quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

taxista oportunista

agora estou muito cansada, mas postarei os dados de um taxista muito oportunista que cobrou retorno de nova lima para NL. amanhã….

Benjamin Button

filme incrivelmente fantástico com o maior número das mais célebres frases de auto-ajuda que já vi em um filme. E ainda continuo acreditando que a vida deveria ser daquele jeito. Para quando a juventude chegar vir com ela também a sabedoria que só existe na base da pancadaria

sábado, 14 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

o corpo não fala, mas demonstra que é mara

Se homem é um produto do seu meio, isso significa que ele é moldável e se ajusta a qualquer condição. É só ter perseverança. Certo? Eu acredito que sim.

O problema é a adaptação… eita período difícil. Hoje, em pleno horário de almoço, voltei em 2005. Sensação de dor no peito, um perto; falta de ar, tremedeira… lá volto eu aos sintomas de crise do pânico provocado por stress.

O sono, após tomar o ansiolítico é enorme. gigantesco. aff…

DÁ PRA ADAPTAR LOGO PORQUE NÃO QUERIA TE DIZER, MAS EM DUAS SEMANAS A COISA SÓ VAI PIORAR…

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

julgar

odeios pessoas que fazem isso. Ainda mais quando o teto da casa delas também é de vidro…

sábado, 7 de fevereiro de 2009

life suck’s

Beninni disse que a vida é bela. Mas por mais que gostaria que isso fosse verdade sou mais Nietzchiana/Freudiana. E porque nos enganamos tanto???

Ontem estive em um funeral. Cheguei à uma conclusão: eu não quero um funeral. É um momento de espera e dor que cada um deveria passar da sua forma e não do modo como a sociedade nos dita.

Eu vivo minha dor na solidão. Meus momentos com essência muito humana prefiro a distância. Prefiro resolê-los sozinha, em meu canto. Já tem os que preferem companhia. Então por que aceitar as convenções sociais???

Ando de saco cheio delas e de suas imposições. Quero viajar no carnaval. Quero ser eu o tempo todo sem me preocupar com quem está ao meu lado. VIver pela minha ética, meus princípios é errado só porque eu não quero seguir a corrente?

Meu eu é tão difícil para os outros????

E depois perguntam porque amo tanto o Carnaval. Nesses dias de baderna, esbórnia, loucuras, e tudo o que você pode achar errado, eu vejo as pessoas como elas realmente são. Sem medo de julgamento. É a festa da liberdade. E o estranho é que nos lugares já lembrados anualmente para essas celebrações a violência não aumenta. Diamantina, por exemplo, de quinta à terça [meia-noite] a cidade vê o número de moradores praticamente dobrarem e o nível de violência segundo a cidade se mantém.

Este é mais um ano de mudança em minh vida, de cumprir metas que estipulei há um tempo na tentativa de construir um plano a longo prazo. Mas sei lá. Acho que tá na hora é de chutar o balde.

cansei…

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

José Alencar

impressionante como uma pessoa tão distante e inexpressiva em minha vida pessoal pode transformar e agitar toda a minha rotina.

aff… esse negócio de ninguém da família querer falar sobre o assunto

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

primeiro dia de trabalho

interessante o frio na barriga que o primeiro dia em um novo emprego causa na gente. Até começar mesmo a trabalhar eu fiquei toda apreensiva.

Produzo personagens da pauta de outras pessoas. E às vezes, o que parece ser a coisa mais fácil não é lembrada nunca. Dica importante: até às 17:00 você conversa com corporações e associações. depois disso é fonte. Mas no final deu tudo certo. Até porque quando cheguei. o meu eu mesmo. Sem nenhuma firula para enfeitar, estava melhor do que no dia da entrevista em que usava um moleton [tudo bem que era da última coleçao e tinha um estilo urban] e uma camiseta larga com a blusa de baixo aparecendo. rs…

nesse dia um amigo, que é meu chefe, chegou pra mim na entrevista e já foi perguntando: isso aqui é uma entrevista de emprego ou você veio pedir algo???? rs…

 

PS: assim que as coisas voltarem ao normal eu volto a atualizar o site

PS2: tem muita coisa acontecendo mas to com preguiça de escrever e preciso acordar em poucas horas

PS3: esse tanto de pssss é só pq to com saudades da potiguá Thais :)

PS4: e do Homba e da galera do pgm e da família

PS5: eu não esqueci dos videos. Minha cabeça tá vervilhando

PS6: essa coisa de Pssss pega que é uma loucura!!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Homens

o texto abaixo eu recebi por e-mail e é engraçado como todos os que recebemos diariamente, mas resolvi postá-lo

Homens...

*Os homens bons são feios.
*Os homens bonitos não são bons.
*Os homens bonitos e bons são gays..
*Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados ou tem namoradas.
*Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
*Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
*Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não
acham que somos suficientemente bonitas.
*Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro, são covardes.
*Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos eNUNCA DÃO O PRIMEIRO PASSO!
*Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.
AGORA... QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?

MORAL DA HISTÓRIA:
Homens são como um bom vinho. Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Socorro!!! mudei esse texto

você pode se decepcionar com o que estou fazendo que é retirar o post que estava aqui, mas criei este blog e um dos motivos é poder escrever nele o que estou pensando, vivendo. E as vezes as coisas mudam… O que não muda é o compromisso de não alterar o texto. deixá-lo desconexo como é o meu pensamento e com todos os erros de gramática e portugues que acontecerem enquanto ele é escrito.

Não me vangloreio disso, na verdade é algo que vivo tentando mudar, mas algo que faço com constância, sempre fiz, é escrever e liberar para ser lido antes mesmo de reler. por isso, quando criei o blog eu resolvi que ele seria assim, como ele é.

You Fired!

essa frase pode ser dita com facilidade pelo Trump e deve ser por isso que ele é ele e eu sou eu. O como fazer é mais apavorante do porque o fazer. Isso pra mim é tranquilo…

será que é parecido com terminar um relacionamento, afinal é um, mas profissional.

Começo com: não é você, sou eu; ou vou direto para o te acho uma pessoa incrível, mas nesse momento preciso de alguém diferente; isso seria até mais real.

droga… vou ligar e marcar tudo agora.

domingo, 18 de janeiro de 2009

notícias que nos deixam apreensivos

8/01/2009 – 19h42 – Folha de S.P

Teto da igreja Renascer desaba em SP; Bombeiros confirmam 1 morto e 35 feridos

ver uma notícia assim sempre me deixa apreensiva. Tudo bem que é janeiro e tem muita gente viajando, mas é culto de domingo e é a sede da igreja em SP. Quem estava ali? Quem ainda está? devo ligar para alguém e perguntar?

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Passeio em Dunas vira lixo

As Dunas de Natal podem não ser tão famosas quanto às de Maranhão. Mas são tão belas quanto. Ou pelo menos eram alguns anos atrás.

Hoje a região está assim:

 DSC00622DSC01379 DSC00626 DSC01234 DSC01238 DSC01266 DSC01267 DSC01268 DSC01326 DSC01348 DSC01349 DSC01350 DSC01351 DSC01353 DSC01354 DSC01356 DSC01357 DSC01359

Motivos:

  • falta de educação dos turistas que jogam tudo o que levam ou compram durante o passeio que dura um dia todo para fora do bugre ao invés de guardá-los em um saco plástico.
  • Durante o período de férias o número de visitantes aumenta cerca de 400%. A região tem estrutura pra isso, mas não quando falta apoio da prefeitura.
  • Conversando com moradores e profissionais liberais que vivem do turismo das dunas eles contaram que a situação está como é possível ver nas fotos porque desde novembro algumas prefeituras das cidades que ficam próximas de Natal não estão pagando os funcionários e o lixo não tem sido recolhido. Às margens das ruas ou em lotes abandonados, os sacos vão rasgando e o que tem nele se espalhando. O problema é que o estrago feito provavelmente não vai ser recuperado e a natureza é quem sofre mais uma vez. Em 2008, a região problematizou muito o fato de coorporações quererem comprar partes da região para a construção de Resorts e afins. A população sairia prejudicada, mas ela tem ajudado a acabar com o local e as autoridades também não conseguem fazer o trabalho como deveria. Terceirizar é assim tão ruim se quem deveria não consegue dar conta do recado?

 

o que rolou durante o passeio…

ele fez um mortal e eu resolvi gravar: meia hora depois eu gravei isso. Ele já tava todo ralado e machucado de tanto dar mortal enquanto a galera batia uma série de fotos

De volta ao lar

Voltar pra casa não é algo fácil. Tomar decisões tampouco. Até porque nas férias você deixa tudo de lado e só quer se divertir, relaxar, ler um bom livro, jogar horas de conversa fora com os amigos, não ter horários…

Agora a realidade bate à porta. Tudo o que ficou para ser resolvido em 2008 reaparece e não tem como ser adiado, pois o tempo se esgotou.

Só o que deveria se esgotar é que não acaba como o BBB-x, ou o fato de avião no Brasil mais parecer passeio para conhecer o Brasil por cima. Entrar dentro do avião e o comandante anunciar que sai de Natal-RN sentido Vitória passando por X cidades com parada em Brasília e Belo Horizonte. No fim das contas um vôo rápido ganha o mesmo tempo de SP/Miami.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

New kind of a bar

Abriu no fim de 2008 um novo bar em NY – na verdade devem ter abertos vários, mas este tem uma particularidade que merece destaque: ao entrar algo que vive com vc deve ficar de fora. E são as roupas… um Naked Bar. mto louco!!!!

A garçonete entrevistada pela FoxNews disse que as gorjetas não reduziram por conta disso. rs…

férias: sinal de engorda

conclusão do primeiro dia de férias: irei engordar

é impressionante como comemos quando não temos nada para fazer. Uma forma de substituir o tempo que passamos trabalhando fazendo algo que todos gostam. O problema: eu como por ansiedade, como tomo ansiolíotico, como por necessidade e logo são 19:30 eu estou com o estômago pronto para estourar e ainda iremos sair para jantar. Algo impresionante se você pensar que eu, inclusive, pulei o café e lanche da manhã já que fui acordada às 13:00 para almoçar. Antes do almoço uma entrada com tantos tiragostos que não consegui comer mais do que uma ostra e rejeitei uma casquinha de Siri. E quando vi: estava um prato de camarão ao molho branco e talharini na minha frente. Comi. Até porque se não comesse todos começariam a prestar artenção no que não comia. Ao chegar em casa já avisaram que em 1hora iríamos para a praia e em seguida comer açaí. Optei por 300ml de fruta gelada batida com abacaxi acompanhada de 50g de coco ralado, de leite em pó e de granola. Resultado: empanturrada. Acho que deveria beber um copo com água, mas acredito que se manteria no exôfago e a sensação não seria lá muito boa.

Ao escrever esse texto cheguei à conclusão de que ao contrário de lutarem para descansar, o que vai contra a cultura em que vivemos, as pessoas optam por comerem o que somaria 6-8 horas em um dia e trocam o trabalho abtual pelo de comer e criticam os que como eu, usam bolinhas que diminuem a ansiedade e acabam por facilitar a mudança no estilo.

embarquei para Paris, cheguei em Natal

eiffel-tower natal-rn existem coisas que só acontecem quando eu estou junta. Não é que no primeiro dia do ano eu, a caminho de RN não embarco para Paris!

Passei pela Receita e pela Alfândega para retornar ao território nacional do qual eu não sai… E a coisa mais estranha é que eu parecia uma estrangeira dentro de meu próprio país. Os estrangeiros enfrentam menos fila e são bem mais tratados do que nozes.

O mais doido é que quando passei pela Alfândega e mostrei minha passagem eu senti a mesma sensação de estar chegando do exterior com a bagagem cheia de stuffs e sair pela porta com o papel de nada a declarar aceito pelo cara da portaria.

Parte triste em tudo isso: o DuttyFree com 30% de desconto e eu sem poder comprar nada q mesmo estando em território internacional e tendo que enfrentar toda a burocracia para entrar de volta eu não tinha autorização para comprar nada ali…

Saí de casa às 17:45 e cheguei 2:30 em Natal – leve em consideração que aqui não tem horário de verão. Em Guarulhos os ônibus que nos levam da pista à àrea de desembarque estavão tão cheios que achei que alguém pediria para parar próximo à estação Tietê. rs….

Na hora de embarcar para Natal, eram tantos aviões próximos que você poderia trocar de aeronave e ninguém perceberia… Pena que o voo que pegamos para Paris havia saído duas horas antes. Senão agora eu estaria congelando em frente a Torre Eiffel. rs…

sábado, 27 de dezembro de 2008

os pequenos de uns são grandes de outros

Interessante como o problema alheio pode deixar os nossos menores, mais insignificantes. Eu não concordo muito com isso. Sempre que vejo uma história triste minhas persepções de prioridade se tornam menores e não comprar aquela roupa ou aquela sandália deixa de ser um problema. Mas o que incomoda continua incomodando.

Quando vejo a possibilidade de fazer meu trabalho e poder ajudar os outros ao mesmo tempo… não tem sensação melhor.

Hoje vi o Caldeirão do Huck. Um programa especial fim de ano em que ele ajudou uma família que tem 51 filhos no interior de Alagoas. Isso é o que gosto de fazer. Poder contar aos outros histórias de herois que estão vivos e fazendo o que podem. Como eu vou fazer isso? bem… Agora chegou o momento d’eu descobrir.

Como unir o que sei fazer com o que quero fazer e conseguir sobreviver disso? Adoraria se vc tivesse a resposta para isso, por favor me envie…

domingo, 21 de dezembro de 2008

Balanço de 2008

Qual roupa você vai usar em 2009? Qual a simpatia deste ano? Já encontrou o after party do natal certo? E a pessoa para o beijo da virada de ano? E o vinho? o espumante? Será o mesmo do ano anterior ou você apostará em algo novo? terá destilado? E os alimentos da ceia? A entrada… os convidados… os presentes… as lembrancinhas… A semana de folga e para isso as milhões de horas extras que precisa fazer para descansar um pouco. Isso sem contar que para descansar uma semana é necessário trabalhar pelo menos duas com jornada dobrada antes e pelo menos uma depois.

São tantas coisas que não conseguimos às vezes parar para conversar com os amigos ou pensar em como foi o seu ano. As coisas que deveriam ser importantes na vida, afinal, são delas que você se lembrará quando o presente for apenas uma lembrança de sua história; E os amigos seus únicos companheiros [incluso aqui a família]. Afinal, tem um livro que diz: “existem amigos que são mais próximos que irmãos”. rsrsrsrs…

Há cerca de um mês uma amiga me enviou um e-mail. Acho até que já falei sobre isso aqui. Mas é que depois disso, começei a ligar informações, e a pensar cada vez mais no assunto.

Olhando por um pensamento capitalista meu ano não poderia ser pior: fui demitida. ganho um salário ridículo para trabalhar o triplo para o qual fui contratada. Três pessoas em quem confiava traíram minha confiança e por isso aprendi que fazer meu trabalho para ajudar o outro é a melhor forma de morrer cedo e se tornar o bombril não valorizado.

Olhando pra mim, 2008 foi um ano que terminou bem. Vi que tudo o que tenho [o que significa nada] consegui por mim e não pelos outros. Coisa que até 2007 não era possível. Voltei ao peso que queria. Tive oportunidades de aprender coisas maravilhosas – aquele tipo de coisa que aparece em sua vida apenas uma vez, para mimapareceram 4 vezes. Também aprendi a viver com menos do que ganho. Reaprendi a olhar a cidade e entender porque amo tanto a vida urbana.

Atravessar o centro de BH durante a noite à pé é uma experiência que sempre que se repete você percebe algo novo. nunca é a mesma coisa e isso é interessante.

Também voltei a conviver mais com a diversidade brasileira e isso é algo magnífico. O aprendizado, a chance de ver pessoas que tem feito a diferença e ajudado a mudar o local em que vivem. A chance de poder mostrar isso às pessoas e assim incentivar outras a fazer o mesmo é fantástico.

Acredito também que cresci mais como ser humano e vejo que tenho tentado agir mais dentro do que acredito ser o certo independente do que os outros pensem.

Esse foi um ponto muito importante para mim este ano. Deixar meu eu aparecer independente de onde ou com quem eu estou ‘set me free’. Fiquei mais leve. não que eu vá explicar o que isso signifique ou parar para falar sobre o assunto. Compreendi que se tenho uma visão tão diferente de algumas coisas é porque eu sou assim: maluca, doida demais ou muito careta. Os pontos de vista variam. E quem disse que eu esperava que eles fossem iguais? Assim como o que você achou do meu saldo. Para mim foi o melhor dos últimos anos e há tempos eu não me sentia mais leve como agora. Claro que ainda existe muito o que trabalhar e muito o que descobrir e mudar para que eu consiga atingir a meta para uma boa qualidade de vida segundo a  WHO:

- alimentação saudável

- família / amigos

- atividade física

- vida sexual resolvida

Não espero conseguir tudo isso em 2009, ou em 2010. Mas sei, ou melhor, acho, que tenho tempo para pelo menos descobrir o que quero ser. Ou como realizar meus sonhos e continuar trabalhando com o que amo. Melhor do que isso: como unir os dois.

 

O Último Sortilégio - Fernando Pessoa

"Já repeti o antigo encantamento,
E a grande Deusa aos olhos se negou.
Já repeti, nas pausas do amplo vento,
As orações cuja alma é um ser fecundo.
Nada me o abismo deu ou o céu mostrou.
Só o vento volta onde estou toda e só,
E tudo dorme no confuso mundo.
"Outrora meu condão fadava, as sarças
E a minha evocação do solo erguia
Presenças concentradas das que esparsas
Dormem nas formas naturais das coisas.
Outrora a minha voz acontecia.
Fadas e elfos, se eu chamasse, via.
E as folhas da floresta eram lustrosas.
"Minha varinha, com que da vontade
Falava às existências essenciais,
Já não conhece a minha realidade.
Já, se o círculo traço, não há nada.
Murmura o vento alheio extintos ais,
E ao luar que sobe além dos matagais
Não sou mais do que os bosques ou a estrada.
"Já me falece o dom com que me amavam.
Já me não torno a forma e o fim da vida
A quantos que, buscando-os, me buscavam.
Já, praia, o mar dos braços não me inunda.
Nem já me vejo ao sol saudado ergUida,
Ou, em êxtase mágico perdida,
Ao luar, à boca da caverna funda.
"Já as sacras potências infernais,
Que, dormentes sem deuses nem destino,
À substância das coisas são iguais,
Não ouvem minha voz ou os nomes seus.
A música partiu-se do meu hino.
Já meu furor astral não é divino
Nem meu corpo pensado é já um deus.
"E as longínquas deidades do atro poço,
Que tantas vezes, pálida, evoquei
Com a raiva de amar em alvoroço,
lnevocadas hoje ante mim estão.
Como, sem que as amasse, eu as chamei,
Agora, que não amo, as tenho, e sei
Que meu vendido ser consumirão.
"Tu, porém, Sol, cujo ouro me foi presa,
Tu, Lua, cuja prata converti,
Se já não podeis dar-me essa beleza
Que tantas vezes tive por querer,
Ao menos meu ser findo dividi
Meu ser essencial se perca em si,
Só meu corpo sem mim fique alma e ser!
"Converta-me a minha última magia
Numa estátua de mim em corpo vivo!
Morra quem sou, mas quem me fiz e havia,
Anônima presença que se beija,
Carne do meu abstrato amor cativo,
Seja a morte de mim em que revivo;
E tal qual fui, não sendo nada, eu seja!"

O Releituras, com essa poesia, junta-se àqueles que comemoram a passagem dos 120 anos do nascimento do autor (1888-2008).

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo
Glückliches Neues Jahr
Nytar
Feliz Año Nuevo
Felicigan Novan Jaron
Heureuse Nouvelle Année
Feliz Aninovo
Shaná Tová
Happy New Year
Felice Nuovo Anno
Akemashite Omedetou Gozaimasu

Atitude

A partir de 19/12 no Atitude tira o site do ar para uma reformulação e nasce o blog da Dani, o blog da Redação e uma área só para você assistir aos programas antigos.

acesse: www.programaatitude.com.br

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

take a risk, take a chance... make your life happens...

Há algum tempo tenho acompanhado a história de uma pessoa que optou por não morrer.
cerca de 10 anos atrás ela começou hemodiálise à espera de um rim. O dodor não apareceu. E já há dois anos os médicos avisaram que nem um doador ajudaria. Ela iria partir em breve. De lá para cá internações sao constantes. Já foram duas cirurgias cardíacas. Uma infecção hospitalar generalizada e várias contas de telefone altíssímas já que toda vez que eka chega ao hospital os médicos não dão 24 horas de vida. E uma semana depois lá está ela. Sem os cuidados necessários, tendo que fazer as coisas dentro de casa, preocupada com os filhos e o marido.
Nos últimos 4 dias foram 5 paradas cardíacas. Na terceira a equipe médica demorou 15 minutos para conseguir trazê-la de volta.
Hoje, novos problemas: o hospitaa em que ela está não tem máqiona para fazer hemodiálise e ela está no CTI. Outro obstáculo que com certeza ela vencerá.
Afinal, são poucas as pessoas que dizem que viram uma luz mas preferiram não ir até ela. Que disse que quando vê a morte avisa que ela pode virar e ir embora porquêainda há muito o que fazer.
Exstem pessoas, e eu não posso me excluir, que quando chegam os problemas, as dificuldades em aceitar mudanças que pensam em tirar a própria vida.
Um dia, entrevistando uma pessoa que vai a presídios há 15 anos que disse que detro das penitenciárias é possível ver muito mais o amor das pessoas por Deus do que dentro da igreja.

É a questão de satisfação que nunca se preenche. Faz parte do ser humano. É assim e pronto! rs...
E pela perseverança. Por se manter em pé quando todos consideram impossível. Por ver a vida nos pequenos detalhes do dia-a-dia e não em quanto tem na conta bancária. Em ter filhos aduktos e bem situados na vida. A ter um companheiro de longos anos. E sempre, mesmo dentro de um CTI ou sem forças para sair da cama ela continua brincadeira Á mulher que vence a morte há anosm

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Amo natal mas resolvi entrar em greve

Esta postagem merece um video ou algo assim e por isso, quando terminar de escrevê-la colocarei algo do tipo.
Este ano resolvi virar o Grinch e ser contra o Natal. Dingolbel ainda é mto legal. E as musiquinhas cantadas pela turma da Disney continuam sendo o máximo. Mas ficar o dobro no tempo pq tá todo mundo na rua comprando presente não dá! 
ESTAMOS EM CRISE!!!!!
Hoje, saí 40min antes do horário que sairia para estar em um lugar se não fosse o fato de eu ter ficado quase o dobro do tempo encima de um viaduto que me levava ao centro da cidade. Quase tive um treco. Aí desci e andei dois quarteirões em meio à milhares de pessoas, que não sei como, cabiam na pça 7 para pegar outro ônibus. Final da história: 5 min de atraso e um taxi para apressar a chegada.1
Por isso greve! acabem com o consumismo. Já que não estão comprando saiam das ruas! fiquem em casa e aproveitem para investirem seus rendimentos em aplicações, f'érias, imóveis... qq coisa que deixe a rua livre, afinal não é todo o mundo que está de férias.

Filme: Ensinando a viver

peguei esse filme na locadora esses dias entre outros 6. Dos 5 primeiros, dois já havia tentado ver, mas de tão ruim, não tinha conseguido e continuo assim. Só que agora estou um pouco mais a frente em um deles. rs...
O sexto que eu vi foi o melhor: uma criança que ensina um adulto a viver. A história não é bem essa que senão seria o maior de todos os clichês. Mas a forma como tudo é construído e como precisamos entender que crianças são seres estranhos ao mundo em que vivemos e que se não forem guiadas se perderão sim. Um filme com uma lição linda. Uma direção muito bacana. Só não é melhor do que o roteiro e a interpretação do menino, que agora não me vem o nome, mas como me disseram 'deveria ter recebido um Oscar'.
Caso tenha duas horinhas livre e esteja afim de um programa que a deixe bem humorada e pensativa pode ir quente. Crianças são permitidas. por mais que não acredite que te farão companhia nessa jornada. rs...

PS: não sabia que Vicky Cristina Barcelona era do Woody A. O q pra mim é algo mto interessante uma vez que durante o filme eu pensei: 'isso é a cara do W.A.'; 'Esse filme é a desculpa de W.A. para mostrar pq casou com a filha'. Aí, tô eu recomendando o filme a uma amiga que me diz: 'eu não gosto de W.A.'. 
Estranho quando cai a ficha de algo que estava na sua frente o tempo todo o vc não percebia. rs...  

num liga, num recebe num envia mensagem. Só manda a conta

A operadora de telefonia Oi resolveu transformar todos os seus clientes em 'ligadores'. 
Essa é a única explicação que encontrei para responder às seguintes questões: pq eu não recebo ligações e só mensagens de 'Oi ligou'? E isso horas depois da ligação? Pq eu ligo para o telefone que está ao meu lado e dá sinal de ocupado se eu vejo que não tem ninguém na linha? Pq minhas mensagens não chegam? Para que possamos retornar a todos que nos ligaram. E quando o 'Oi Ligou' dispara e resolve enviar uma série de mensagens de que o número X ligou e isso nunca aconteceu? Para vc ligar mais e mais e começar 2009 devendo até o salário do próximo dezembro para a empresa. Não acredito em outra explicação. Será que existe alguma? No site da oi não consta nenhuma. reclamações de clientes insatisfeitos estão em todos os lugares. De Oiapoque à Pátio Savassi. Só a Anatel que não se pronuncia sobre a queda da qualidade de atendimento das empresas que tem deixado os clientes cada dia mais de lado.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Vicky Cristina Barcelona

Estava doida pra ver esse filme. primeiro os atores, depois o nome que me chama muita atenção. Aí, se não sobrasse mais nada um dia entrei dentro da sala e vi 15 minutos dele. Amei. Sabia que precisava vê-lo todo. Tem tudo o que gosto: parece blockbuster mas tem cara de filme europeu. Mas no final o que mais gostei foi de como conseguiram passar uma mensagem tão simples de uma forma diferente. Inovadora seria impossível.
E isso me fez pensar nas barcelonas que abandono sempre que vem o frio na barriga. Na Cristina e na Vicky que vivem dentro de mim. Se fosse o bom senso de uma e a vontade de se deixar levar pela vida da outra eu seria o equilibrio em pessoa, mas não. Tenho a procura insaciável pelo que não sei o que é e portanto uma insatisfação constante. Somado a isso entra o medo de me machucar e por isso preferir ater-me ao plano como se Barcelona nunca tivesse existido. Ou fosse um sonho. O problema é até que ponto uma pessoa vive assim? O que acontece quando chega o ponto final? Existe tempo para mudanças? Quando saber se estou embarcando para Barcelona ou Paraguay?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

mer

taxi na Antonio Carlos é tão raro qto encontrar uma promoção de verdade. Mesmo que seja em bazar ou coisas do tipo. devo ter andado uns 3km até desistir e ir até o aeroporto a pé para pegar um. quase não passa e quando passa nao param. ótimo. uma maga. 

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

não podia deixar essa frase fora

 

IFY terminou com a frase: “filho é o aborrecimento opcional o resto é acidental” Domingos – psicanalista

Nem tudo se aplica em 100% dos casos. Na frase acima então o que mais temos são aborrecimentos opcionais acidentais andando nas ruas. Eu mesmo sou uma mostra disso. Como a maioria dos aniversariantes de novembro. rs...

domingo, 23 de novembro de 2008

já datado


backstage de gravação é assim. Uma correria, salas pequenas de dezenas de pessoas. Quando você vê o trabalho pronto, em sua TV, mesmo sendo da área é difícil mensurar o número de pessoas que trabalharam para ele ficar pronto. Esse dia tinha tudo para ficar complicado. Cerca de 60 crianças de 3 à 18 anos participaram do projeto. Sem contar as não sei quantas mil que lotavam o espaço da gravação e do templo principal. Trabalhar com criança não é algo fácil. Elas tem o tempo delas e isso precisa ser respeitado. Tudo é feito com mais cuidado. E nesse dia, já com o horário de gravação atrasado por problemas técnicos que é sempre normal houve ainda três quedas de energia elétrica. Quando ouvir o "ao vivo" pode ter certeza que nesse projeto tem pessoas comprometidas. Principalmente as crianças que fizeram o que podiam e não podiam para participarem do projeto. Sofia, a garota de blusa rosa estava um stress só por causa dos cachinhos que ela tanto queria mas o cabelo preferiu ser gravado liso. rs...
Se um dia você a encontrar peça para que conte seu testemunho. Ele é lindo e ela conta com tanta emoção, caras e bocas que fica ainda mais lindo. 

sábado, 22 de novembro de 2008

três ao cubo - o primo perfeito

Fiz 27 anos. Repensando tudo o que programei em minha vida, nada passava dos 23 quando me formava. E até hoje não tem nada programado. Algumas coisas é perfeitamente agendável. Outras... nem com um perfeito plano de 5 anos que não dependa de ninguém. O que significa dizer que você é uma ilha em um oceano que não se move. Nem milímetros.
Este ano, pela primeira vez quis comemorar meu aniversário. A primeira vez mesmo. Acho que é o momento. Depois de um tempo angustiada e triste tendo a certeza de que este seria um dos piores anos de minha vida houve uma mudança de 180 graus e os sentimentos mudaram em mim. Aí a sensação de celebrar o momento com meus amigos. Não o fato de ficar mais velha, mas de ter finalizado mais um capítulo de minha história da qual eles fazem parte e por isso os queria presente. O fato de ser uma data impar a deixa melhor ainda pra mim que não curto os números pares. Ser um número primo elevado ao mesmo primo é muito legal. Combinou com a mudança. Também é a metade do sexto ano, o que segundo a religião cristã estaria eu no momento de descanso. Para que no próximo ano a colheita seja fantástica. E no fim das contas posso contar sempre com o ditado que diz: "se tudo der errado viro hippie e passo o dia fumando maconha." rs...

Percausos da vida

Entre os livros que li este ano alguns me chamaram a atenção. "Se eu vivesse minha vida novamente" e "Uma vida inventada" principalmente, pois ambos falam no fim das contas da mesma coisa: como acontecimentos que parecem errados, complicados, dolorosos, contravensores, intensos fazem de nós os protagonistas de nossas vidas. E as vezes as palavras sábias vem de onde menos esperamos. É comum ouvir que a sabedoria vem com a idade, mas as crianças também tem muito o que ensinar afinal elas não medem ou pensam duas vezes antes de dizer nada e foi uma que me disse: "se for pecar, que peque direito". Claro que as contravenções tem consequências diferentes para nós, mas Deus as pesará da mesma forma. Assim, porque tentar viver uma vida sem grandes acontecimentos, pensando sempre na opnião alheia e esquecendo que este é o seu momento de mudar as coisas, de fazer a diferença. E um pode mudar. Em novembro eu conheci Flordelis, uma carioca que adotou 43 crianças, hoje tem ajuda de artistas para conseguir aparecendo na mídia e mantendo seu trabalho por meio de doações. Mas nem sempre foi assim. As primeiras crianças chegaram em sua casa quando ela morava em um barraco com o marido e três filhos. Um tempo depois, com a Chacina da Candelária - +-15 anos atrás - na verdade logo após a chacina a casa que antes tinham 5 e depois passou a ter 10, de repente passou a viver 39. Só crianças eram 37, 14 com menos de um ano de idade. O governo só descobriu a existência de Flor, das crianças e das condições em que viviam 9 meses depois. Para não perder os filhos ela fugiu quando o ministério público ordenou que ela devolvesse as crianças. Passou 4 meses na rua, correndo de uma casa para outra até que conseguiu ajuda. A história de Flor, a força de vontade dela em seguir em frente mesmo enfrentando toda a sociedade e ficando sozinha, sem o apoio dos amigos ou da família é linda e merece reconhecimento. Agora quem merece realmente ser ouvido sã as crianças que são cuidadas por elas. A maioria foi abondonada pela família. Não apenas pai e mãe, mas avós, tios, primos que optaram por não terem "mais um problema em sua vida". Uma das garotas que conversei, de 13 anos, tem 5 irmãos. Dois estão com tios que ela não sabe onde vivem. Outras duas vivem com ela na casa da Flor. Uma tem 3 e a outra quase 2 anos de idade. A mais nova parece ter nascido enquanto a família vivia nas ruas. Mas a garota não consegue se lembrar de tudo com detalhe. Sabe que a casa foi incendiada por traficantes que cobravam uma dívida do pai. A mãe sumiu levada pela polícia, mas não está presa. Mesmo demostrando estar feliz e integrada na casa ela ainda chora e clama para que a mãe apareça para dizer apenas que está bem. E eu prefiro nem contar as experiências que essa garota viveu enquanto estava nas ruas.
Outra, 9 anos, vive com uma irmã de 12 na casa de Flor, foi parar lá há 1 ano. Um ano depois que a mãe morreu. O pai chegou a conclusão que não teria condições de criar as filhas. A avó encontrou então a casa da Flor e as deixou lá. No início o pai aparecia há cada 15 dias e levava as garotas para passear. Há 6 meses ele deixou de ir. Os soluços quando ela começa a contar a história é de partir o coração. A necessidade de carinho e atenção dessas crianças é enorme. Quando saio de matérias assim vejo como minha vida foi fácil. Quando leio sobre a vida de Maitê Proença percebo como precisamos atravessar as adversidades, aprender com elas e seguir em frente tentando ajudar ao máximo quem está vivendo aquela situação. Afinal, essas experiências são terríveis de serem vividas. Por crianças que deveriam sonhar em serem superhomens ou modelos sonharem com comida, carinho, e em não serem abusadas chega a um nível de perversão humana que fingimos não existir. Deve ser uma das formas egoístas - que Nietzsche tanto gosta de falar em seus livros como "Ecce Hommo" - de sonhar que vivemos em nossos perfeitos universos e que não ter o último modelo daquele produto é o nosso maior problema.
Ver o outra lado da realidade não é fácil. Conviver com ela também não, mas é o melhor que pode nos acontecer. Pelo menos pra mim, toda vez que saio para fazer um trabalho e converso com pessoas que vivem com tão menos do que nós e curtem mais a vida, os pequenos detalhes, porque no final das contas são as coisas do dia-a-dia que fazem a diferença. Uma amiga minha escreveu um texto um dia desses falando de como as pessoas não olham o lado emocional quando param para fazer o balanco anual. Enquanto lia o texto fui pensando em meu ano. Minha conclusão é que este foi um excelente ano para mim como pessoa. Cresci muito. Eu falar assim parece presunção até porque fui despedida, não tenho perspectivas de futuro, mas acho que estou mais calma, mais positivista. Claro. continuo acreditando cada dia menos na sociedade, mas tenho visto que eu posso fazer a diferença, que preciso vencer meus mamutes e estou me sentindo cada dia mais forte para poder enfrentá-los.
Quando vier um problema não trave. Pare e pense em como passar por ele e como ele te ajudará no futuro. Aos 12 anos fiz curso de modelo e manequim porque minha mãe queria e hoje as noções que adquiri 15 anos atrás ajudam em meu trabalho. Um ano depois fiz um curso de tapete arraiolo e de artesanato envolvendo culinária. E no meu primeiro estágio esses conhecimentos me ajudaram a facilitar meu trabalho e a quem o acompanhava entendiam melhor o que tentávamos ensinar. Porque em 5 minutos ninguém aprende a fazer um sabonete. rs...

domingo, 9 de novembro de 2008

o combinado não sai caro

você já parou e pensou no que rola quando você resolve aceitar algo que se convence de que vai ser legal, mas sabe que está entrando em uma fria??? Digo: por mais que pareça proveitoso, uma hora ou outra a coisa muda e aí a realidade que você tanto evitava vem à tona. Também pode ser TPM. vá saber.
Pode ser a pressão da família, a minha, a idade que está chegando, não sei o que é. Na verdade até sei mas não tô afim de dizer.
O que incomoda é a realidade. Chega um ponto em nossa vida que se torna impossível fugir dela e temos que enfrentar os problemas de frente.
Eu cheguei nesse momento. Até fui bem sucedida. Por anos consegui fugir deles, me esconder atrás do que faço bem e deixar os traumas ali para um dia serem tratados. Mas aí... vem a vida e bagunça tudo que não estava dando tão certo, mas que ia indo igual casamento por conveniência. É difícil, mas dá pra fazer. rs...
----
terminei de ler um livro meio biografia que é  fantástico. Lendo ele me identifiquei com uma série de questões que me levaram a pensar no passado. Na morte do meu pai, em como lidei com a situação, em como as crianças enfrentam a morte e a questão de se entregar à vida.
Eu tenho muito cuidado com as decepções e por isso não me entrego a nenhum tipo de emoção. Me abrir, só com quem confio. No mais brinco, zouo e desvio o assunto antes dele chegar em mim. Fiquei até muito boa nisso. O que acaba fazendo que cada um pense uma coisa de mim. Acho que justamente porque são poucos que realmente me conhecem e sabem quem eu sou.

lendo o livro tive muita inveja da autora em como ela se entregou à vida. Às experiências sexuais e espirituais que tanto deixo de lado. fazê o quê? É a maldita criação cristã de represssão que nossa sociedade cuida dos filhos. Posso dizer que se existe a outra metade da laranja, a minha é Maitê Proença. rs...

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

mesmo para uma sociedade de espetáculo tem coisa que é demais

as pessoas precisam se posicionar mais quando o assunto é a cobertura da mídia em casos como o da Eloá. Despreparo da polícia paulistana e falta de carácter da imprensa capitalista fizeram uma última vítima porque se os policiais estivessem mais preparados e a imprensa cumprido o código de não entrar na função de segurança pública e atrapalhar a ação de quem deveria fazê-lo, a garota poderia estar viva. Transformar um perturbado emocional em celebridade nacional enquanto ele espanca e mantém uma adolescente refém por mais de 80 horas? Onde chegaremos? Daqui a pouco as crianças assistirão execussões no café da manhã e tortura no almoço???
Onde está o acordo entre cavaleiros que a mídia brasileira fez após a morte de Tim Lopes? Ela alguma vez existiu? mostrar a arte de um psicopata não é o mesmo que mostrar o trabalho de um pixador ou o suicídio de alguém? isso não vai apenas dar visibilidade e levar a aumentar os índices???
tudo bem que tudo é notícia, mas colocar assassino para falar no ar é retratar a notícia do lado errado. Claro que temos que dar direito dos dois lados expressarem sua opnião e que a imprensa não deve julgar. Mas corta o papo e veja a realidade. Mídia forma opnião e se posiciona a partir do momento que faz o seu recorte sobre aquela situação. Não sei o que a família da garota fará, mas se fosse a minha a mídia e a polícia seriam processados. Processo não trás ninguém de volta, mas regulamenta a sociedade que só pensa em dinheiro.

ces't la vie

hoje tive um dia diferente. Fui ao cinema à tarde, manicure e pedicure no horário de almoço. Lanche com amigas à tarde e risos ao telefone. Até cogitei uma massagem!!!
Como seria gostoso ter mais dias assim na minha vida. Mas é a adrenalina dos outros dias que tornam dias como este tão saborosos. Amanhã as coisas voltam ao normal, ou o mais próximo que pode chegar pois, como disse um amigo: nunca seremos normais e isso é que faz de nós quem somos.

Este final de semana cheguei à algumas conclusões:

o sono tem efeito parecido com o do alcool em nosso organismo. Tem o estágio do cansaço, da irritação, da euforia... Várias pessoas viradas em um espaço é o mesmo que ter um monte de bêbados no lugar, mas sem o bafo da marvada da catiaça. rs...

trabalhar em time só funciona se quem deve ser responsável pelo departamento estiver por perto. Tribo sem cacique se desfaz rapidamente. Vários caciques geram o mesmo efeito.

"quem não sabe inventa" - essa frase é muito dita pela minha família. A pessoa pode até inventar. Ser criativa e se manter por um tempo, mas vai cair rápido. Assim que alguém mostrar a verdade.

a vida pode acabar em um piscar de olhos. estranho saber que estamos tão volúveis à situações que nem imaginemos e continuemos vivendo o dia como se pudessemos fazer as coisas amanhã. Será que vai haver amanhã???

PS: hj o salão  em que faço manicure e pedicure colocou um comunicado na entrada: devido às ocilações de mercado não aceitarão mais cartões de crédito. Cada um usa a crise como a disculpa que precisa para mudar as coisas. hehehe

Sobre a Vírgula

Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

 

Vírgula pode ser uma pausa... ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode ser autoritária.
Aceito, obrigado.
Aceito obrigado.

Pode criar heróis.
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

E vilões.
Esse, juiz, é corrupto.
Esse juiz é corrupto.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.
 
A vírgula pode ser ofensiva.
Não quero comprar seu porco.
Não quero comprar, seu porco.

Uma vírgula muda tudo.

 

ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

 

Detalhes Adicionais


SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.

 

=> Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER.
=> Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM.

domingo, 12 de outubro de 2008

odeio a argentina

nada contra o povo, mas eles devem ter sido a inspiração para o curta "O dia que Durval desafiou a guarda". Só assim para manterem funcionários tão inexpressivos e medrosos na alfandega

domingo, 5 de outubro de 2008

acabou

o período eleitoral é denso e cheio de expectativas. Deve ser por isso que agora que os resultados saíram eu sinta uma sensação de que alívio. O bom do sentimento de dever honrado é que ele dura pouco e volta sempre que mais uma etapa é vencida.
Interessante como são as coisas: na última semana conversei com uma série de pessoas e algumas falaram sobre a primeira impressão que elas tem de mim.
não sei porque, mas depois de um tempo de convívio essa impressão mudou. Hoje, logo antes de pegar a estrada ouvi que uma pessoa que não convive comigo e mal me conhece já traçou um perfil meu e saiu espalhando por aí. Ei!!! vc não me conhece e fala de mim como se eu pudesse ser lida de forma linear. Seres humanos são complexos. Na vida o preto se mistura com o branco e forma o cinza. Por isso, eu gostaria de pedir: julgue vc mesmo e vê se me esquece.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

segundo semestre

o blog estava de lado por uma série de mudanças em minha vida. Primeiro descobri q estava sendo velada. Aí fiquei me velando até decidirem o que fazer. Isso gerou um baita de um stress. Quando sai: mais caos. O q fazer qdo vc gosta de fazer  o que faz, mas não sabe se deve continuar fazendo aquilo? e se isso nao for o certo? Pensar o que fazer no presente para traçar o futuro é algo muito arriscado. É a mesma coisa que colocar seu dinheiro em um fundo arriscado. Só que dinheiro vai e vem. A vida é uma só e não dá para voltar atrás como fazemos em um filme ou simplesmente apagar o que está errado, ou os caminhos mal trilhados. É preciso enfrentar o passado no futuro e tomar as ações pensando que se as coisas seguirem um rumo que você calcula tudo dará certo... é complicado. um rumo independe de você, que não é um universo isolado mas faz parte de um organismo vivo que é alterado o tempo todo.
Como seria mais simples se eu não vivesse em um mundo consumista e capitalista. Ou melhor: que eu não fosse parte dele. Assim, poderia sonhar em viver a pacata vida de acordar, trabalhar, socializar, dormir. Mas o 'querer mais' que a sociedade nos impôs traz agitação, nervosismo, inseguranças, doenças, problemas sociais...Agora some isso a alguém que ama ser útil. Pronto! vc e eu conseguimos visualizar o problema. Só preciso entender como sair dele. Quem curte ser útil, curte desafios e -quando quer- é determinada não encontra meios de sair desse bololo que se torna sua vida até porque uma pessoa assim pensa muito e muito mas muito mesmo quando precisa tomar uma decisão que mude os rumos. Mesmo que seja o de virar ou não uma esquina antes. Tudo é planejada antes. E com poucas chances de dar errado. na noite anterior aquela roupa para o trabalho já foi escolhida, a rota para o trabalho já está trilhada e todo o dia esqueletado na mente. Algo de um compulsivo obsessivo que tenta ao máximo não parecer sê-lo. Êita famosa indefinição. E que provavelmente nasceu lá atrás no medo de não corresponder ao que as pessoas esperam de você.
Uma pessoa já dizia que todos temos um lado desequilibrado na vida. O meu sou eu. Estranho mas real. decisões não são um problema pra mim. eu as tomo o tempo todo e consigo analisar os prós e contras com rapidez, mas quando o assunto é a minha vida: aí entram os meus superegos que são exteriores. São eles que puxam a minha orelha quando estou passando dos limites. Tudo bem que pensamos diferente. Mas o superego tem essa função mesmo. Deve ser por isso que o meu é a minha família e alguns amigos. Isso as vezes enche, mas é assim mesmo. Eu tenho um vício e ele se chama trabalho. E quanto mais eu tenho, mais eu mudo minha rotina para me adaptar a ele.  Coisa de dependente em algo mesmo.
E essa foi uma dependencia foi algo sonhada e desejada por boa parte de minha vida. Enquanto muitas queriam casar com o Conrado, meu máximo era namorar o Kent. Queria ser cientista, economista, médica. Filhos, marido, casamento!!! eram coisas que minha mãe fez. E não é difícil entender os motivos quando se faz uma análise antropológica do case: minha personalidade foi formada durante a década de 80 em que o feminismo estava em seu auge e se dizia não precisar em nada do homem. A mulher que vencia sozinha tudo. A princesa era quem salvava o príncipe das garras do dragão. Não que eu seja assim, mas o trabalho - algo forte naquela época - ficou em mim. Sempre foi minha prioridade. E isso não é bom. Quando começo a ser velada, por exemplo, ou estou desanimada a situação fica complicada. É aí que vejo a importância de ouvir. São nesses momentos que percebo que os sacrifícios não compensam. Que dizer não é mais importante do que o sim, pois as vezes o não é o sim do futuro para uma vida mais saudável e estável. Difícil é seguir os conselhos do superego. dizer sim a ele e não ao desejo. Por que não podia ser mais da filosofia: "não tente entender, tente viver"?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

MUITO IMPORTANTE

Discussões profissionais não vão pro nível pessoal. A não ser que a pessoa seja uma perfeita idiota que não consegue se justificar profissionalmente e aí precisa apelar para o que sabe do passado.
Outra coisa tão importante qto é saber que informações necessitam ser comunicadas. Se você mantém algo só para você, ao invés de ganhar poder, você o perde porque sua equipe se perde no meio do caminho e os custos disso são alto. Pelo menos quase sempre.
cansei...
existem blogs e blogs. O meu é só pr'eu passar o tempo. os erros gramaticais permanecem sempre como também os de digitação. eu o crieiu com a intenção desabafar. falar daquilo que eu estava afim sem ter que alugar o ouvido de alguém. hehehe
Mas tem outros que são ótimos e feitos com o propósito de serem lidos e auxiliar/entreter as pessoas de alguma forma. O Urso é um desses. Qq dia, qdo vc tiver uma folguinha e nada afim de falar no msn eu indico que vc dê uma passada por ele. o endereço épergunteaourso.wordpress.com. Eu me divirto quase todo dia vendo os conselhos. E por ele vc vai conhecer outros tão bons qto este.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Brasil x Argentina


Eu não sei se você conhece a expressão coyote ugly, mas foi mais ou menos por isso que eu passei, afinal quando eu me dei conta do que tinha feito, o que eu mais queria era sair correndo dali. Foram 10 horas na fila para comprar ingressos para um jogo de futebol,o que significa também uma folga a menos e horas a mais de trabalho. Quatro dias depois lá estava eu na fila de novo. Agora por pouco mais de uma hora. Vi que quem fica nessas filas são sempre as mesmas pessoas. Vários se conheciam de grandes jogos do passado. E isso é muito interessante. O stress de uma fila é quase tão emocionante quanto estar dentro do jogo com a diferença que na fila ainda existe a expectativa de se vai conseguir o ingresso que tanto almeja ou se conseguirá inserir pessoas na fila para comprar mais do que os dois por pessoa, limite imposto para reduzir os cambistas.

Fila para um grande evento é na verdade uma catarse emocional. É muito legal ver como você passa a viver quando todos estão no mesmo rupo atrás do mesmo alvo.
A intimidade, a parceria, a amizade momentânea. Tudo isso se torna... Eu não sei qual palavra usar, mas quem viveu algo assim sabe do que estou falando.

Depois da fila vem o jogo e ali o que menos importa é quem está ganhando. A harmonia, a integração da torcida, a energia. Tudo é tão... sei lá... diferente que só dá pra dizer algumas coisas:
- A ola rola quando ninguém quer saber do jogo e isso é muito divertido

- Ver pessoas nervosas ao seu lado por causa de um jogo é fantástico.

- Acompanhar o crescimento da ansiedade de alguém em tão pouco tempo não tem preço;

- Comer tropeiro, sentar em cadeira suja e receber pedaços de arroz na cabeça quando todos dizem que você tem TOC é libertador.
Eu recomendo. Se você não entende nada de futebol você é o torcedor ideal para ir ao campo. Independente do resultado você sai de lá feliz e com uma experiência a mais para ser contada no futuro. Afinal, são esses os pequenos detalhes que lembraremos no futuro.
PS: a iluminação do Mineirão deve ter custado uma pequena grande furtuna bem menor do que a quantia que preciso para o carro dos meus sonhos. kkkkkkk






Esses dias começei a ler o about me que escrevi alguns anos atrás. Legal essas coisas, né. Pouco mudou. Na verdade quase nada. Um dia, conversando com uma amiga que estava próxima de completar quarenta anos, ela disse que entrar na quarta década de vida não a assustou tanto quanto se tornar uma trintona, pois aos 30 ela olhava pra trás e ainda via aquela menina de 15 anos que ainda estava no colégio. O mesmo aconteceu comigo quando saí da faculdade. pensei: caramba, eu continuo a mesma e a idade só tem aumentado. As coisas devem ser mesmo assim... Eu ainda não acredito que já passei dos 20, que estou próxima dos 30. Inclusive, costumo brincar que mentalmente não passo dos 12. hehehehe. Deve ser uma forma de compensar.
Semanas atrás eu vi Sex in the City e amei rever as quatro. Rever é só um modo de dizer já que o seriado é exibido diariamente na TV a cabo. E hoje, conversando com umas amigas percebi como cada uma de nós é uma personagem. E isso é uma das coisas que me fascina em TV. Você conseguir fazer com que as pessoas que estão assistindo criem de alguma forma uma ligação com a pessoa que está falando. Isso não requer pacto com o diabo ou coisa parecida. Só é preciso uma coisa: conhecimento técnico. Se você não é médico não saberá interpretar um exame como tal. Se você começou agora, espere; dê tempo ao tempo, seja humilde e em pouco tempo terá condições de escrever, gravar, roteirizar, entrevistar de uma forma que quem veja se coloque naquele lugar e não simplesmente passe por aquilo.

É até engraçado eu ler as duas últimas palavras da frase acima. Hoje isso aconteceu comigo. Falaram comigo sobre coisas como se elas fossem a descoberta da roda ou da penicilina e eu fiquei ali abanando a cabeça e pensando: pra que estudei tanto. Aí entro dentro de um ônibus e olho para as pessoas ao meu redor. Nenhuma parecia feliz. Apenas seguindo a vida, cumprindo as obrigações diárias necessárias para sobreviver, afinal, são necessários 151 dias de trabalho só para quitar os impostos. E muitos em empregos sem aspirações profisionais, pessoas que fizeram escolhas erradas, ou são consequências das escolhas dos outros. Você pode não pensar assim, mas o efeito borboleta é a maior verdade quando se trata de seres humanos. Um ato que parece isolado pode se tornar um verdadeiro tufão e atingir pessoas que você nem conhece. E são essas as mais atingidas. Até porque por mais que família seja igual sanguessuga, nós temos a obrigação de sermos gostar deles. Se você não conhece, nem se preocupa. Aprendemos a fazer isso com muita facilidade. Vemos tragédias enquanto comemos e não fazemos nada a respeito. Na verdade fazemos sim. Comentamos como o mundo está se acabando... como estes sãos os sinais do fim dos tempos e todas essa besteiras que limpam nossa mente e nos fazem voltar à maravilhosa zona de conforto que gostamos de viver.

Alguns dizem que sou revoltada por natureza. Por contestar, por não ser papagaio de pirata, por manter meus ideais a qualquer custo e por ser birrenta em sustentar situações que um falso sorriso ou desculpe resolveria, mas essa não sou eu e continuo pensando que se no mundo existissem menos pessoas conformadas com a vida, com maior vontande de fazer a diferença e defender seus ideias não tivéssemos um continente inteiro passando fome. Amo os sonhos, eles nos fazem ir longe e manter uma meta, mas continua achando que precisamos parar de voar e descer para a realidade. Ação. Essa é a palavra que tanto falta em nossos atos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

tema recorrente


Este final de semana eu ouvi essa música d'Os Mutantes intitulada O Hino dos Malucos que eu achei fantástica e resolvi postar aqui.

Nós, os malucos, vamos lutar
Pra nesse estado continuar
Nunca sensatos nem condizentes
Mas parecemos supercontentes
Nossos neurônios são esquisitos
Por isso estamos sempre aflitos
Vamos incertos
Pelo caminho
Nos comportando estranhos no ninho
Quando a solução se encontra, um maluco é do contra
Mas se vai por lado errado, um maluco vai do lado

Malucos, a nossa vida é dar bandeira
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

Nós, os malucos, temos um lema
Tudo na vida é um problema
Mas nunca tente nos acalmar
Pois um maluco pode surtar
Os nossos planos são absurdos
Tipo gritar no ouvido dos surdos
Mas todo mundo que é genial
Nunca é descrito como normal
Quando o papo se esgota,
um maluco é poliglota
Mas se todo mundo grita,
um maluco se irrita

Malucos, somos iguais a diferença
e todos temos uma crença:
seguir a lei jamais compensa
Malucos, somos a mola desse mundo,
mas nunca iremos muito a fundo
nesse dilema tão profundo

Malucos, a nossa vida é dar bandeira,
ligando a luz da cabeceira,se a água pinga na torneira
Malucos, a nossa luta é abstrata,
já que afundamos a fragata,
mas temos medo de barata

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008


A chuva não pára em BH. Agora mesmo mais um pé d'água. Bom é pras lojas de roupa. Meu guarda-roupa tem respirado cada dia mais. em compensação, na área de serviço não cabe nem mais uma agulha.
teoria da conspiração
será que anda chuvando tanto para aumentar o IDH e o PIB brasileiro?

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Strike!!! Strike!!!


Também vou entrar em greve. A partir de agora, em solidariedade aos roteiristas norte-americanos, eu não vou mais fazer download de séries. Nada de GG, Smallville, Heroes, GA ou PP. É greve!!!!
Se isso tem algo a ver com o fato de que não tem epsódios para baixar? Quê isso? Cê acha que eu apoiaria uma greve só por estar sem opção? Eu? justo eu que vivo reclamando do líder do meu sindicato? hehehehe

Mas é sério, nessa onda, parece que os comglomerados midiáticos resolveram adiantar algumas séries que estavam em gaveta. Uma delas é Cashmere Mafia. Um seriado com Lucy Liu que tem tido uma boa aprovação de crítica e público, só que público não conta muito, afinal, eles não tem tido nada de novo pra ver mesmo. Hoje ouvi que criança aprende por repetição. Se for assim, as crianças nos Estados Unidos aprenderão muito sobre sexo, violência e drogas.

23 dias de ano novo teve mais upload do que alguns anos anteriores


E normal o início de um ano começar lento. O meu caso foi bem diferente. Tudo começou normal. As últimas duas semanas do ano foram os mesmos deja vi de sempre. Parecia que ia acontecer tudo igual quando, logo depois da meia-noite do dia 31 eu quebrei o maior pau com a minha cunhada. A mulher mais sem noção. Foi bom pra aprender que tudo é relativo sim, mas tem pau que nasce torto mesmo e nunca vai se endireitar.
Quando passou a quebradeira, pensei que as primeiras horas poderiam ser diferentes, mas o resto seria igual. Um mês de janeiro mofando na cama e aprontando nos finais de semana. Mas tudo mudou no dia 02 quando um amigo foi brutalmente assassinado por um cara que, mesmo sem ser réu primário, responderá ao processo em liberdade e já está lá, na lanchonete dele trabalhando. É triste ver como a justiça brasileira protege. Pior é saber que não há nada que possamos fazer. A lei do "olho por olho, dente por dente" não daria certo, eu sei, mas que dá vontade de fazê-la ser cumprida dá. E principalmente nas cidades do interior dos estados. Uma pesquisa publicada na semana passada mostrou que enquanto a violência caiu nas grandes cidades, ela cresceu assustadoramente no interior do país.
O que nós podemos fazer para mudar isso?
O que fazer para mudar o que está errado?
Como se portar em uma situação em que pessoas ao seu lado ferem a moral e as normas sociais pré-estipuladas?
Meu início do ano não veio cheio de grandes festas, ou viagens dos sonhos ou amores de verão. Veio cheio de temor, raiva e medo de para onde estamos caminhando. No fim do ano li um texto muito bom sobre como seria bom se o novo ano fizesse uma visitinha ao asilos dos anos velhos e conversasse com eles para não cometer os mesmos erros. Acho que seria um crescimento para todos.
Abaixo está o texto retirado da Folha de S. Paulo
No Asilo dos Anos Velhos
--------------------------------------------------------------------------------
É um casarão enorme e decrépito. Agora abriga 2006 hóspedes que lá vivem em condições desconfortáveis
--------------------------------------------------------------------------------

Entra ano, sai ano, a verdade é que os heróis são eternos.
Para onde vão os Anos Velhos? Este é um segredo que vem sendo cuidadosamente guardado há muito tempo, talvez porque envolva uma verdade dolorosa.
Ao contrário do que se poderia pensar, nenhum destino glorioso é reservado aos anos que findam. Eles terminam sendo recolhidos ao Asilo dos Anos Velhos, situado em lugar incerto e não sabido. É um casarão enorme e decrépito, tão decrépito quanto seus hóspedes. Atualmente abriga 2006 hóspedes que lá vivem em condições desconfortáveis: quartos minúsculos, vários dormindo na mesma cama. E este não é o maior asilo: o dos Anos Velhos Judaicos, por exemplo, abriga mais de 5000 hóspedes.
O que fazem os Anos Velhos em seu asilo? Não muita coisa. Partindo do princípio segundo o qual recordar é viver, ficando ruminando as lembranças do passado, às vezes em monólogos, às vezes em diálogos, estes freqüentemente ásperos.
Ao contrário do que poderia se supor, existe pouca solidariedade entre os Anos Velhos. Pouca solidariedade e muita hostilidade. "De que você está se gabando?", pergunta um Ano Velho a outro. "Durante sua gestão o crescimento econômico foi insignificante." Ao que o interpelado responde, ofendido: "É, mas durante sua gestão a inflação disparou e tornou-se incontrolável".
Note-se o uso da palavra "gestão". Os Anos Velhos consideram-se os administradores, quando não os donos, de um certo período de tempo. Não se conformam com o fato de que este período de tempo possa estar esquecido: "Na minha época é que era bom", afirmam, com freqüência.
Visitemos o Asilo dos Anos Velhos. Ali encontraremos todos os anciãos, alguns sentados em bancos no jardim, outros caminhando a passos trôpegos, alguns adormecidos em cadeiras preguiçosas. Constataremos que eles se conhecem uns aos outros por números: "Como vai você, 1942?", "Bem, e você, 1931?" Alguns dos Anos Velhos se consideram privilegiados. Por exemplo, 1789 fala com nostalgia da Revolução Francesa: "Aquilo era bonito, as cabeças cortadas caindo da guilhotina". Ao que 1917 responderá: "Que nada, meu velho, seu sonho não durou muito, o capitalismo engoliu a revolução de vocês. Agora: a minha revolução, a Revolução de 1917, esta sim mudou a face do mundo". Não, dirá 1776, o que mudou a face do mundo foi a Revolução Americana. E ali ficarão discutindo durante muito tempo: os anos, como os heróis, são eternos.
O 1º de janeiro é, para os Anos Velhos, um dia de muita expectativa. Exatamente no primeiro minuto depois da meia-noite eles recebem o mais recente Ano Velho. Que é sempre calorosamente acolhido (depois é que começa o bate-boca).
Quem nunca visita o Asilo é o Ano Novo. Não por falta de convite: os Anos Velhos gostariam de conhecer o robusto menino que vai viver o seu dia de glória. Mas o Ano Novo diz que não quer nada com a velharia, que sabe perfeitamente o que fazer e que não vai perder tempo deixando de ir ao Réveillon para entrar num asilo. Coisa que deixa os Anos Velhos ressentidos. O tempo lhe ensinará, resmungam. E a verdade é que não deixam de ter certa razão.