o coração não sente, não estou certa? Bem provável que esse seja o ditado popular mais errado do universo.
Porque no fim do dia os olhos que insistem em permanecer abertos são os meus. A cabeça que não consegue desligar é a minha e a raiva latente consome minha energia.
Meu meu meu meu meu meu meu meu meu
Parece egoísmo, mas a verdade é que existem coisas que a gente precisa fazer pra se reconhecer como indivíduo. Pra nos afirmar como ser de vontade e desejos, de sonhos e esperanças. Quando tudo é definido pelo coletivo, o futuro de um morre. Viramos escravos do progresso da sociedade e o único deixa de existir.
Eu preciso é da Bahia. de axé. do reggae.
Tenho que romper as amarras sociais. Me libertar do capitalismo que me enraiza e só me deixa ver o sol, mas não toca-lo. Quero ser queimada, torrada, transformada em pó, em um nada para, quem sabe, renascer fenix.
Porque no fim do dia os olhos que insistem em permanecer abertos são os meus. A cabeça que não consegue desligar é a minha e a raiva latente consome minha energia.
Meu meu meu meu meu meu meu meu meu
Parece egoísmo, mas a verdade é que existem coisas que a gente precisa fazer pra se reconhecer como indivíduo. Pra nos afirmar como ser de vontade e desejos, de sonhos e esperanças. Quando tudo é definido pelo coletivo, o futuro de um morre. Viramos escravos do progresso da sociedade e o único deixa de existir.
Eu preciso é da Bahia. de axé. do reggae.
Tenho que romper as amarras sociais. Me libertar do capitalismo que me enraiza e só me deixa ver o sol, mas não toca-lo. Quero ser queimada, torrada, transformada em pó, em um nada para, quem sabe, renascer fenix.
sábado, 29 de setembro de 2012
50 tons de cinza. Sério??? Tá mais pra cinza
Me interessei por "Cinquenta tons de cinza" no dia em que li uma nota no IMDB sobre o número de atores que estavam fazendo testes para participarem da produção baseada no livro, nos Estados Unidos. Normalmente evito ler esses livros super mercadológicos. Mas quando eles ultrapassam uma barreira invisível e se tornam fenômeno, me sinto obrigada a ler para ter uma opinião formada sobre o assunto.
Para isso, não li críticas, crônicas ou reportagens sobre o mesmo antes de ler primeiro. Só o burburinho já me havia convencido a ler. Ouvi de "leia com um OB" até "Chorei no fim". Se fosse ler o que os outros pensam sobre o mesmo, meu olhar sobre a obra provavelmente não seria a de agora.
Verdade ou mito, o relacionamento de Ana e Christian segue a mesma linguagem de Edward e Bella - personagens da saga Crepúsculo, do qual ouvi dizer ser a autora muito fã -. Se for verdade, isso explica muita coisa. Ana e Bella são puras, desastradas. Edward e Christian maravilhosamente irresistíveis, misteriosos e protetores. Até a fala "você deveria ficar longe de mim" tem em ambas trilogias. Rialto quando li isso no livro. E ele também fala isso quando ela está em uma situação de "risco". Inspiração? Cópia? Não sei dizer. E Jake pode ser José ou Ethan. Torço para ser o segundo, que aparece em 2 páginas do livro. Mas já é suficiente pra saber que é uma história que pode render.
Eu esperava mais de 50 TDC. Pra começar, não sei se devo dizer que o livro seja erótico. Tem anime bem mais pesado por aí. Ele é repetitivo. Com o passar das páginas, começa a ficar cansativo. É a repetida história: Ana fala sobre seus sentimentos e na hora de confrontá-lo, ela se deixa levar pelas novas experiências sexuais.
Acredito que por Grey ser um Zeus do sexo - Afrodite soaria estranho - ele é o atual sonho de consumo de qualquer mulher. Mas só isso não é o suficiente.
De resto, não consigo ver o que Mr. Grey tem de tão fantástico que tem mulher querendo terminar relacionamento pra sair a procura da ficção. Desde quando um homem fechado, extremamente traumatizado, arrogante e mandão virou o sonho de vida da mulher contemporânea? Sério. Isso eu não consigo entender.
E nem dá pra dizer que a história é um tentando mudar o outro. Esse é um ponto pelo qual o livro passa, mas não é o centro. E não seria justo já que ele é contado do ponto de vista de Ana.
Pra piorar, são 3 livros. Os 2 primeiros já estão traduzidos para português. O terceiro, segundo a vendedora da livraria, deve chegar ao país no próximo ano. A sacanagem disso é que a leitura não é difícil. É muito, mas muito trivial. São 500 páginas que você lê em 3 dias sem dedicar muito tempo. Pra te fazer comprar o próximo, você tem de brinde o primeiro capítulo da sequência no fim da edição comprada. Onde aí sim, na última página, parece que realmente a cobra vai fumar. Mas pra saber será preciso ler o 2, onde possivelmente nada acontecerá. Aí, lerei o 3 em pdf ou esperarei uns 5 meses e depois irei ao cinema pra ver como ficou na telona.
Como são as coisas. Mesmo me revoltando com Ana e Grey algumas vezes, não curtindo o livro - muito prolixo - ainda estou doida pra começar a ler a seqüência que será adquirida amanhã, assim que o mall abrir.
São os detalhes que o tornam fascinante. Ambos os personagens são complexos e simples ao mesmo tempo. Assim, é impossível não criar algum tipo de vínculo emocional com um deles. É um romance entre o Lobo e a Branca de Neve. Já deve haver até torcida. O envolto da história se passa com um masoquista e, por mais que velado, há interesse em entender o mundo que mistura dor e prazer. Faria 5 flexões só pra saber o que a galera do S&M pensa a respeito desse livro. (não malho. Então não consiga pagar nem duas)
No mais, agora é ler "Cinquenta tons mais escuros" e em seguida "Cinquenta tons de liberdade" e ver quem leva quem para seu mundo. Quantos litros de lágrimas Ana vai chorar, quantos "me desculpe" acompanhado de "você é tudo pra mim" precisarei ouvir.
No momento, ainda não entendi o que faz dele esse fenômeno todo. Estou é torcendo muito para Charlie Tango cair, todos morrerem, José se assumir e casar com Taylor.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Conselhos... sempre intencionados
Já dizia o velho ditado que se conselho fosse bom não era de graça e mesmo eu martelando isso na minha cabeça a vida toda vira e mexe caio em um que logo a frente me ferra. Ultimamente é assim que me sinto. Motivos não vem ao caso. A questão aqui é o excesso de intenção pessoal que o outro tem ao te dizer algo sobre a sua vida. Deveria ser o contrário.
A gente aprende que é o contrário. Na sociologia e na antropologia, uma das primeiras coisas que estudamos é a influência de um povo sobre o outro. É como é preciso observar para entender a cultura. Só que nas relações interpessoais isso parece ser esquecido. É um tal de "nossas vidas não se parecem em nada mas você deve fazer o que digo". Por isso, vai aí uma nota mental: conselhos bons? Só se vierem acompanhados dos números da próxima mega sena.
A gente aprende que é o contrário. Na sociologia e na antropologia, uma das primeiras coisas que estudamos é a influência de um povo sobre o outro. É como é preciso observar para entender a cultura. Só que nas relações interpessoais isso parece ser esquecido. É um tal de "nossas vidas não se parecem em nada mas você deve fazer o que digo". Por isso, vai aí uma nota mental: conselhos bons? Só se vierem acompanhados dos números da próxima mega sena.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
"Se tivesse usado o dinheiro que investi em meus estudos para fazer plásticas, tratamentos estéticos e mantivesse um personal trainer, hoje já estaria casada com um homem rico e com pelo menos 2 filhos para assegurar uma boa pensão. Ao contrário, estou aqui".
Eu repeti esse testículo que ouvi dias atrás em um papo com algumas amigas e de volta, recebi "o problema é que estudar vicia".
Tá aí a porcaria da verdade. Assistir Meia noite em Paris e saber a importância dos personagens lá apresentados para a literatura mundial; Ter um orgasmo cinematográfico por compreender quão cuidadoso Hugo foi criado para homenagear Méliès e saber quem foi Georges M.; Não engolir uma informação que lhe foi passado sem antes fazer uma análise crítica são coisas impagáveis.
E são esses detalhes que nos tornam info addict e ferram com a gente porque como diz o velho e bom ditado, "a ignorância é uma benção".
E a questão toda está no fato de que uma vez estudado, não há como voltar atrás. O cérebro não é como uma esponja que absorve conhecimento e o deleta quando você manda.
Hoje, meu dia teve uma surpresa daquelas que parecem ser boas e bobas, mas acabam com a gente: Chorinho. Um espetáculo teatral que desconhecia detalhes, mas por ter Denise Fraga no elenco, não pude recusar o convite, e fui surpreendida por um projeto que mais uma vez mostrou como estudar, coopilar, processar, são etapas importantes para simplificar e deixar tudo entendível e atraente para qualquer que seja o receptor.
Chorinho trata de discussões que estão vivas em mim. Dia e noite vivo tais conflitos como o de desviar o olhar para encontrar apenas o belo. Ou o de viver na hipocrisia da sociedade atual. Foi 1h30 de tapas na cara. Sai de lá com a angústia latente.
O espetáculo não é dramático, é real. O texto, muito bem escrito, tem as piadas necessárias para relaxar a platéia que não está preparada para tanta densidade. Afinal, ele está no circuito comercial. E também, entender a cidade como espaço vivo, enxergar o outro como ele é e não você gostaria que ele fosse e reconhecê-lo como uma pessoa não é fácil. Entender que são as diferenças que fazem uma comunidade? Nem no reino de Far far away.
Chorinho caiu na estrada. Eu, fiquei aqui digerindo tudo para compreender qual meu papel. Eu juro que não sei se deveria me afastar desse universo que tanto critico. Deixar os ideais da sociedade capitalista de lado e descobrir os meus. Que quem sabe seja viver na praça. Livre de todas as pressões, da angústia. De qualquer forma, enquanto não decido, ou a vida decide por mim, sei que posso encontrar o anestésico necessário para enfrentar o próximo dia no balcão de um bar. Por sorte ou azar, em BH tem no mínimo 1 em cada esquina. C'est la vie.
Eu repeti esse testículo que ouvi dias atrás em um papo com algumas amigas e de volta, recebi "o problema é que estudar vicia".
Tá aí a porcaria da verdade. Assistir Meia noite em Paris e saber a importância dos personagens lá apresentados para a literatura mundial; Ter um orgasmo cinematográfico por compreender quão cuidadoso Hugo foi criado para homenagear Méliès e saber quem foi Georges M.; Não engolir uma informação que lhe foi passado sem antes fazer uma análise crítica são coisas impagáveis.
E são esses detalhes que nos tornam info addict e ferram com a gente porque como diz o velho e bom ditado, "a ignorância é uma benção".
E a questão toda está no fato de que uma vez estudado, não há como voltar atrás. O cérebro não é como uma esponja que absorve conhecimento e o deleta quando você manda.
Hoje, meu dia teve uma surpresa daquelas que parecem ser boas e bobas, mas acabam com a gente: Chorinho. Um espetáculo teatral que desconhecia detalhes, mas por ter Denise Fraga no elenco, não pude recusar o convite, e fui surpreendida por um projeto que mais uma vez mostrou como estudar, coopilar, processar, são etapas importantes para simplificar e deixar tudo entendível e atraente para qualquer que seja o receptor.
Chorinho trata de discussões que estão vivas em mim. Dia e noite vivo tais conflitos como o de desviar o olhar para encontrar apenas o belo. Ou o de viver na hipocrisia da sociedade atual. Foi 1h30 de tapas na cara. Sai de lá com a angústia latente.
O espetáculo não é dramático, é real. O texto, muito bem escrito, tem as piadas necessárias para relaxar a platéia que não está preparada para tanta densidade. Afinal, ele está no circuito comercial. E também, entender a cidade como espaço vivo, enxergar o outro como ele é e não você gostaria que ele fosse e reconhecê-lo como uma pessoa não é fácil. Entender que são as diferenças que fazem uma comunidade? Nem no reino de Far far away.
Chorinho caiu na estrada. Eu, fiquei aqui digerindo tudo para compreender qual meu papel. Eu juro que não sei se deveria me afastar desse universo que tanto critico. Deixar os ideais da sociedade capitalista de lado e descobrir os meus. Que quem sabe seja viver na praça. Livre de todas as pressões, da angústia. De qualquer forma, enquanto não decido, ou a vida decide por mim, sei que posso encontrar o anestésico necessário para enfrentar o próximo dia no balcão de um bar. Por sorte ou azar, em BH tem no mínimo 1 em cada esquina. C'est la vie.
domingo, 20 de maio de 2012
ces't la vie
Esse texto estava por aqui e resolvi publicá-lo hoje. Não lembro quando o escrevi, mas continua atual.
Hoje foi um dia atípico. Fui ao cinema à tarde, manicure e pedicure no horário de almoço. Lanche com amigas à tarde e risos ao telefone. Até cogitei uma massagem!!!
Hoje foi um dia atípico. Fui ao cinema à tarde, manicure e pedicure no horário de almoço. Lanche com amigas à tarde e risos ao telefone. Até cogitei uma massagem!!!
Como seria gostoso ter mais dias assim na minha vida. Mas é a adrenalina dos outros dias que tornam dias como este tão saborosos. Amanhã as coisas voltam ao normal, ou o mais próximo que pode chegar pois, como disse um amigo: nunca seremos normais e isso é que faz de nós quem somos.
Este final de semana cheguei à algumas conclusões:
o sono tem efeito parecido com o do alcool em nosso organismo. Tem o estágio do cansaço, da irritação, da euforia... Várias pessoas viradas em um espaço é o mesmo que ter um monte de bêbados no lugar, mas sem o bafo da marvada da catiaça. rs...
trabalhar em time só funciona se quem deve ser responsável pelo departamento estiver por perto. Tribo sem cacique se desfaz rapidamente. Vários caciques geram o mesmo efeito.
"quem não sabe, inventa" - essa frase é muito dita pela minha família. A pessoa pode até inventar, ser criativa e se manter por um tempo, mas vai cair rápido. Assim que alguém chegar com a verdade.
a vida pode acabar em um piscar de olhos. estranho saber que estamos tão volúveis à situações que nem imaginamos e continuamos vivendo como se pudessemos fazer tudo amanhã. Será que vai haver amanhã???
Sou insatisfeita por natureza. Queria muito ser o tipo de pessoa com um sonho, um ideal a ser conquistado. Ou então em achar que a vida é trabalho, família e amigos no fim de semana. Só que essa não sou eu. Eu me incomodo pela hipocrisia que vivo, pelo mundo que me rodeia e pelo fato de eu ficar apática a tudo sem fazer nada.
Aí, nos últimos dias comecei a me dar conta que essa insatisfação com o universo e não apenas com a Terra me acompanhará por toda a vida. Serei eternamente a pessoa que compra brigas perdidas, que nunca está satisfeita com o que fez/conquistou. Fazer o que com isso? Como focar minha revolta?
Minha terceira chefe me dizia sempre que eu precisava aprender a direcionar minha revolta interna. Desde a primeira vez que ela disse isso até hoje, pouco mudou. Pra ser honesta, o discurso serviria muito.
Só que nesse meio tempo apareceu a procrastinação. Revolta interna e procrastinação juntas leva à prostração.
Pro meu futuro? Preciso remover os "ãos" da minha vida. Até lá serei mais uma com potencial mas uma cabeça muito mess-up pra conquistar qualquer coisa.
Cansei... minhas analogias sobre como a vida precisa, de certa forma, ser deprimente, fica pra outro dia.
terça-feira, 15 de maio de 2012
resenha? opinião mesmo
Comprei o ingresso porque estava atoa no shopping e esperaria 3 horas para assistir o estimulante "Os Vingadores". Era durante a semana, o ingresso estava barato, então, por que não?
Já no início me apaixonei. Isso sim é um filme estimulante, que compensou ter sido gasto uma baba de incentivos culturais dos governos estaduais e federal para ser feito. Lindo do início ao fim.
Antes de assistir, os únicos comentários que tinha lido estavam na timeline do meu facebook e se referiam às cenas de sexo e pagação de peitinho de Natália Dill (que todo mundo conhece como aquela atriz da Globo que passa a novela chorando).
A princípio, não conseguia desvincular o rosto dela dessa personificação. E a Dill aparecer triste logo na primeira cena não ajudou em nada. Mas as sequências seguintes são fantásticas, alucinantes.
Este não é aquele tipo de filme que você não saca o final logo de imadiato, só que também não diz a que veio nos primeiros 10 minutos como é de praxe em longametragens.
A trilha sonora vale a pena ser baixada - se achar que vale algo, me processe. Tá mais fácil download ilegal que o CD original - se você curte música eletrônica.
A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi pesquisar sobre o peiote (peyote). Não tenho vergonha da falta de conhecimento em entorpecentes derivados. A princípio fiquei super interessada nele, afinal, que viagem. Podia ser uma forma de "entender melhor meus monstros interiores". Mas ao ler a respeito, descobri que poiote é um cactus em extinção. Aí perdeu a graça. Os outros entorpecentes que já fazem parte do universo de qualquer pessoa que saia a noite nunca me interessaram.
Agora, quem se deu bem com esse filme, além de Natália Dill que pode mostrar que realmente sabe atuar e não só choramingar, foi essa festa que acontece anualmente na Bahia. Muito louca. Vários amigos foram. Eu, tinha certo preconceito, devo confessar. Mas agora? Lá é o lugar.
Lugar de muita gente diferente, dos mais diversos preconceitos unidos em prol de um ideal: 3 dias de música eletrônica e curtição. (curtição pra mim é um lugar bonito com gente interessante, nova, trilha sonora boa, e amigos). Entorpecentes: preciso só do velho, seguro e antigo bom alcool. De preferência os espanhois, franceses e russos.
Já no início me apaixonei. Isso sim é um filme estimulante, que compensou ter sido gasto uma baba de incentivos culturais dos governos estaduais e federal para ser feito. Lindo do início ao fim.
Antes de assistir, os únicos comentários que tinha lido estavam na timeline do meu facebook e se referiam às cenas de sexo e pagação de peitinho de Natália Dill (que todo mundo conhece como aquela atriz da Globo que passa a novela chorando).
A princípio, não conseguia desvincular o rosto dela dessa personificação. E a Dill aparecer triste logo na primeira cena não ajudou em nada. Mas as sequências seguintes são fantásticas, alucinantes.
Este não é aquele tipo de filme que você não saca o final logo de imadiato, só que também não diz a que veio nos primeiros 10 minutos como é de praxe em longametragens.
A trilha sonora vale a pena ser baixada - se achar que vale algo, me processe. Tá mais fácil download ilegal que o CD original - se você curte música eletrônica.
A primeira coisa que fiz ao chegar em casa foi pesquisar sobre o peiote (peyote). Não tenho vergonha da falta de conhecimento em entorpecentes derivados. A princípio fiquei super interessada nele, afinal, que viagem. Podia ser uma forma de "entender melhor meus monstros interiores". Mas ao ler a respeito, descobri que poiote é um cactus em extinção. Aí perdeu a graça. Os outros entorpecentes que já fazem parte do universo de qualquer pessoa que saia a noite nunca me interessaram.
Agora, quem se deu bem com esse filme, além de Natália Dill que pode mostrar que realmente sabe atuar e não só choramingar, foi essa festa que acontece anualmente na Bahia. Muito louca. Vários amigos foram. Eu, tinha certo preconceito, devo confessar. Mas agora? Lá é o lugar.
Lugar de muita gente diferente, dos mais diversos preconceitos unidos em prol de um ideal: 3 dias de música eletrônica e curtição. (curtição pra mim é um lugar bonito com gente interessante, nova, trilha sonora boa, e amigos). Entorpecentes: preciso só do velho, seguro e antigo bom alcool. De preferência os espanhois, franceses e russos.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Revolta, raiva, dor e muito mais
Imprudência médica me revolta. Hoje pela manhã faleceu um primo meu de segundo grau por falta de assistência médica. Ele não era o tipo estou com dores mas sou durão. Tinha plano de saúde, era adepto da medicina preventiva, consultava com a frequência que o gastro determinava, só não contava com a falta de respeito dos médicos que negaram o devido tratamento e o levou ao óbito.
Recém chegado de uma consulta com um especialista na cidade de Bom Despacho, com as guias de internação e recomendações em mãos, ele foi para o hospital São Carlos, em Lagoa da Prata, cidade que mora. Só que o pediatra que era o plantonista no momento recusou interna-lo.
Ao invés disso, deu um medicamento para dor e o mandou pra casa, respaudado por mais dois médicos da cidade.
Horas depois ele retornou ao hospital para tentar uma nova internação já que a dor só aumentava. Os médicos ainda se recusavam a interná-lo para o tratamento correto. Após 4 horas dentro do hospital e sem receber o tratamento indicado pelo especialista, a esposa e um amigo o retiraram do hospital, colocaram na traseira de uma caminhonete e seguiram para Divinópolis, cerca de 100 quilômetros de Lagoa. Quando chegaram ao P.S a condição estava além das possibilidades de tratamento.
Com menos de 45 anos de idade, deixou de rabiscar no livro da vida. Não verá os filhos adultos, não comemorará bodas de ouro, prata ou as brigas de um divórcio. Não verá o Galo campeão ou o Cruzeiro na segunda divisão. E não convencerá o pai de que um portão eletrônico é mais seguro para a casa do que o que está lá há mais de 20 anos.
Pergunto o que acontecerá com os médicos, com o hospital?
Sei que não é comigo, mas se fosse,... juro que não sei o que faria nesse hospital ou com esses médicos. No momento, métodos de tortura chinesa parecem pouco.
E isso não é um caso isolado no interior. Em 2009, lembro que minha irmã e meu primo saíram de BH ruma à LP as pressas para buscar minha mãe, pois ela sentia dores terríveis e os pseudo-médicos da cidade não encontravam nada. Quando chegaram com ela em BH, no Hospital Madre Tereza, os plantonistas do pronto socorro queriam tratar a dor e solicitaram que ela agendasse consulta com um especialista para fazer exames e descobrir o que tinha. (Quem vai com regularidade ao médico sabe que agendar consulta com qualquer tipo de especialista demora, com sorte, 30 dias.) Doença agora chega com tempo de espera para esperar por especialista e exames? Pronto socorro virou "Pronto pra voltar sem dor e com muito remédios pra destruir seu fígado"?
Como sou contra o "tratemos a dor e depois descobrimos o por quê dela existir" dei muito chilique, minha tia usou o rapor que tinha com a equipe, minha irmã, a paciência para manter minha mãe calma diante de tudo aquilo, e conseguimos que um ginecologista - que atendia em seu consultório no mesmo hospital - fosse vê-la. Resultado: ela estava com hidrosalpinge e precisou ser operada no dia seguinte. Trompa e ovário esquerdo estavam podres. A espera poderia ter causado uma infecção generalizada, levando a morte. Até hoje agradeço o compromisso do dr. Fagundes com o juramento médico. E também por descascar a equipe que estava ali no momento.
Só que nem todo mundo tem ao lado alguém briguento, ou que trate todos como amigo ou um verdadeiro médico. Profissional de saúde precisa estar na profissão por amor e não salário. Quem pensa só em dinheiro deveria virar administrador, economista, funcionário das bolsas de valores ao redor do mundo, agiota, designer da Casa da moeda. Qualquer coisa que não envolva salvar a vida do outro.
Faltam leitos, medicamentos, profissionais, suplementos médicos obrigatórios como luvas e álcool. A área da saúde no Brasil está em crise sim. Só que isso não dá o direito de médicos de hospitais públicos e particulares decidirem quem tratar ou invalidar o tratamento indicado pelo especialista que acompanha o paciente. Os particulares então... melhor não entrar nesse mérito.
Pelo meu primo - que convívio tive pouco, mas memoráveis - sei que nada posso fazer. Pela família dele, o que posso oferecer são alguns causos engraçados, um par de ouvidos, um ombro amigo e todo apoio que precisarem para que possamos caçar a licença desses médicos, processar o hospital e evitar que outros morram por imprudência.
Cada um lida com os estágios do luto de formas diferentes, mas uma coisa que nunca podemos aceitar é que casos assim continuem existindo. É preciso punir e pra isso temos a lenta, cega e procrastinada justiça ao nosso lado. Se ela não resolver, com tempo zero atrás das grades, o 38 garante 100% de eficácia (o sangue siciliano berra).
Recém chegado de uma consulta com um especialista na cidade de Bom Despacho, com as guias de internação e recomendações em mãos, ele foi para o hospital São Carlos, em Lagoa da Prata, cidade que mora. Só que o pediatra que era o plantonista no momento recusou interna-lo.
Ao invés disso, deu um medicamento para dor e o mandou pra casa, respaudado por mais dois médicos da cidade.
Horas depois ele retornou ao hospital para tentar uma nova internação já que a dor só aumentava. Os médicos ainda se recusavam a interná-lo para o tratamento correto. Após 4 horas dentro do hospital e sem receber o tratamento indicado pelo especialista, a esposa e um amigo o retiraram do hospital, colocaram na traseira de uma caminhonete e seguiram para Divinópolis, cerca de 100 quilômetros de Lagoa. Quando chegaram ao P.S a condição estava além das possibilidades de tratamento.
Com menos de 45 anos de idade, deixou de rabiscar no livro da vida. Não verá os filhos adultos, não comemorará bodas de ouro, prata ou as brigas de um divórcio. Não verá o Galo campeão ou o Cruzeiro na segunda divisão. E não convencerá o pai de que um portão eletrônico é mais seguro para a casa do que o que está lá há mais de 20 anos.
Pergunto o que acontecerá com os médicos, com o hospital?
Sei que não é comigo, mas se fosse,... juro que não sei o que faria nesse hospital ou com esses médicos. No momento, métodos de tortura chinesa parecem pouco.
E isso não é um caso isolado no interior. Em 2009, lembro que minha irmã e meu primo saíram de BH ruma à LP as pressas para buscar minha mãe, pois ela sentia dores terríveis e os pseudo-médicos da cidade não encontravam nada. Quando chegaram com ela em BH, no Hospital Madre Tereza, os plantonistas do pronto socorro queriam tratar a dor e solicitaram que ela agendasse consulta com um especialista para fazer exames e descobrir o que tinha. (Quem vai com regularidade ao médico sabe que agendar consulta com qualquer tipo de especialista demora, com sorte, 30 dias.) Doença agora chega com tempo de espera para esperar por especialista e exames? Pronto socorro virou "Pronto pra voltar sem dor e com muito remédios pra destruir seu fígado"?
Como sou contra o "tratemos a dor e depois descobrimos o por quê dela existir" dei muito chilique, minha tia usou o rapor que tinha com a equipe, minha irmã, a paciência para manter minha mãe calma diante de tudo aquilo, e conseguimos que um ginecologista - que atendia em seu consultório no mesmo hospital - fosse vê-la. Resultado: ela estava com hidrosalpinge e precisou ser operada no dia seguinte. Trompa e ovário esquerdo estavam podres. A espera poderia ter causado uma infecção generalizada, levando a morte. Até hoje agradeço o compromisso do dr. Fagundes com o juramento médico. E também por descascar a equipe que estava ali no momento.
Só que nem todo mundo tem ao lado alguém briguento, ou que trate todos como amigo ou um verdadeiro médico. Profissional de saúde precisa estar na profissão por amor e não salário. Quem pensa só em dinheiro deveria virar administrador, economista, funcionário das bolsas de valores ao redor do mundo, agiota, designer da Casa da moeda. Qualquer coisa que não envolva salvar a vida do outro.
Faltam leitos, medicamentos, profissionais, suplementos médicos obrigatórios como luvas e álcool. A área da saúde no Brasil está em crise sim. Só que isso não dá o direito de médicos de hospitais públicos e particulares decidirem quem tratar ou invalidar o tratamento indicado pelo especialista que acompanha o paciente. Os particulares então... melhor não entrar nesse mérito.
Pelo meu primo - que convívio tive pouco, mas memoráveis - sei que nada posso fazer. Pela família dele, o que posso oferecer são alguns causos engraçados, um par de ouvidos, um ombro amigo e todo apoio que precisarem para que possamos caçar a licença desses médicos, processar o hospital e evitar que outros morram por imprudência.
Cada um lida com os estágios do luto de formas diferentes, mas uma coisa que nunca podemos aceitar é que casos assim continuem existindo. É preciso punir e pra isso temos a lenta, cega e procrastinada justiça ao nosso lado. Se ela não resolver, com tempo zero atrás das grades, o 38 garante 100% de eficácia (o sangue siciliano berra).
quinta-feira, 8 de março de 2012
#WTF
Comemorar o dia da mulher é igual a poesia: "roses are red, violets are blue and I love you". Não tem o menor sentido. Importante é comemorar e discutir sobre o papel da mulher na sociedade, a evolução de seus direitos e deveres, o respeito ao outro. Ao invés disso, leio milhares de poesias, frases e homenagens dizendo como você, mulher, é essencial, querida, amada.
Só que palavras continuam sendo palavras enquanto não são transformadas em atos. Quero viver o dia em que uma mulher ser presidente de uma grande empresa não seja notícia. O dia em que a mulher possa optar por ser dona de casa sem sofrer preconceito da mesma forma que também poderá exercer o direito de não ser mãe. E se me permite sonhar, viver sem ser abusada pelo parceiro, irmão ou pai.
A sociedade está longe de aceitar as escolhas não tradicionais do outro. Talvez mudar a data de nome seja o que precisamos para que, talvez, as pessoas entendam que esse dia foi criado para relembrar os sacrifícios necessários para que tivéssemos a possibilidade de exercemos nossa liberdade.
O dia da mulher deveria se transformar em dia da consciência sobre a mulher.
Quem sabe assim, ao invés de ler sobre a mulher que montou uma grande empresa ou decidiu viajar o Brasil ao lado de 3 amigas, possamos ler sobre o que realmente é importante para o sexo frágil: conseguir igualdade de direitos.
Só que palavras continuam sendo palavras enquanto não são transformadas em atos. Quero viver o dia em que uma mulher ser presidente de uma grande empresa não seja notícia. O dia em que a mulher possa optar por ser dona de casa sem sofrer preconceito da mesma forma que também poderá exercer o direito de não ser mãe. E se me permite sonhar, viver sem ser abusada pelo parceiro, irmão ou pai.
A sociedade está longe de aceitar as escolhas não tradicionais do outro. Talvez mudar a data de nome seja o que precisamos para que, talvez, as pessoas entendam que esse dia foi criado para relembrar os sacrifícios necessários para que tivéssemos a possibilidade de exercemos nossa liberdade.
O dia da mulher deveria se transformar em dia da consciência sobre a mulher.
Quem sabe assim, ao invés de ler sobre a mulher que montou uma grande empresa ou decidiu viajar o Brasil ao lado de 3 amigas, possamos ler sobre o que realmente é importante para o sexo frágil: conseguir igualdade de direitos.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Feliz é quem nada sabe, nada ouve, nada lê
Ouvir o outro é complicado. Você precisa dele para existir, crescer, aprender, viver. Só que ele ensina, te direciona para o que quer. Explica tanto sobre a importância das vogais e pode nunca informar que existem consoantes. Ser você é conseguir equilibrar o que aprendemos com o conhecimento do outro, com o que descobrimos a cada instante ao o que espera a sociedade.
Não pender a balança para nenhum dos lados é difícil. E se ela pender… ferrou. Decisão errada na certa! Se bem que errado e certo são palavras simplistas demais para definir situações. Entre as duas existem milhares de recortes, visões, possibilidades. E são essas decisões que preenchem páginas e páginas de nossa biografia. Não tem voltar atrás. A vida não é digital. Não dá pra apertar o ctrl+Z e usar aquela experiência para escolher a porta certa. Ações são escritas com caneta de tinta permanente em superfície anti-quebra, corte, rasuras. Dá pra remediar, pedir desculpas, dizer foi mau. E isso estará ali também. Registrado com a maldita tinta permanente. Um pouco abaixo, ou vários capítulos depois. Isso é o tempo cronológico que dirá.
Não estou dizendo que errar seja ruim. Acredito no crescimento pelo erro, porém não é esse o caso, pois as conseqüências das escolhas que fazemos na vida são as encruzilhadas. E, as vezes, seguimos por destino que mais parece bueiro. Sombrio. Sem saídas fáceis.
Eu estou no bueiro. Não em todas áreas da vida. Em algumas estou melhor do que imaginei em minhas utopias. Dá pra sair desses buracos. Não é algo definitivo. Mas haverão contusões no meio do caminho. A gravidade dos ferimentos não pode ser prevista, apenas vivida. É quase que pular de um abismo sem equipamento de segurança. A única certeza é que existe o chão e, em algum momento, você chegará nele. São em momentos assim que todos tem algo para falar, compartilhar. Palavras que ajudam, acalmam, acalentam. Essas existem só se proferidas por estranhos. Os que conhecemos, sabemos bem como cada um pensa e os motivos que geraram tal opinião. E aí? Ouvir. Fazer o quê? A sensatez está em absorver com inteligência, deixando de lado o que sabemos ser interesse do outro e não seu.
Não sei se estou nesse nível de autoconhecimento. Se estivesse, diria que saberia quando atingisse o chão. Aí, pelo menos já estaria pensando no que fazer quando chegar e não em como saber se cheguei. Esses blind spots que tornam a vida excitante são os mesmos que impedem a neblina de sair da frente da luz no fim do túnel.
Não sei se estou nesse nível de autoconhecimento. Se estivesse, diria que saberia quando atingisse o chão. Aí, pelo menos já estaria pensando no que fazer quando chegar e não em como saber se cheguei. Esses blind spots que tornam a vida excitante são os mesmos que impedem a neblina de sair da frente da luz no fim do túnel.
Eles tiram noites de sono, saciedade, tranquilidade. Nos transformam em estrategistas de guerra. Bolar planos e mais planos mirabolantes. Nos fazem pensar, pensar, pensar, … Sem chegar a nenhuma conclusão plausível. E aí? Tem horas que o melhor é seguir o conselho da avó e lavar uma trouxa de roupa suja.
O cansaço impedirá o raciocínio. É rebaixado - involuntariamente - de estrategista para praça no fechar dos olhos e segue vivendo atarefado pra não ter tempo e parar pra analisar como está a vida.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Hoje descobri que tenho uma reunião com algumas pessoas para falar sobre um assunto que nem foi oficializado. Queria saber quais pessoas são essas que conseguem tempo para bolar burburinhos. Elas precisam ser reconhecidas e honradas por conseguir administrar o tempo tão bem que sobra até para imaginar coisas. Eu queria ter tempo extra. Quem sabe assim não leria mais, passaria mais tempo com amigos, família ou no boteco bebendo tequila e jogando conversa fora com as mais diferentes pessoas que naquele balcão parassem.
Ao invés disso, durmo já sabendo qual roupa vou usar quando levantar. O horário que preciso estar em pé para cumprir os compromissos do dia, se será melhor dormir mais 15 minutos ou tomar o café da manhã. Mesmo de férias, não dá para manter a mente livre para que a imaginação flua, pois há tanto o que ser feito, visto. Tanto foi planejado para 30 dias e quase nada cumprido.
E nesse corre-corre todo me pergunto por que eu sou assunto? O que me transforma em notícia quando Luiza acaba de retornar ao país? Existe algo maior que isso no momento? Se quer falar sobre outras coisas, temos centenas de ministérios públicos com diversos problemas que precisam da ajuda dos cidadãos. Quem sabe não é a sua chance de fazer algo de positivo em sua passagem pela Terra?
Não tenho problemas em falar de mim. Mas se quer criar histórias, que pelo menos gere algo espetacular. Contos ordinários sobre eu? Melhor ficar calado. Se quer inventar, vai lá. Faça uma história que concorra com a de Tintim, Brás Cubas, Joana D'Arc. Impressione aqueles que ouvem. Deixe-os extasiados. Por que não até com uma pontinha de inveja? Não há nada mais chato do que desmentir uma estória fraca. Bom seria se pudesse eu acrescentar detalhes a esse personagem em quem me transformei.
domingo, 15 de janeiro de 2012
BBB12 possível crime e a tentativa da emissora de esconder
Possível estupro era o ingrediente que faltava para aumento de audiência do BBB 12 que estreou em baixa. Só essa explicação para entender a resposta de Boninho ao vídeo exibido na madrugada de sábado para domingo que mostra integrante da casa "acariciando" colega desacordada.
Afinal, se não houve crime, se o sexo foi consensual como afirma a direção do programa, por que as imagens foram retiradas na manhã seguinte ao ocorrido do site globo.com e no princípio da tarde do canal de vídeos Youtube (que informou ter retirado os vídeos a pedido da emissora)?
Não sou advogada, não sei se o ministério púbico pode tomar alguma atitude, mas existem motivos para ele ser processado e expulso da casa. Se não por estupro ou tentativa, as imagens mostram claramente que Daniel fez mais do que disse ter feito aos colegas. E por isso ele já pode ser processado pela garota por calúnia e perjúrio. Me pergunto se a empresa também não pode ser co-autora de um possível crime, se tem em seu poder imagens que poderiam ajudar Monique a se lembrar ou saber o que aconteceu.
Estupro no namoro, como é popularmente conhecido, é mais comum do que mostram os índices indicam pesquisas no Brasil e exterior. E como ele acontece? Com o outro desacordado ou altamente drogado. Na década de 1970, quando o sedativo Rohypnol começou a ser vendido no mercado e rapidamente misturado em bebidas.
Não houve sedativo e sim muito álcool. E isso modifica o que aconteceu na última madrugada? As imagens mostram que não houve trocas de carícias, pois Monique estava imóvel. Boninho disse que "as imagens não eram claras o bastante" e chamou a garota para prestar esclarecimentos. Como dizer a verdade do que se desconhece? Por que não mostra-la as imagens e deixa-la decidir se o que ali está implícito é o que ela se lembra?
Uma TV aberta tem responsabilidades com seu público. Será que a TV Globo esqueceu que ela tem concessões de canais de televisão dada pelo governo? Vivemos sim em um país de impunidades nos mais diversos setores da economia, mas tentar colocar panos quentes sobre esse acontecimento não é o mesmo que afirmar às milhares de adolescentes que sofrem o "estupro no namoro"ou roofie que o que aconteceu foi culpa delas e não crime?
Se fosse a filha de Boninho naquele quarto a reação dele seria a mesma? Ele ainda estaria na figura de protetor de seus personagens?
A hashtag #Danielexpulso está entre as 10 mais populares no Twitter Brasil e em alguns momentos aparece entre as 10 do mundo desde a manhã de hoje e não parece estar perdendo forças. Se lá fora ministros perdem cargos públicos por assédio sexual, aqui a maior emissora de TV aberta do país tenta abafar um possível crime.
Pelo menos a população parece saber o que é crime e pede por punição. Mas vamos ficar só nisso?
Afinal, se não houve crime, se o sexo foi consensual como afirma a direção do programa, por que as imagens foram retiradas na manhã seguinte ao ocorrido do site globo.com e no princípio da tarde do canal de vídeos Youtube (que informou ter retirado os vídeos a pedido da emissora)?
Não sou advogada, não sei se o ministério púbico pode tomar alguma atitude, mas existem motivos para ele ser processado e expulso da casa. Se não por estupro ou tentativa, as imagens mostram claramente que Daniel fez mais do que disse ter feito aos colegas. E por isso ele já pode ser processado pela garota por calúnia e perjúrio. Me pergunto se a empresa também não pode ser co-autora de um possível crime, se tem em seu poder imagens que poderiam ajudar Monique a se lembrar ou saber o que aconteceu.
Estupro no namoro, como é popularmente conhecido, é mais comum do que mostram os índices indicam pesquisas no Brasil e exterior. E como ele acontece? Com o outro desacordado ou altamente drogado. Na década de 1970, quando o sedativo Rohypnol começou a ser vendido no mercado e rapidamente misturado em bebidas.
Não houve sedativo e sim muito álcool. E isso modifica o que aconteceu na última madrugada? As imagens mostram que não houve trocas de carícias, pois Monique estava imóvel. Boninho disse que "as imagens não eram claras o bastante" e chamou a garota para prestar esclarecimentos. Como dizer a verdade do que se desconhece? Por que não mostra-la as imagens e deixa-la decidir se o que ali está implícito é o que ela se lembra?
Uma TV aberta tem responsabilidades com seu público. Será que a TV Globo esqueceu que ela tem concessões de canais de televisão dada pelo governo? Vivemos sim em um país de impunidades nos mais diversos setores da economia, mas tentar colocar panos quentes sobre esse acontecimento não é o mesmo que afirmar às milhares de adolescentes que sofrem o "estupro no namoro"ou roofie que o que aconteceu foi culpa delas e não crime?
Se fosse a filha de Boninho naquele quarto a reação dele seria a mesma? Ele ainda estaria na figura de protetor de seus personagens?
A hashtag #Danielexpulso está entre as 10 mais populares no Twitter Brasil e em alguns momentos aparece entre as 10 do mundo desde a manhã de hoje e não parece estar perdendo forças. Se lá fora ministros perdem cargos públicos por assédio sexual, aqui a maior emissora de TV aberta do país tenta abafar um possível crime.
Pelo menos a população parece saber o que é crime e pede por punição. Mas vamos ficar só nisso?
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Tempo sobrando dá nisso
Em setembro de 2009 fiz uma postagem aqui no blog sobre como o twitter havia exponenciado a imprensa marrom. Como todos havíamos nos tornado alvos fáceis de grandes fofocas na rede. Ao ler o texto que fiz na época, me pergunto se deveria ter saído das redes sociais, me imposto contra o sistema, se deveria ter pensado melhor em como utilizá-la, pois hoje faço parte de quase todas. Sou do grupo dos que postam tudo, não tem nada a esconder e curtem divulgar o que faz/vai na rede. Não pra ser acompanhada, mas por opção, estilo de vida, ou qualquer outro motivo que alguém possa dizer. Tenho a desculpa de que "isso é por obrigação profissional", mas nem eu tenho coragem de usar tal frase.
A realidade nua e crua é que existe um novo mundo e eu faço parte dele. Um universo em que as redes sociais já não existem isoladamente. Elas se integram para que você explore melhor esse universo virtual com possibilidades infinitas. Ver os passos de alguém, como quem vê o carro se locomovendo no GPS é um dos zilhões de aplicativos disponíveis nesse mundo.
Viramos todos espiões de nós, de nossos amigos e curtimos isso. Do que adianta fazer se ninguém vê? Onde está a graça de algo se não tem como os amigos comentarem sobre aquilo? De alguma forma, Caras, Quem, Contigo está na timeline de todo mundo. Só que personalizado. Pra que saber que Huck e Angélica estão com os filhos na praia, se a Malu também está e eu me interesso mais por quem conheço do que pelos que estão na TV?
O crescimento no número de usuários em redes sociais e o tempo deles nesses espaços aumentou significativamente em 4 anos. Sem classe social, idade e sexo, esse grupo social cresce e chama a atenção de quem pára um pouco para olhar ao seu redor.
Para os que pensam vida virtual como extensão da vida real, existe uma série de fatores positivos para te fazer crescer e não enlouquecer na web. É entender que nesse espaço a fofoca sobre você é administrada por tu.
Com periodicidade, e conteúdo certo você consegue munir amigos, inimigos, seguidores, perseguidores de informações e aí direciona-los para o caminho que você quer que eles andem. Que eles conheçam o personagem que você os mostrar. Não há Boninho na edição do seu BBB. Aqui é você e seus amigos que geram conteúdo e apresentam recortes da notícia.
O lado negativo de uma vida com braços no mundo virtual é o descontrole. Poste algo bêbado e quando a ressaca alcoólica passar, você verá que a moral está apenas no começo. Uma brincadeira de mau gosto e lá se foi um emprego com um super salário e veio um processo.
Na história, temos vários períodos, tempos que são marcados por etapas. Fases de crescimento do homem e da sociedade que os norteia.
Na internet é difícil dizer que tempo vivemos. Ele varia de acordo com a intensidade com que estamos e ficamos conectados. Minha mãe pode viver no período pré-revolução tecnológica e eu no pós-contemporâneo enquanto residimos sob o mesmo teto no planeta Terra.
Quando a velocidade varia tanto de pessoa para pessoa, só há uma coisa a fazer. Usar o bom senso. Ele não está disponível para compras no Submarino ou e pechinchas no Peixe Urbano. Também não dá para encontrá-lo em livrarias, bibliotecas ou no Google. É o velho método de colocar a cabeça para pensar. Boa sorte!
A realidade nua e crua é que existe um novo mundo e eu faço parte dele. Um universo em que as redes sociais já não existem isoladamente. Elas se integram para que você explore melhor esse universo virtual com possibilidades infinitas. Ver os passos de alguém, como quem vê o carro se locomovendo no GPS é um dos zilhões de aplicativos disponíveis nesse mundo.
Viramos todos espiões de nós, de nossos amigos e curtimos isso. Do que adianta fazer se ninguém vê? Onde está a graça de algo se não tem como os amigos comentarem sobre aquilo? De alguma forma, Caras, Quem, Contigo está na timeline de todo mundo. Só que personalizado. Pra que saber que Huck e Angélica estão com os filhos na praia, se a Malu também está e eu me interesso mais por quem conheço do que pelos que estão na TV?
O crescimento no número de usuários em redes sociais e o tempo deles nesses espaços aumentou significativamente em 4 anos. Sem classe social, idade e sexo, esse grupo social cresce e chama a atenção de quem pára um pouco para olhar ao seu redor.
Para os que pensam vida virtual como extensão da vida real, existe uma série de fatores positivos para te fazer crescer e não enlouquecer na web. É entender que nesse espaço a fofoca sobre você é administrada por tu.
Com periodicidade, e conteúdo certo você consegue munir amigos, inimigos, seguidores, perseguidores de informações e aí direciona-los para o caminho que você quer que eles andem. Que eles conheçam o personagem que você os mostrar. Não há Boninho na edição do seu BBB. Aqui é você e seus amigos que geram conteúdo e apresentam recortes da notícia.
O lado negativo de uma vida com braços no mundo virtual é o descontrole. Poste algo bêbado e quando a ressaca alcoólica passar, você verá que a moral está apenas no começo. Uma brincadeira de mau gosto e lá se foi um emprego com um super salário e veio um processo.
Na história, temos vários períodos, tempos que são marcados por etapas. Fases de crescimento do homem e da sociedade que os norteia.
Na internet é difícil dizer que tempo vivemos. Ele varia de acordo com a intensidade com que estamos e ficamos conectados. Minha mãe pode viver no período pré-revolução tecnológica e eu no pós-contemporâneo enquanto residimos sob o mesmo teto no planeta Terra.
Quando a velocidade varia tanto de pessoa para pessoa, só há uma coisa a fazer. Usar o bom senso. Ele não está disponível para compras no Submarino ou e pechinchas no Peixe Urbano. Também não dá para encontrá-lo em livrarias, bibliotecas ou no Google. É o velho método de colocar a cabeça para pensar. Boa sorte!
A série de vinhos e espumantes criada pela enóloga Filipa Pato merece um tempo dos amantes de vinho. Um vinho seco, frutado, não-madeirado, e com um bouquet...
Já o espumante rosê, além de sabor único, tem uma tonalidade de chega a impressionar. O magenta é bem diferente dos facilmente encontrados no mercado.
E o preço? Esse varia entre R$40 e R$70. Difícil é encontrar quem tenha disponível na adega. Em BH, é possível encontrá-lo na Expand e no Verdemar.
Filipa é filha de Luiz Pato, dono de uma das mais respeitadas e tradicionais vinículas portuguesas.
Já o espumante rosê, além de sabor único, tem uma tonalidade de chega a impressionar. O magenta é bem diferente dos facilmente encontrados no mercado.
E o preço? Esse varia entre R$40 e R$70. Difícil é encontrar quem tenha disponível na adega. Em BH, é possível encontrá-lo na Expand e no Verdemar.
Filipa é filha de Luiz Pato, dono de uma das mais respeitadas e tradicionais vinículas portuguesas.
domingo, 18 de dezembro de 2011
"Instagram" é o twitter de 2011" disse o estilista Ronaldo Fraga ao iniciar o discurso que explicaria o tema Inspiração para o Minas Trend Preview primavera/ verão 2012. Mas é muito mais do que isso. Este ano vimos como o viral do mundo virtual (o que rola na internet) afeta o mundo real (esse em que você tem olfato). São detalhes que passam desapercebido à maioria. Vai desde Natalie Lamour, personagem vivida por Déborah Secco no folhetim global Insensato Coração, dizer "Se isso é estar na pior", citando Luiza Marilac de um vídeo que virou hit no youtube, à Christiane Torloni que dias após soltar um embriagado "hoje é dia de rock, bebe" durante entrevista - ao vivo - no festival de música Rock 'n Rio repetir o discurso agora como sua personagem no folhetim Fina Estampa.
Além das novelas, também assistimos ícones do jornalismo se mostrarem pessoas comuns, exporem pontos de vista, coisa até então absurda de ser feita em público. Chegamos ao ponto de ver o Jornal Nacional, o mais tradicional e prestigiado - segundo o Ibope - telejornal da TV Brasileira se transformar em um reality show com a saída da âncora Fátima Bernardes. É o voyerismo atingindo níveis nunca antes imagináveis.
No cinema, a moda é usar uma fotografia que apresente imagem lavada, como aquelas que criamos com o Instagram e tantos outros aplicativos de tratamento de imagem que surgiram em seguida e geram o efeito daquela foto que você tem guardada e que te traz tantas lembranças. "Um dia" é um dos longa-metragens que usaram essa técnica.
Não posso dizer todos, mas um grupo da sociedade - diferente do pensamento comum, sem sexo e idade - sabe identificar bem tais interações, pois são presentes em ambos os universos. Estão antenados não porque são estudiosos do assuntos e sim porque são o assunto. A verdade é que deixamos de ser assunto apenas quando aparecemos na capa dos jornais. Hoje, qualquer um estampa a primeira página dos mais diversos meios de comunicação, nas mais variadas partes do mundo. Só é preciso fazer algo no momento certo. Um algo que o diferencie dos demais e arraste multidões de interessados. Com isso não surgirá uma nova Fernanda Montenegro. Pode até acontecer. Mas como diz o ditado, o que vem fácil vai fácil, mais apropriado seria usar a palavra rápido. Mas deixa o ditado como ele está há séculos ou décadas. Antigo e atual.
Isso não muda o fato de que, se muito, no dia seguinte, o hit já seja outro. E também não altera o fato de que é eterno, pois hoje, tudo fica ali registrado em sua ficha digital, ou seria um diário aberto a quem quiser saber sobre você?
No best-seller 1984, que eu nunca terminei de ler por medo, todos são monitorados. Ao ler a ficção científica, parece que ainda estamos longe de tudo isso, mas é só olhar atentamente à sua volta para perceber que hoje sabemos muito mais sobre o outro do que o próprio, que tal situação não tem volta e por mais que você diga "comigo isso não acontece. Eu não tenho Facebook, saiba que você está sim no sistema e nas redes sociais. Se não postado por você, pelos seus amigos, pela empresa na qual trabalha e até pelo governo. Você está ali e com um pouco de conhecimento qualquer um consegue te achar.
Agora é esperar 2012 e ver o que mais vem por aí. Aposto nos localizadores pessoais. Tipo um GPS que te mostra no mapa para todos. Mas como toda aposta, tenho 50% de chance de estar errada.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Não saio com sua conta bancária
Entendo que existem garotas na balada em busca de um príncipe encantado que transforme a vida dela ou apenas proporcione momentos prazerosos e mágicos. Essa garota não sou eu. Curto meu estilo de vida. Gosto de saber que isso eu fiz/tenho porque paguei. Afinal, tudo na vida tem um preço e cada um paga com o que pode. Eu prefiro pagar em dinheiro.
Não há nada mais chato do que pessoas que acham que dinheiro compra tudo. Tem coisas que nem o mastercard pode te dar; como integridade e amizade.
E é por isso que caio em frias como estar na balada, lugar para descontrair, e vem gente com a cantada: "tenho um jatinho. O que acha de passarmos o fim de semana em ...". Será mesmo que o cara acha que vai pegar alguém por ser rico? Não saio com conta bancária, saio com pessoa. Conta não fala, não opina, não dá manotas como esta. Já gente...
Algumas precisam descer do salto e entender que Luiz XV não se deu tão bem sendo esnobe e exibicionista. Se você quer tanto que os outros saibam quão bem de vida você é, faça um publieditorial sobre você.
Termino o desabafo outro dia. Cansei.
Não há nada mais chato do que pessoas que acham que dinheiro compra tudo. Tem coisas que nem o mastercard pode te dar; como integridade e amizade.
E é por isso que caio em frias como estar na balada, lugar para descontrair, e vem gente com a cantada: "tenho um jatinho. O que acha de passarmos o fim de semana em ...". Será mesmo que o cara acha que vai pegar alguém por ser rico? Não saio com conta bancária, saio com pessoa. Conta não fala, não opina, não dá manotas como esta. Já gente...
Algumas precisam descer do salto e entender que Luiz XV não se deu tão bem sendo esnobe e exibicionista. Se você quer tanto que os outros saibam quão bem de vida você é, faça um publieditorial sobre você.
Termino o desabafo outro dia. Cansei.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
construção de uma nova hidrelétrica
Pare por alguns minutos e escute o que esse VT quer dizer. Ele é cheio de globais, o que pode desmerecer a causa, mas nesse caso, ela a valoriza, pois usa o apelo deles para que a população pense em algo que está acontecendo e estamos todos parados, apenas vendo a briga de Marina Silva com o governo e empresários de grande porte que não se importam com meio ambiente, história, ecossistema e sim com faturamento.
domingo, 25 de setembro de 2011
100 dias
Por quase 4 meses estudantes da rede estadual de ensino em Minas Gerais ficaram sem aulas. Professores pararam de trabalhar e utilizaram o direito constitucional para entrarem em greve. O ano letivo tem apenas 4 trimestres. 1 deles foi sem aulas. O motivo maior: aumento salarial. De acordo com a classe, o piso está defasado; dar aula para uma classe de crianças e adolescentes é muito difícil, perigoso às vezes.
Minha dúvida é se tem alguém com uma arma apontada para a cabeça do professor obrigando-o a dar aulas, a ser um educador profissional. É que nunca vi/ouvi alguém dizendo: "Se você não for professor, mato sua família!".
Todos temos opções. Podemos mudar de emprego sempre que o mesmo não for mais conveniente. Tem funcionário público que não pensa nisso. Quer viver a estabilidade que o cargo oferece, com uma mediocridade profissional que o mercado não aceita. Logo, aumento só com greve, pois ela pune a sociedade e força o governo a dar o aumento que eles querem.
Isso, é birra de criança inserida no mundo profissional. E é ridículo. Por que eu preciso pular de galho em galho, virar o sete pra ganhar o que quero, pra ter o treinamento que almejo e o mercado busca se outros cruzam os braços, dão chilique, pra conseguir o mesmo?
O que o país precisa é de uma administração pública que exija de seus servidores o cumprimento de metas, níveis de qualidade e bonificação. Se você é um bom professor, se sua escola tem um nível educacional bom, que você receba um prêmio no fim do ano. Por que os bons merecem ganhar mais. Mas os medianos... esses valem o que ganham.
Aos que estão fechados em seus mundinhos, pergunto: Qual salário não está desafado? Por que um professor que passou em um concurso e sabia o valor do salário quando se inscreveu merece entrar em greve se o piso salarial no país como um todo começa com 1 salário mínimo??? Quem é você, professor, pra se achar melhor que qualquer outro profissional do setor privado e público? Se você é tão bom assim e quer ganhar mais, por que não foi para uma área/ empresa que te pague mais? O que te prende onde você está? Por que o reajuste da sua categoria tem que ser maior do que 10% se nenhuma outra categoria recebeu tal reajuste?
Por que a sociedade deve te apoiar a ganhar mais se você aprova aluno sem que o mesmo tenha compreendido o que estava no currículo escolar do ano? Se você não faz o mínimo exigido de você, que é educar, por que você foi pra rua pedir pra ganhar mais? Por que a sociedade não se juntou a você em sua luta? Você já pensou se essa luta é honesta? Se há outra área da sociedade que precise mais de ajuda?
Segurança pública, saúde e educação são serviços básicos que precisam funcionar com perfeição para que a sociedade cresça. Por isso, da mesma forma que os médicos não podem parar 100%, os professores também não poderiam. Se a educação não vai bem, também seja por que nem os que querem dar credibilidade à ela acreditem no que pregam. Não a valorizam como deveria.
Nos próximos meses, crianças das mais diversas idades estudarão também aos sábados. As férias de fim de ano devem ser substituídas por um recesso na última semana do ano. Será que após 3 meses parado, o professor poderá entrar na sala de aula e voltar a dar a aula de onde havia parado? Haverá recapitulação de conteúdo? O currículo será cumprido? Os adolescentes largarão os bicos que encontraram nesse período para voltar à sala de aula? Quantos pré-adolescentes e adolescentes entraram para o tráfico nesse período? Quantos leram um livro? Quantos lembram o que estudavam antes das aulas pararem?
Com os efeitos colaterais da greve os educadores parecem não se preocupar.
Será que esse não é o momento de novas passeatas? Agora com pais, avós, tios, amigos de alunos exigindo que o estado faça um teste e retire do quadro de servidores aqueles que estão abaixo da média. Que estão defasados? Talvez só assim consigamos melhorar o nível da sociedade como um todo. Precisamos aprender que quem cobra também precisa ser cobrado. Da mesma forma que exijo clareza do governo, também devo ser clara, honesta. A via precisa ser de mão dupla.
PS: não sou contra o direito de greve. Mas acredito no bom senso e no tirar proveito.
Minha dúvida é se tem alguém com uma arma apontada para a cabeça do professor obrigando-o a dar aulas, a ser um educador profissional. É que nunca vi/ouvi alguém dizendo: "Se você não for professor, mato sua família!".
Todos temos opções. Podemos mudar de emprego sempre que o mesmo não for mais conveniente. Tem funcionário público que não pensa nisso. Quer viver a estabilidade que o cargo oferece, com uma mediocridade profissional que o mercado não aceita. Logo, aumento só com greve, pois ela pune a sociedade e força o governo a dar o aumento que eles querem.
Isso, é birra de criança inserida no mundo profissional. E é ridículo. Por que eu preciso pular de galho em galho, virar o sete pra ganhar o que quero, pra ter o treinamento que almejo e o mercado busca se outros cruzam os braços, dão chilique, pra conseguir o mesmo?
O que o país precisa é de uma administração pública que exija de seus servidores o cumprimento de metas, níveis de qualidade e bonificação. Se você é um bom professor, se sua escola tem um nível educacional bom, que você receba um prêmio no fim do ano. Por que os bons merecem ganhar mais. Mas os medianos... esses valem o que ganham.
Aos que estão fechados em seus mundinhos, pergunto: Qual salário não está desafado? Por que um professor que passou em um concurso e sabia o valor do salário quando se inscreveu merece entrar em greve se o piso salarial no país como um todo começa com 1 salário mínimo??? Quem é você, professor, pra se achar melhor que qualquer outro profissional do setor privado e público? Se você é tão bom assim e quer ganhar mais, por que não foi para uma área/ empresa que te pague mais? O que te prende onde você está? Por que o reajuste da sua categoria tem que ser maior do que 10% se nenhuma outra categoria recebeu tal reajuste?
Por que a sociedade deve te apoiar a ganhar mais se você aprova aluno sem que o mesmo tenha compreendido o que estava no currículo escolar do ano? Se você não faz o mínimo exigido de você, que é educar, por que você foi pra rua pedir pra ganhar mais? Por que a sociedade não se juntou a você em sua luta? Você já pensou se essa luta é honesta? Se há outra área da sociedade que precise mais de ajuda?
Segurança pública, saúde e educação são serviços básicos que precisam funcionar com perfeição para que a sociedade cresça. Por isso, da mesma forma que os médicos não podem parar 100%, os professores também não poderiam. Se a educação não vai bem, também seja por que nem os que querem dar credibilidade à ela acreditem no que pregam. Não a valorizam como deveria.
Nos próximos meses, crianças das mais diversas idades estudarão também aos sábados. As férias de fim de ano devem ser substituídas por um recesso na última semana do ano. Será que após 3 meses parado, o professor poderá entrar na sala de aula e voltar a dar a aula de onde havia parado? Haverá recapitulação de conteúdo? O currículo será cumprido? Os adolescentes largarão os bicos que encontraram nesse período para voltar à sala de aula? Quantos pré-adolescentes e adolescentes entraram para o tráfico nesse período? Quantos leram um livro? Quantos lembram o que estudavam antes das aulas pararem?
Com os efeitos colaterais da greve os educadores parecem não se preocupar.
Será que esse não é o momento de novas passeatas? Agora com pais, avós, tios, amigos de alunos exigindo que o estado faça um teste e retire do quadro de servidores aqueles que estão abaixo da média. Que estão defasados? Talvez só assim consigamos melhorar o nível da sociedade como um todo. Precisamos aprender que quem cobra também precisa ser cobrado. Da mesma forma que exijo clareza do governo, também devo ser clara, honesta. A via precisa ser de mão dupla.
PS: não sou contra o direito de greve. Mas acredito no bom senso e no tirar proveito.
domingo, 4 de setembro de 2011
Eu brincava de bonecas e barbie enquanto ele desmontava TVs, geladeiras, e qualquer eletrônico que desse mole ao seu lado. Não lembro quando o conheci ou a primeira vez que ouvi seu nome. Só sei que nossa diferença de idade não passava de 1 ano e ele era o primo super heroi de uma das minhas melhores amigas.
Alguns anos mais tarde, Francisco passou a ser Perigoso. Deixou de destruir eletrônicos para arrebatar os corações das adolescentes de Lagoa da Prata. E o fez com a modéstia de um verdadeiro galã e a galinhagem de um grande Don Juan. Não sei de onde saiu o apelido, mas o fazia justo. Aquele garoto, recém chegado à cidade era mesmo um perigo para as garotas. Muito inteligente, esperto e diferente dos garotos que conhecíamos. Sem contar que poucos, muito poucos tinham uma beleza física próxima à dele.
Além disso tudo, Francisco, desde cedo, comandava os rumos da vids. Sabe aquele ditado de que é melhor viver um dia como leāo do que sem como cordeiro? Perigoso desde criança abraçou a vida como um felino.
Com o passar dos anos fui perdendo contato. Não que tenha tido muito. Era apenas um aceno com a cabeça, ou o trivial "ei, tudo bem?" ou "como está?". Mesmo assim, as notícias sempre chegavam. E Francisco era o tipo de pessoa que nunca foi necessário perguntar. Ele era assunto, pois sempre foi do tipo que marcou as pessoas com quem teve contato. Ordinário nunca. extraordinário sempre.
E como todo ser humano inteligente, Francisco sofreu para se ajustar ao seu tempo, às exigências impostas pela sociedade vigente. E não decepcionou. Mostrou-se exímio no que se propôs a fazer.
Ao se tornar pai, foi presente, da sua forma. Era do tipo que parava para brincar e o fazia por querer, não por obrigação.
Perigoso, talvez por não suportar viver sem intensidade, partiu bem antes do que esperávamos e deixando várias peguntas no ar. Surpreendeu mais uma vez. Para trás ficaram memórias, histórias de um garoto que viveu a vida à 300km por hora, sem nunca pisar no freio. Francisco explorou possibilidades, estilos de vida. Soube valorizar o que realmente é importante. Não tenho dúvidas que viveu, em 30 anos, o que a maioria não consegue fazer em dois séculos. São pessoas como Francisco que viram mito.
No momento, visualizar o futuro não é fácil, mas esperarei o dia em que ouvirei, em um grupo de adolescentes, eles comentarem de um garoto e suas peripécias.
Alguns anos mais tarde, Francisco passou a ser Perigoso. Deixou de destruir eletrônicos para arrebatar os corações das adolescentes de Lagoa da Prata. E o fez com a modéstia de um verdadeiro galã e a galinhagem de um grande Don Juan. Não sei de onde saiu o apelido, mas o fazia justo. Aquele garoto, recém chegado à cidade era mesmo um perigo para as garotas. Muito inteligente, esperto e diferente dos garotos que conhecíamos. Sem contar que poucos, muito poucos tinham uma beleza física próxima à dele.
Além disso tudo, Francisco, desde cedo, comandava os rumos da vids. Sabe aquele ditado de que é melhor viver um dia como leāo do que sem como cordeiro? Perigoso desde criança abraçou a vida como um felino.
Com o passar dos anos fui perdendo contato. Não que tenha tido muito. Era apenas um aceno com a cabeça, ou o trivial "ei, tudo bem?" ou "como está?". Mesmo assim, as notícias sempre chegavam. E Francisco era o tipo de pessoa que nunca foi necessário perguntar. Ele era assunto, pois sempre foi do tipo que marcou as pessoas com quem teve contato. Ordinário nunca. extraordinário sempre.
E como todo ser humano inteligente, Francisco sofreu para se ajustar ao seu tempo, às exigências impostas pela sociedade vigente. E não decepcionou. Mostrou-se exímio no que se propôs a fazer.
Ao se tornar pai, foi presente, da sua forma. Era do tipo que parava para brincar e o fazia por querer, não por obrigação.
Perigoso, talvez por não suportar viver sem intensidade, partiu bem antes do que esperávamos e deixando várias peguntas no ar. Surpreendeu mais uma vez. Para trás ficaram memórias, histórias de um garoto que viveu a vida à 300km por hora, sem nunca pisar no freio. Francisco explorou possibilidades, estilos de vida. Soube valorizar o que realmente é importante. Não tenho dúvidas que viveu, em 30 anos, o que a maioria não consegue fazer em dois séculos. São pessoas como Francisco que viram mito.
No momento, visualizar o futuro não é fácil, mas esperarei o dia em que ouvirei, em um grupo de adolescentes, eles comentarem de um garoto e suas peripécias.
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