domingo, 21 de dezembro de 2008

Balanço de 2008

Qual roupa você vai usar em 2009? Qual a simpatia deste ano? Já encontrou o after party do natal certo? E a pessoa para o beijo da virada de ano? E o vinho? o espumante? Será o mesmo do ano anterior ou você apostará em algo novo? terá destilado? E os alimentos da ceia? A entrada… os convidados… os presentes… as lembrancinhas… A semana de folga e para isso as milhões de horas extras que precisa fazer para descansar um pouco. Isso sem contar que para descansar uma semana é necessário trabalhar pelo menos duas com jornada dobrada antes e pelo menos uma depois.

São tantas coisas que não conseguimos às vezes parar para conversar com os amigos ou pensar em como foi o seu ano. As coisas que deveriam ser importantes na vida, afinal, são delas que você se lembrará quando o presente for apenas uma lembrança de sua história; E os amigos seus únicos companheiros [incluso aqui a família]. Afinal, tem um livro que diz: “existem amigos que são mais próximos que irmãos”. rsrsrsrs…

Há cerca de um mês uma amiga me enviou um e-mail. Acho até que já falei sobre isso aqui. Mas é que depois disso, começei a ligar informações, e a pensar cada vez mais no assunto.

Olhando por um pensamento capitalista meu ano não poderia ser pior: fui demitida. ganho um salário ridículo para trabalhar o triplo para o qual fui contratada. Três pessoas em quem confiava traíram minha confiança e por isso aprendi que fazer meu trabalho para ajudar o outro é a melhor forma de morrer cedo e se tornar o bombril não valorizado.

Olhando pra mim, 2008 foi um ano que terminou bem. Vi que tudo o que tenho [o que significa nada] consegui por mim e não pelos outros. Coisa que até 2007 não era possível. Voltei ao peso que queria. Tive oportunidades de aprender coisas maravilhosas – aquele tipo de coisa que aparece em sua vida apenas uma vez, para mimapareceram 4 vezes. Também aprendi a viver com menos do que ganho. Reaprendi a olhar a cidade e entender porque amo tanto a vida urbana.

Atravessar o centro de BH durante a noite à pé é uma experiência que sempre que se repete você percebe algo novo. nunca é a mesma coisa e isso é interessante.

Também voltei a conviver mais com a diversidade brasileira e isso é algo magnífico. O aprendizado, a chance de ver pessoas que tem feito a diferença e ajudado a mudar o local em que vivem. A chance de poder mostrar isso às pessoas e assim incentivar outras a fazer o mesmo é fantástico.

Acredito também que cresci mais como ser humano e vejo que tenho tentado agir mais dentro do que acredito ser o certo independente do que os outros pensem.

Esse foi um ponto muito importante para mim este ano. Deixar meu eu aparecer independente de onde ou com quem eu estou ‘set me free’. Fiquei mais leve. não que eu vá explicar o que isso signifique ou parar para falar sobre o assunto. Compreendi que se tenho uma visão tão diferente de algumas coisas é porque eu sou assim: maluca, doida demais ou muito careta. Os pontos de vista variam. E quem disse que eu esperava que eles fossem iguais? Assim como o que você achou do meu saldo. Para mim foi o melhor dos últimos anos e há tempos eu não me sentia mais leve como agora. Claro que ainda existe muito o que trabalhar e muito o que descobrir e mudar para que eu consiga atingir a meta para uma boa qualidade de vida segundo a  WHO:

- alimentação saudável

- família / amigos

- atividade física

- vida sexual resolvida

Não espero conseguir tudo isso em 2009, ou em 2010. Mas sei, ou melhor, acho, que tenho tempo para pelo menos descobrir o que quero ser. Ou como realizar meus sonhos e continuar trabalhando com o que amo. Melhor do que isso: como unir os dois.

 

O Último Sortilégio - Fernando Pessoa

"Já repeti o antigo encantamento,
E a grande Deusa aos olhos se negou.
Já repeti, nas pausas do amplo vento,
As orações cuja alma é um ser fecundo.
Nada me o abismo deu ou o céu mostrou.
Só o vento volta onde estou toda e só,
E tudo dorme no confuso mundo.
"Outrora meu condão fadava, as sarças
E a minha evocação do solo erguia
Presenças concentradas das que esparsas
Dormem nas formas naturais das coisas.
Outrora a minha voz acontecia.
Fadas e elfos, se eu chamasse, via.
E as folhas da floresta eram lustrosas.
"Minha varinha, com que da vontade
Falava às existências essenciais,
Já não conhece a minha realidade.
Já, se o círculo traço, não há nada.
Murmura o vento alheio extintos ais,
E ao luar que sobe além dos matagais
Não sou mais do que os bosques ou a estrada.
"Já me falece o dom com que me amavam.
Já me não torno a forma e o fim da vida
A quantos que, buscando-os, me buscavam.
Já, praia, o mar dos braços não me inunda.
Nem já me vejo ao sol saudado ergUida,
Ou, em êxtase mágico perdida,
Ao luar, à boca da caverna funda.
"Já as sacras potências infernais,
Que, dormentes sem deuses nem destino,
À substância das coisas são iguais,
Não ouvem minha voz ou os nomes seus.
A música partiu-se do meu hino.
Já meu furor astral não é divino
Nem meu corpo pensado é já um deus.
"E as longínquas deidades do atro poço,
Que tantas vezes, pálida, evoquei
Com a raiva de amar em alvoroço,
lnevocadas hoje ante mim estão.
Como, sem que as amasse, eu as chamei,
Agora, que não amo, as tenho, e sei
Que meu vendido ser consumirão.
"Tu, porém, Sol, cujo ouro me foi presa,
Tu, Lua, cuja prata converti,
Se já não podeis dar-me essa beleza
Que tantas vezes tive por querer,
Ao menos meu ser findo dividi
Meu ser essencial se perca em si,
Só meu corpo sem mim fique alma e ser!
"Converta-me a minha última magia
Numa estátua de mim em corpo vivo!
Morra quem sou, mas quem me fiz e havia,
Anônima presença que se beija,
Carne do meu abstrato amor cativo,
Seja a morte de mim em que revivo;
E tal qual fui, não sendo nada, eu seja!"

O Releituras, com essa poesia, junta-se àqueles que comemoram a passagem dos 120 anos do nascimento do autor (1888-2008).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo
Glückliches Neues Jahr
Nytar
Feliz Año Nuevo
Felicigan Novan Jaron
Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu

Atitude

A partir de 19/12 no Atitude tira o site do ar para uma reformulação e nasce o blog da Dani, o blog da Redação e uma área só para você assistir aos programas antigos.

acesse: www.programaatitude.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

take a risk, take a chance... make your life happens...

Há algum tempo tenho acompanhado a história de uma pessoa que optou por não morrer.
cerca de 10 anos atrás ela começou hemodiálise à espera de um rim. O dodor não apareceu. E já há dois anos os médicos avisaram que nem um doador ajudaria. Ela iria partir em breve. De lá para cá internações sao constantes. Já foram duas cirurgias cardíacas. Uma infecção hospitalar generalizada e várias contas de telefone altíssímas já que toda vez que eka chega ao hospital os médicos não dão 24 horas de vida. E uma semana depois lá está ela. Sem os cuidados necessários, tendo que fazer as coisas dentro de casa, preocupada com os filhos e o marido.
Nos últimos 4 dias foram 5 paradas cardíacas. Na terceira a equipe médica demorou 15 minutos para conseguir trazê-la de volta.
Hoje, novos problemas: o hospitaa em que ela está não tem máqiona para fazer hemodiálise e ela está no CTI. Outro obstáculo que com certeza ela vencerá.
Afinal, são poucas as pessoas que dizem que viram uma luz mas preferiram não ir até ela. Que disse que quando vê a morte avisa que ela pode virar e ir embora porquêainda há muito o que fazer.
Exstem pessoas, e eu não posso me excluir, que quando chegam os problemas, as dificuldades em aceitar mudanças que pensam em tirar a própria vida.
Um dia, entrevistando uma pessoa que vai a presídios há 15 anos que disse que detro das penitenciárias é possível ver muito mais o amor das pessoas por Deus do que dentro da igreja.

É a questão de satisfação que nunca se preenche. Faz parte do ser humano. É assim e pronto! rs...
E pela perseverança. Por se manter em pé quando todos consideram impossível. Por ver a vida nos pequenos detalhes do dia-a-dia e não em quanto tem na conta bancária. Em ter filhos aduktos e bem situados na vida. A ter um companheiro de longos anos. E sempre, mesmo dentro de um CTI ou sem forças para sair da cama ela continua brincadeira Á mulher que vence a morte há anosm

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amo natal mas resolvi entrar em greve

Esta postagem merece um video ou algo assim e por isso, quando terminar de escrevê-la colocarei algo do tipo.
Este ano resolvi virar o Grinch e ser contra o Natal. Dingolbel ainda é mto legal. E as musiquinhas cantadas pela turma da Disney continuam sendo o máximo. Mas ficar o dobro no tempo pq tá todo mundo na rua comprando presente não dá! 
ESTAMOS EM CRISE!!!!!
Hoje, saí 40min antes do horário que sairia para estar em um lugar se não fosse o fato de eu ter ficado quase o dobro do tempo encima de um viaduto que me levava ao centro da cidade. Quase tive um treco. Aí desci e andei dois quarteirões em meio à milhares de pessoas, que não sei como, cabiam na pça 7 para pegar outro ônibus. Final da história: 5 min de atraso e um taxi para apressar a chegada.1
Por isso greve! acabem com o consumismo. Já que não estão comprando saiam das ruas! fiquem em casa e aproveitem para investirem seus rendimentos em aplicações, f'érias, imóveis... qq coisa que deixe a rua livre, afinal não é todo o mundo que está de férias.

Filme: Ensinando a viver

peguei esse filme na locadora esses dias entre outros 6. Dos 5 primeiros, dois já havia tentado ver, mas de tão ruim, não tinha conseguido e continuo assim. Só que agora estou um pouco mais a frente em um deles. rs...
O sexto que eu vi foi o melhor: uma criança que ensina um adulto a viver. A história não é bem essa que senão seria o maior de todos os clichês. Mas a forma como tudo é construído e como precisamos entender que crianças são seres estranhos ao mundo em que vivemos e que se não forem guiadas se perderão sim. Um filme com uma lição linda. Uma direção muito bacana. Só não é melhor do que o roteiro e a interpretação do menino, que agora não me vem o nome, mas como me disseram 'deveria ter recebido um Oscar'.
Caso tenha duas horinhas livre e esteja afim de um programa que a deixe bem humorada e pensativa pode ir quente. Crianças são permitidas. por mais que não acredite que te farão companhia nessa jornada. rs...

PS: não sabia que Vicky Cristina Barcelona era do Woody A. O q pra mim é algo mto interessante uma vez que durante o filme eu pensei: 'isso é a cara do W.A.'; 'Esse filme é a desculpa de W.A. para mostrar pq casou com a filha'. Aí, tô eu recomendando o filme a uma amiga que me diz: 'eu não gosto de W.A.'. 
Estranho quando cai a ficha de algo que estava na sua frente o tempo todo o vc não percebia. rs...  

num liga, num recebe num envia mensagem. Só manda a conta

A operadora de telefonia Oi resolveu transformar todos os seus clientes em 'ligadores'. 
Essa é a única explicação que encontrei para responder às seguintes questões: pq eu não recebo ligações e só mensagens de 'Oi ligou'? E isso horas depois da ligação? Pq eu ligo para o telefone que está ao meu lado e dá sinal de ocupado se eu vejo que não tem ninguém na linha? Pq minhas mensagens não chegam? Para que possamos retornar a todos que nos ligaram. E quando o 'Oi Ligou' dispara e resolve enviar uma série de mensagens de que o número X ligou e isso nunca aconteceu? Para vc ligar mais e mais e começar 2009 devendo até o salário do próximo dezembro para a empresa. Não acredito em outra explicação. Será que existe alguma? No site da oi não consta nenhuma. reclamações de clientes insatisfeitos estão em todos os lugares. De Oiapoque à Pátio Savassi. Só a Anatel que não se pronuncia sobre a queda da qualidade de atendimento das empresas que tem deixado os clientes cada dia mais de lado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona

Estava doida pra ver esse filme. primeiro os atores, depois o nome que me chama muita atenção. Aí, se não sobrasse mais nada um dia entrei dentro da sala e vi 15 minutos dele. Amei. Sabia que precisava vê-lo todo. Tem tudo o que gosto: parece blockbuster mas tem cara de filme europeu. Mas no final o que mais gostei foi de como conseguiram passar uma mensagem tão simples de uma forma diferente. Inovadora seria impossível.
E isso me fez pensar nas barcelonas que abandono sempre que vem o frio na barriga. Na Cristina e na Vicky que vivem dentro de mim. Se fosse o bom senso de uma e a vontade de se deixar levar pela vida da outra eu seria o equilibrio em pessoa, mas não. Tenho a procura insaciável pelo que não sei o que é e portanto uma insatisfação constante. Somado a isso entra o medo de me machucar e por isso preferir ater-me ao plano como se Barcelona nunca tivesse existido. Ou fosse um sonho. O problema é até que ponto uma pessoa vive assim? O que acontece quando chega o ponto final? Existe tempo para mudanças? Quando saber se estou embarcando para Barcelona ou Paraguay?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

mer

taxi na Antonio Carlos é tão raro qto encontrar uma promoção de verdade. Mesmo que seja em bazar ou coisas do tipo. devo ter andado uns 3km até desistir e ir até o aeroporto a pé para pegar um. quase não passa e quando passa nao param. ótimo. uma maga. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

não podia deixar essa frase fora

 

IFY terminou com a frase: “filho é o aborrecimento opcional o resto é acidental” Domingos – psicanalista

Nem tudo se aplica em 100% dos casos. Na frase acima então o que mais temos são aborrecimentos opcionais acidentais andando nas ruas. Eu mesmo sou uma mostra disso. Como a maioria dos aniversariantes de novembro. rs...

domingo, 23 de novembro de 2008

já datado


backstage de gravação é assim. Uma correria, salas pequenas de dezenas de pessoas. Quando você vê o trabalho pronto, em sua TV, mesmo sendo da área é difícil mensurar o número de pessoas que trabalharam para ele ficar pronto. Esse dia tinha tudo para ficar complicado. Cerca de 60 crianças de 3 à 18 anos participaram do projeto. Sem contar as não sei quantas mil que lotavam o espaço da gravação e do templo principal. Trabalhar com criança não é algo fácil. Elas tem o tempo delas e isso precisa ser respeitado. Tudo é feito com mais cuidado. E nesse dia, já com o horário de gravação atrasado por problemas técnicos que é sempre normal houve ainda três quedas de energia elétrica. Quando ouvir o "ao vivo" pode ter certeza que nesse projeto tem pessoas comprometidas. Principalmente as crianças que fizeram o que podiam e não podiam para participarem do projeto. Sofia, a garota de blusa rosa estava um stress só por causa dos cachinhos que ela tanto queria mas o cabelo preferiu ser gravado liso. rs...
Se um dia você a encontrar peça para que conte seu testemunho. Ele é lindo e ela conta com tanta emoção, caras e bocas que fica ainda mais lindo. 

sábado, 22 de novembro de 2008

três ao cubo - o primo perfeito

Fiz 27 anos. Repensando tudo o que programei em minha vida, nada passava dos 23 quando me formava. E até hoje não tem nada programado. Algumas coisas é perfeitamente agendável. Outras... nem com um perfeito plano de 5 anos que não dependa de ninguém. O que significa dizer que você é uma ilha em um oceano que não se move. Nem milímetros.
Este ano, pela primeira vez quis comemorar meu aniversário. A primeira vez mesmo. Acho que é o momento. Depois de um tempo angustiada e triste tendo a certeza de que este seria um dos piores anos de minha vida houve uma mudança de 180 graus e os sentimentos mudaram em mim. Aí a sensação de celebrar o momento com meus amigos. Não o fato de ficar mais velha, mas de ter finalizado mais um capítulo de minha história da qual eles fazem parte e por isso os queria presente. O fato de ser uma data impar a deixa melhor ainda pra mim que não curto os números pares. Ser um número primo elevado ao mesmo primo é muito legal. Combinou com a mudança. Também é a metade do sexto ano, o que segundo a religião cristã estaria eu no momento de descanso. Para que no próximo ano a colheita seja fantástica. E no fim das contas posso contar sempre com o ditado que diz: "se tudo der errado viro hippie e passo o dia fumando maconha." rs...

Percausos da vida

Entre os livros que li este ano alguns me chamaram a atenção. "Se eu vivesse minha vida novamente" e "Uma vida inventada" principalmente, pois ambos falam no fim das contas da mesma coisa: como acontecimentos que parecem errados, complicados, dolorosos, contravensores, intensos fazem de nós os protagonistas de nossas vidas. E as vezes as palavras sábias vem de onde menos esperamos. É comum ouvir que a sabedoria vem com a idade, mas as crianças também tem muito o que ensinar afinal elas não medem ou pensam duas vezes antes de dizer nada e foi uma que me disse: "se for pecar, que peque direito". Claro que as contravenções tem consequências diferentes para nós, mas Deus as pesará da mesma forma. Assim, porque tentar viver uma vida sem grandes acontecimentos, pensando sempre na opnião alheia e esquecendo que este é o seu momento de mudar as coisas, de fazer a diferença. E um pode mudar. Em novembro eu conheci Flordelis, uma carioca que adotou 43 crianças, hoje tem ajuda de artistas para conseguir aparecendo na mídia e mantendo seu trabalho por meio de doações. Mas nem sempre foi assim. As primeiras crianças chegaram em sua casa quando ela morava em um barraco com o marido e três filhos. Um tempo depois, com a Chacina da Candelária - +-15 anos atrás - na verdade logo após a chacina a casa que antes tinham 5 e depois passou a ter 10, de repente passou a viver 39. Só crianças eram 37, 14 com menos de um ano de idade. O governo só descobriu a existência de Flor, das crianças e das condições em que viviam 9 meses depois. Para não perder os filhos ela fugiu quando o ministério público ordenou que ela devolvesse as crianças. Passou 4 meses na rua, correndo de uma casa para outra até que conseguiu ajuda. A história de Flor, a força de vontade dela em seguir em frente mesmo enfrentando toda a sociedade e ficando sozinha, sem o apoio dos amigos ou da família é linda e merece reconhecimento. Agora quem merece realmente ser ouvido sã as crianças que são cuidadas por elas. A maioria foi abondonada pela família. Não apenas pai e mãe, mas avós, tios, primos que optaram por não terem "mais um problema em sua vida". Uma das garotas que conversei, de 13 anos, tem 5 irmãos. Dois estão com tios que ela não sabe onde vivem. Outras duas vivem com ela na casa da Flor. Uma tem 3 e a outra quase 2 anos de idade. A mais nova parece ter nascido enquanto a família vivia nas ruas. Mas a garota não consegue se lembrar de tudo com detalhe. Sabe que a casa foi incendiada por traficantes que cobravam uma dívida do pai. A mãe sumiu levada pela polícia, mas não está presa. Mesmo demostrando estar feliz e integrada na casa ela ainda chora e clama para que a mãe apareça para dizer apenas que está bem. E eu prefiro nem contar as experiências que essa garota viveu enquanto estava nas ruas.
Outra, 9 anos, vive com uma irmã de 12 na casa de Flor, foi parar lá há 1 ano. Um ano depois que a mãe morreu. O pai chegou a conclusão que não teria condições de criar as filhas. A avó encontrou então a casa da Flor e as deixou lá. No início o pai aparecia há cada 15 dias e levava as garotas para passear. Há 6 meses ele deixou de ir. Os soluços quando ela começa a contar a história é de partir o coração. A necessidade de carinho e atenção dessas crianças é enorme. Quando saio de matérias assim vejo como minha vida foi fácil. Quando leio sobre a vida de Maitê Proença percebo como precisamos atravessar as adversidades, aprender com elas e seguir em frente tentando ajudar ao máximo quem está vivendo aquela situação. Afinal, essas experiências são terríveis de serem vividas. Por crianças que deveriam sonhar em serem superhomens ou modelos sonharem com comida, carinho, e em não serem abusadas chega a um nível de perversão humana que fingimos não existir. Deve ser uma das formas egoístas - que Nietzsche tanto gosta de falar em seus livros como "Ecce Hommo" - de sonhar que vivemos em nossos perfeitos universos e que não ter o último modelo daquele produto é o nosso maior problema.
Ver o outra lado da realidade não é fácil. Conviver com ela também não, mas é o melhor que pode nos acontecer. Pelo menos pra mim, toda vez que saio para fazer um trabalho e converso com pessoas que vivem com tão menos do que nós e curtem mais a vida, os pequenos detalhes, porque no final das contas são as coisas do dia-a-dia que fazem a diferença. Uma amiga minha escreveu um texto um dia desses falando de como as pessoas não olham o lado emocional quando param para fazer o balanco anual. Enquanto lia o texto fui pensando em meu ano. Minha conclusão é que este foi um excelente ano para mim como pessoa. Cresci muito. Eu falar assim parece presunção até porque fui despedida, não tenho perspectivas de futuro, mas acho que estou mais calma, mais positivista. Claro. continuo acreditando cada dia menos na sociedade, mas tenho visto que eu posso fazer a diferença, que preciso vencer meus mamutes e estou me sentindo cada dia mais forte para poder enfrentá-los.
Quando vier um problema não trave. Pare e pense em como passar por ele e como ele te ajudará no futuro. Aos 12 anos fiz curso de modelo e manequim porque minha mãe queria e hoje as noções que adquiri 15 anos atrás ajudam em meu trabalho. Um ano depois fiz um curso de tapete arraiolo e de artesanato envolvendo culinária. E no meu primeiro estágio esses conhecimentos me ajudaram a facilitar meu trabalho e a quem o acompanhava entendiam melhor o que tentávamos ensinar. Porque em 5 minutos ninguém aprende a fazer um sabonete. rs...

domingo, 9 de novembro de 2008

o combinado não sai caro

você já parou e pensou no que rola quando você resolve aceitar algo que se convence de que vai ser legal, mas sabe que está entrando em uma fria??? Digo: por mais que pareça proveitoso, uma hora ou outra a coisa muda e aí a realidade que você tanto evitava vem à tona. Também pode ser TPM. vá saber.
Pode ser a pressão da família, a minha, a idade que está chegando, não sei o que é. Na verdade até sei mas não tô afim de dizer.
O que incomoda é a realidade. Chega um ponto em nossa vida que se torna impossível fugir dela e temos que enfrentar os problemas de frente.
Eu cheguei nesse momento. Até fui bem sucedida. Por anos consegui fugir deles, me esconder atrás do que faço bem e deixar os traumas ali para um dia serem tratados. Mas aí... vem a vida e bagunça tudo que não estava dando tão certo, mas que ia indo igual casamento por conveniência. É difícil, mas dá pra fazer. rs...
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terminei de ler um livro meio biografia que é  fantástico. Lendo ele me identifiquei com uma série de questões que me levaram a pensar no passado. Na morte do meu pai, em como lidei com a situação, em como as crianças enfrentam a morte e a questão de se entregar à vida.
Eu tenho muito cuidado com as decepções e por isso não me entrego a nenhum tipo de emoção. Me abrir, só com quem confio. No mais brinco, zouo e desvio o assunto antes dele chegar em mim. Fiquei até muito boa nisso. O que acaba fazendo que cada um pense uma coisa de mim. Acho que justamente porque são poucos que realmente me conhecem e sabem quem eu sou.

lendo o livro tive muita inveja da autora em como ela se entregou à vida. Às experiências sexuais e espirituais que tanto deixo de lado. fazê o quê? É a maldita criação cristã de represssão que nossa sociedade cuida dos filhos. Posso dizer que se existe a outra metade da laranja, a minha é Maitê Proença. rs...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

mesmo para uma sociedade de espetáculo tem coisa que é demais

as pessoas precisam se posicionar mais quando o assunto é a cobertura da mídia em casos como o da Eloá. Despreparo da polícia paulistana e falta de carácter da imprensa capitalista fizeram uma última vítima porque se os policiais estivessem mais preparados e a imprensa cumprido o código de não entrar na função de segurança pública e atrapalhar a ação de quem deveria fazê-lo, a garota poderia estar viva. Transformar um perturbado emocional em celebridade nacional enquanto ele espanca e mantém uma adolescente refém por mais de 80 horas? Onde chegaremos? Daqui a pouco as crianças assistirão execussões no café da manhã e tortura no almoço???
Onde está o acordo entre cavaleiros que a mídia brasileira fez após a morte de Tim Lopes? Ela alguma vez existiu? mostrar a arte de um psicopata não é o mesmo que mostrar o trabalho de um pixador ou o suicídio de alguém? isso não vai apenas dar visibilidade e levar a aumentar os índices???
tudo bem que tudo é notícia, mas colocar assassino para falar no ar é retratar a notícia do lado errado. Claro que temos que dar direito dos dois lados expressarem sua opnião e que a imprensa não deve julgar. Mas corta o papo e veja a realidade. Mídia forma opnião e se posiciona a partir do momento que faz o seu recorte sobre aquela situação. Não sei o que a família da garota fará, mas se fosse a minha a mídia e a polícia seriam processados. Processo não trás ninguém de volta, mas regulamenta a sociedade que só pensa em dinheiro.

ces't la vie

hoje tive um dia diferente. Fui ao cinema à tarde, manicure e pedicure no horário de almoço. Lanche com amigas à tarde e risos ao telefone. Até cogitei uma massagem!!!
Como seria gostoso ter mais dias assim na minha vida. Mas é a adrenalina dos outros dias que tornam dias como este tão saborosos. Amanhã as coisas voltam ao normal, ou o mais próximo que pode chegar pois, como disse um amigo: nunca seremos normais e isso é que faz de nós quem somos.

Este final de semana cheguei à algumas conclusões:

o sono tem efeito parecido com o do alcool em nosso organismo. Tem o estágio do cansaço, da irritação, da euforia... Várias pessoas viradas em um espaço é o mesmo que ter um monte de bêbados no lugar, mas sem o bafo da marvada da catiaça. rs...

trabalhar em time só funciona se quem deve ser responsável pelo departamento estiver por perto. Tribo sem cacique se desfaz rapidamente. Vários caciques geram o mesmo efeito.

"quem não sabe inventa" - essa frase é muito dita pela minha família. A pessoa pode até inventar. Ser criativa e se manter por um tempo, mas vai cair rápido. Assim que alguém mostrar a verdade.

a vida pode acabar em um piscar de olhos. estranho saber que estamos tão volúveis à situações que nem imaginemos e continuemos vivendo o dia como se pudessemos fazer as coisas amanhã. Será que vai haver amanhã???

PS: hj o salão  em que faço manicure e pedicure colocou um comunicado na entrada: devido às ocilações de mercado não aceitarão mais cartões de crédito. Cada um usa a crise como a disculpa que precisa para mudar as coisas. hehehe

Sobre a Vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

 

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
 
A vírgula pode ser ofensiva.
Não quero comprar seu porco.
Não quero comprar, seu porco.

Uma vírgula muda tudo.

 

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

 

Detalhes Adicionais


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

 

=> Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
=> Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

domingo, 12 de outubro de 2008

odeio a argentina

nada contra o povo, mas eles devem ter sido a inspiração para o curta "O dia que Durval desafiou a guarda". Só assim para manterem funcionários tão inexpressivos e medrosos na alfandega

domingo, 5 de outubro de 2008

acabou

o período eleitoral é denso e cheio de expectativas. Deve ser por isso que agora que os resultados saíram eu sinta uma sensação de que alívio. O bom do sentimento de dever honrado é que ele dura pouco e volta sempre que mais uma etapa é vencida.
Interessante como são as coisas: na última semana conversei com uma série de pessoas e algumas falaram sobre a primeira impressão que elas tem de mim.
não sei porque, mas depois de um tempo de convívio essa impressão mudou. Hoje, logo antes de pegar a estrada ouvi que uma pessoa que não convive comigo e mal me conhece já traçou um perfil meu e saiu espalhando por aí. Ei!!! vc não me conhece e fala de mim como se eu pudesse ser lida de forma linear. Seres humanos são complexos. Na vida o preto se mistura com o branco e forma o cinza. Por isso, eu gostaria de pedir: julgue vc mesmo e vê se me esquece.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

segundo semestre

o blog estava de lado por uma série de mudanças em minha vida. Primeiro descobri q estava sendo velada. Aí fiquei me velando até decidirem o que fazer. Isso gerou um baita de um stress. Quando sai: mais caos. O q fazer qdo vc gosta de fazer  o que faz, mas não sabe se deve continuar fazendo aquilo? e se isso nao for o certo? Pensar o que fazer no presente para traçar o futuro é algo muito arriscado. É a mesma coisa que colocar seu dinheiro em um fundo arriscado. Só que dinheiro vai e vem. A vida é uma só e não dá para voltar atrás como fazemos em um filme ou simplesmente apagar o que está errado, ou os caminhos mal trilhados. É preciso enfrentar o passado no futuro e tomar as ações pensando que se as coisas seguirem um rumo que você calcula tudo dará certo... é complicado. um rumo independe de você, que não é um universo isolado mas faz parte de um organismo vivo que é alterado o tempo todo.
Como seria mais simples se eu não vivesse em um mundo consumista e capitalista. Ou melhor: que eu não fosse parte dele. Assim, poderia sonhar em viver a pacata vida de acordar, trabalhar, socializar, dormir. Mas o 'querer mais' que a sociedade nos impôs traz agitação, nervosismo, inseguranças, doenças, problemas sociais...Agora some isso a alguém que ama ser útil. Pronto! vc e eu conseguimos visualizar o problema. Só preciso entender como sair dele. Quem curte ser útil, curte desafios e -quando quer- é determinada não encontra meios de sair desse bololo que se torna sua vida até porque uma pessoa assim pensa muito e muito mas muito mesmo quando precisa tomar uma decisão que mude os rumos. Mesmo que seja o de virar ou não uma esquina antes. Tudo é planejada antes. E com poucas chances de dar errado. na noite anterior aquela roupa para o trabalho já foi escolhida, a rota para o trabalho já está trilhada e todo o dia esqueletado na mente. Algo de um compulsivo obsessivo que tenta ao máximo não parecer sê-lo. Êita famosa indefinição. E que provavelmente nasceu lá atrás no medo de não corresponder ao que as pessoas esperam de você.
Uma pessoa já dizia que todos temos um lado desequilibrado na vida. O meu sou eu. Estranho mas real. decisões não são um problema pra mim. eu as tomo o tempo todo e consigo analisar os prós e contras com rapidez, mas quando o assunto é a minha vida: aí entram os meus superegos que são exteriores. São eles que puxam a minha orelha quando estou passando dos limites. Tudo bem que pensamos diferente. Mas o superego tem essa função mesmo. Deve ser por isso que o meu é a minha família e alguns amigos. Isso as vezes enche, mas é assim mesmo. Eu tenho um vício e ele se chama trabalho. E quanto mais eu tenho, mais eu mudo minha rotina para me adaptar a ele.  Coisa de dependente em algo mesmo.
E essa foi uma dependencia foi algo sonhada e desejada por boa parte de minha vida. Enquanto muitas queriam casar com o Conrado, meu máximo era namorar o Kent. Queria ser cientista, economista, médica. Filhos, marido, casamento!!! eram coisas que minha mãe fez. E não é difícil entender os motivos quando se faz uma análise antropológica do case: minha personalidade foi formada durante a década de 80 em que o feminismo estava em seu auge e se dizia não precisar em nada do homem. A mulher que vencia sozinha tudo. A princesa era quem salvava o príncipe das garras do dragão. Não que eu seja assim, mas o trabalho - algo forte naquela época - ficou em mim. Sempre foi minha prioridade. E isso não é bom. Quando começo a ser velada, por exemplo, ou estou desanimada a situação fica complicada. É aí que vejo a importância de ouvir. São nesses momentos que percebo que os sacrifícios não compensam. Que dizer não é mais importante do que o sim, pois as vezes o não é o sim do futuro para uma vida mais saudável e estável. Difícil é seguir os conselhos do superego. dizer sim a ele e não ao desejo. Por que não podia ser mais da filosofia: "não tente entender, tente viver"?